[Prateleira] Star Wars: Troopers da Morte, de Joe Schreiber

Star Wars: Troopers da Morte é um dos livros mais diferenciados no universo expandido da saga. A premissa básica pode causar receio em qualquer fã: que tal misturar Star Wars e zumbis? É o tipo de ideia que pode gerar um produto inesperado, imaginativo e de altíssima qualidade – ou um fracasso completo. Felizmente, Joe Schreiber, o autor, fica com a primeira opção e entrega uma obra de terror em que o mundo criado por George Lucas é apenas pano de fundo para algo muito mais sombