[Emulador de Críticas] DC Rebirth pode colocar a DC nos trilhos?

E aí, pessoal? A DC Entertainment anunciou sua grande iniciativa de 2016; após Novos 52 e DC You, agora teremos DC Rebirth. Partindo para uma linha editorial mais enxuta e com foco em títulos mais tradicionais, a editora busca novamente a mesma relevância em vendas que aconteceu no advento dos Novos 52. Porém, fica a pergunta: esse movimento pode mesmo colocar a DC novamente nos trilhos editorial e mercadológico?

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Arte de Stephen Byrne

No último sábado, na WonderCon, a DC finalmente anunciou boa parte dos times criativos da iniciativa DC Rebirth. O anúncio que aconteceu via streaming teve cobertura do Terra Zero aqui no Brasil, comentando títulos e seus respectivos artistas. Com apresentação de Dan DiDio, Jim Lee e Geoff Johns e amostras de artes dos novos gibis, essa foi a primeira vez que a DC fez um painel desse nível para lojistas e seus consumidores, lembrando muito os keynotes que Apple e Samsung costumam fazer.

O que foi apresentado na WonderCon foi uma editora que parou de “inventar moda”, que fez vários anúncios títulos sólidos e resolvendo problemas que os fãs e lojistas vinham pedindo há muito tempo nas redes sociais e em reuniões de prospecção. Aliás, a DC ouvir os fãs tem sido uma das melhores coisa acontecendo no mercado editorial dos EUA; ela entendeu que saber conversar com seu público pode trazer vários benefícios para os processos criativos, além de criar uma comunidade mais unida em torno dos seus produtos.

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Dan Didio, Jim Lee e Geoff Johns

O DC You foi um breve período de laboratório da editora e elevou significantemente a qualidade da linha editorial. Entretanto, a DC não esperava que as vendas físicas fossem tão abaixo do esperado. Ela se deparou com lojistas que não estavam preparado para materiais tão indies, para usar um termo mais simples. Mas nem tudo foi esquecido dessa excelente fase, pois a editora colhe as melhores ideias e investe em um mix nos seus personagens de peso.

Para os que acham que essa  fase chamada de Batgirlização da DC não deu em nada, os roteiristas Tom King e Steve Orlando são alguns principais expoentes dessa fase, pois em pouco tempo conseguiram fazer histórias sólidas, agradando crítica e fãs da editora em revistas como Grayson e Midnighter.

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A principal ideia do DC Rebirth é fazer a editora renascer, trazer o conceito de ícones e legado de volta as páginas dos quadrinhos. Várias foram as vezes em que a equipe do Terra Zero falou que, por mais que gostássemos dos chamados “7 grandes da DC”, eles ainda tinham alguns problemas de caracterização, principalmente na revista Liga da Justiça. Nela, Geoff Johns não conseguia dar um ritmo ideal para o título, muito também por estar envolvido em todos os projetos transmidias da DC. Porém, vimos lampejos do que queríamos em JLA, de Bryan Hitch, que conseguiu captar de forma ideal a personalidade dos icônicos sete grandes.

De qualquer forma, acredito que a maior notícia de todo o DC Rebirth foi a de que Dan DiDio deu o braço a torcer quando se trata de legados. A editora mostrou entender que o simbolo é muito mais poderoso que o personagem por trás da máscara. Portanto, ela vai trazer novamente esses elementos para cronologia, muitos deles eliminados na época dos Novos 52. Personagens como Dick Grayson, Tim Drake, Roy Harper, Cassandra Cain, Wally West e outros serão importantes para as novas histórias. Eles, por muito tempo estrelaram revistas solo e fizeram parte da infância e da adolescência de muitos leitores que cresceram lendo a DC.

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Arte: Brett Booth

O que se vê é um cenário de busca por parte da DC pela mistura entre elementos de suas revistas mais vanguardistas aplicados em personagens mais tradicionais. Além disso, ela pretende colocar alguns de seus títulos à venda duas vezes por mês a preços reduzidos, fazendo algo parecido com o que Netflix e Amazon fazem, que é oferecer vários produtos a custo reduzido para que o balanço final seja positivo.

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Creio que esse DC Rebirth conseguiu me deixar mais confiante que os Novos 52, mas não tão animado como fiquei com o DC You. De qualquer forma, temos uma linha do Superman com equipes criativas no mesmo porte da do Batman; ideias inovadoras com Lanternas Verdes, Flash com Wally West de volta em seu uniforme amarelo, retorno da mensal do Besouro Zul com Jaimito e Ted Kord a tira colo, revistas jovens interessantes e até títulos da Liga e da Trindade buscando mostrar o melhor da DC.

Interessante é perceber é que a DC está rejuvenescendo com vários artistas de primeira grandeza como King, Orlando, Sam Humphries, James Tynion IV, Hope Larson e Claire Roe, agregando esse pessoal a profissionais competentes da velha guarda como Christopher Priest, John Semper, Dan Jurgerns e Greg Rucka.

Enfim, as notícias são boas, decenautas. Pelo menos a curto prazo vão resolver o problema de atratividade da linha da DC. Resta saber o que vem depois.

Até a próxima!

PS: Hickman, aquele tuíte foi feio, bobo e cara de melão. Não se brinca com coração de fanboy assim :(

  • Andre

    A meu ver a DC está perdida. A solução seria trocar a direção. Trocar o Didio.

    • Adriano de Souza

      Se o Didio cair, quem assume é o Aécio?

      • Marcelo

        Acho que é o Temer…

        • Spider-Phoenix

          Lula volta antes.

          • Marcelo

            Aí você já apelou. Melhor Dark Seid presidente e Thanos vice.

  • Eu to cm o Pab to empolgado pra caralho com o Rebirth , mas não tanto quando a Dc anunciou o Dc You. E sobre o Legado na Dc senti falta de alguns personagens nessa primeira vista do Rebirth como por exemplo o Bart Allen e a Star Girl e algum relacionado a família Shazam

  • JP

    Pab, ainda não anunciaram a equipe criativa de JLA, ainda dá tempo do Hickman estar de fato escrevendo algo pra DC =)

  • Luciano de Souza

    isso de escutar os fãs pode simplesmente arrastar a qualidade ainda mais pra baixo. na verdade a qualidade no DC YOU era boa, o problema é que o leitor/fã e revendedor de comic shop que são virjões de 40 anos tipo o comic book guy dos simpsons são conservadores. Se a Dc ficar ouvindo eles, vai ser uma editora de VELHO mais do que nunca.

    infelizmente o DC YOU foi afetado pelo criticismo de “não li não gostei” da torcida organizada do corinthi… digo, da marvel, da qual faz parte muito “vlogueiro” e blogueiro por aí. por isso não adianta nada mudar tudo com o rebirth, que vão criticar tudo do mesmo jeito. nem se a DC de repente a melhor editora do mundo, continuaria vendendo menos, simplesmente porque é DC. assim como era nos anos 90, a editora era infinitamente melhor que a marvel, mas quem vendia mais?

    existe uma tendencia fascista por parte de muits fãs de quadrinhos, que agem como torcida organizada, onde só pode ter uma franquia espacial da mesma editora, os mesmos superheróis dessa editora, apenas a linha infantil dessa editora, apenas os filmes dos donos dessa editora… haverá um dia que os fãs de star trek, dc, turma da monica, etc, serão cassados pelas ruas e queimados nas fogueiras como herétics, aos brados de “Heil Mickey, o reich há de durar mil anos!”

    • Danilo

      Exageros à parte (propositais, eu sei), concordo.

    • Flávio

      Se o DCYou tivesse sido tão bom quanto vc diz, pq será que as vendas caíram exponencialmente? Então pela tua lógica as editoras não devem ouvir os fãs? devem ignorar e seguir as modinhas, ouvir só aqueles que querem personagens héteros trocados por gays, caucasianos trocados por negros e/ou asiáticos? só isso agradaria vc? o que a DC está fazendo é um misto daquilo que deu certo tanto nos novos 52 quanto no DCYou. A DC está certíssima, ela tem sim que respeitar e ouvir quem compra hqs, uma boa parte que compra hqs a mais de 30, 40 anos, essas vozes não podem ser simplesmente ignorada. A nova geração também deve ser ouvida, uma geração que quer mudanças, representatividade também merece respeito, más não só ela, as coisas precisam ser feitas com equilíbrio e não me parece que é o que estava sendo feito. Parabéns à DC, talvez eu não seja um dinossauro grande coisa, más viví as melhores fases da DC pegando o finalzinho da fase pré-crise e a partir de crise e acho que mereço que essa história não fique só na história, ela precisa ser renovada de tempos em tempos.

      • Luciano de Souza

        Ui, o véio está revoltado, atingi num ponto sensível!

        Se percebe sim PRECONCEITO de julgamento com algo da dC quando se lança um gibi como PREZ que se fosse o mesmo gibi, mas pela Image, estaria todo mundo dizendo que era a ultima bolacha do pacote. Gibis como Meia-Noite, Caçador de Marte e Grayson, que não venderam por que? Tem que ser muito espírito de porco pra dizer que eram ruins.

        Não venderam porque 1) são da DC. Mesmo quando a DC faz coisas boas, ninguém reconhece. Olha Darkseid War. É NO MESMO ESPÍRITO dos gibis “arroz com feijão” dos vingadores. Mas não vende tanto quanto. E não tem diferença alguma entre eles!

        2) Os velhos virjões fãs da DC. Ao invés de apoiar mudanças na DC, querem a velha DC, que se afunda cada vez mais em ser a editora dos vovôs.

        Não é a primeira vez que isso acontece. NO começo dos anos 70 a DC tentou uma renovada com o Quarto Mundo, Lanterna Verde/Arqueiro Verde, Monstro do Pântano, a linha do Tarzan (! sim, com joe kubert no homem-macaco, e nomes como mike kaluta, alan weiss, murphy anderson, envolvidos nas adaptações de outros personagens burroughianos como John Carter, Carson de vênus, e Pellucidar), Iron Wolf, o Sombra (novamente de O’neil e Kaluta). Bom, TUDO ISSO VENDEU MUITO MAL. Como diz Walt Simonson sobre a época (que ele participou ao lado do grande Archie Goodwain no “Caçador” em Detetive Comics): “Foi um curto período de inovação e criatividade, mas isso vendeu mal, e logo a DC voltou a mediocridade usual”. Ou seja, depois de 1975 a Dc se tornou mais conservadora do que nunca, e o resultado foi a franca decadência até Crise nas Infinitas Terras (que renovou a editora e a colocou no topo da qualidade novamente, ainda que ja fosse tarde demais pra ser a maior em vendas, pois o mercado já havia sido “catequizado” pela marvel, que não precisava mais fazer os melhores quadrinhos, havia concretizado sua torcida eterna que comprará o que seja que lançarem).

        REBIRTH é uma lástima do ponto de vista que aparentemente faz coisas como a marvel de oferecer mais revistas da mesma coisa (tornando-as quinzenais), um superman para cada etnia e genero (tal como capitão america, thor, homem aranha, wolverine, etc), mas PRINCIPALMENTE por ficar só nos medalhões.

        A DC sempre foi uma editora muito mais diversificada que a concorrencia, que não criou o selo vertigo nos principios dos anos 90 a toa. Nunca foi apenas a editora do Superman e do Batman, mas também de coisas loucas como Homem-Animal, Patrulha do Destino, Monstro do Pântano, Jonah Hex, Soldado Desconhecido, Omega Men, enfim, nunca houve gênero de história “proibido” na DC, nunca se limitou a apenas a super-heróis (tal como na concorrência). Eu entendo que a DC se renda ao que o público quer, afinal isso é uma empresa e eles precisam fazer dinheiro. Mas nunca vou apoiar um POVO conservador como é o leitor atual de gibi. Como dizia um jornalista amigo meu, a triste verdade é que se algo como SANDMAN aparecesse nos dias de hoje seria IGNORADO nas bancas e CANCELADO por baixas vendas. Pelo menos se saísse pela DC. Afinal, os zumbis marvetes já tornaram verdade que “se é DC é ruim e nem precisa ler para saber que é ruim”.

    • Flávio

      Ah, tava esquecendo, não é porque gosto da marvel tmb ou só da marvel que eu vou odiar a DC e só criticar, esse pensamento teu está muito equivocado, não é a questão de que quem elogia a DC é decenauta e quem critica é marvete, pensamento muito pequeno esse, não se trata de torcida, se trata de fãs, e eu sou fã das duas e de todas as outras, desde que produzam quadrinhos de qualidade.

  • Flávio

    Nem novos 52, muito menos DCYou me empolgaram, más o rebirth pode me fazer comprar quadrinhos mensais da DC de novo.

  • Giovani

    Só não sei para que matar o DCYou com o Rebirth. Midnighter é, atualmente, a melhor revista da DC. Com Batgirl, Martian Manhunter e Cyborg vindo logo na sequência. Pelos título, seria impossível julgar o teor das histórias neste momento, acho que a DC está dando passos para trás. Acho que deveriam ter misturado melhor o clássico com o novo.

    • Luciano de Souza

      o problema é que só o gibi ser bom não vende. ainda mais se for da Dc. e ainda mais se for de persnoagens que não tem filme, série de tv, etc. a editora quer verdinhas, e não da pra condená-los, afinal é o que mantem as engrenagens rodando. a culpa é mesmo dos tais “fãs” que a DC agora está ouvindo, enterrando a empresa numa mediocridade ainda maior.

  • Ander Navarro

    Salve!!! Então … eu não sei mais o que esperar da editora. Desde que os tios “Lee” e “Dildo” assum iram as cadeiras da empresa, as lendas do universo DC tornaram-se produtos que sofrem mudanças constantemente. Os N52 começaram bem, até que o Multiverso ressurgiu e mais lacunas foram criadas, entrelaçadas com a desculpa de que tudo poderia acontecer, pois o (Multi) universo decenetíco e vasto. Pois bem, não vejo um “Rebirth” dessas lendas que há anos conhecemos, vejo mais uma tentativa de superar a concorrência e mais uma vez, assassinar alguns conceitos que já estavam presentes e faziam parte da história da editora. Se pudesse opinar a os tios, eu diria que realmente deveria haver um “Rebirth”, mas contando tudo a partir do zero, com releituras e olhares diferentes por toda a cronologia DC. Lançaria 7 revistas, precedendo os maiores heróis da Terra (Gotham, Krypton, OA, Olimpo, Marte, Speed Force e Atlandida, reforçando ainda mais o conceito das lendas, e não as tornando produtos com diferentes versões.

  • Nano Falcão

    O problema também ao meu ver é de direção. Não adianta a DC mudar ano sim, ano também, se são as MESMAS PESSOAS que fizeram a cagada antes, que continuam tentando “melhorar” desde sempre. Como dizia o Barão de Itararé “de onde menos se espera, dali mesmo é que não vem”.

    E não falo só do Didio não, ou do JIm lee, ou do Bob Harras (esse cara quase faliu a Marvel, o que está fazendo aqui ainda?). Mas de roteiristas como Scott Lobdel, Dan Jurgens, Paul Levitz, já deu pra bola, né? Tem que ter uma renovada de autores. E foi isso até o que a DC tentou trazendo um cara como o Gene Luen Yang, que havia ganho o eisner de MELHOR escritor no ano passado, e bolou uma história interessante pro superman, um personagem com 77 anos de hqs, que já foram contadas todo tipo de história, e quando alguem tenta contar algo novo, o pessoal tem paciencia de ver o que vai acontecer, como a história vai acabar? não, sai reclamando porque “mudaram o superman”. Caramba, era só uma história, ao invés de apreciá-la, ficaram mais preocupados com a continuidade, vão pra quele lugar!

  • Luis Dantas

    Não tenho muita confiança na DC há anos. Mas duas decisões acertadas ela tomou desta vez: contratar Christopher Priest (embora Deathstroke não seja uma boa escolha – mas se alguém pode fazer o personagem funcionar será Priest) e trazer de volta o melhor roteirista que a Mulher-Maravilha já teve, Greg Rucka.

  • jonh jones

    Bom eles não arrumaram o Wally West, não botaram o ciborgue de volta nos titãs (e por consequência o marciano de volta na liga) decidiram colocar 2 supermans na mesma linha do tempo,criaram mais um lanterna verde humano(tem outras cores) e não disseram se os personagens da wildstorm vão viver num mundo separado,fora isso de boa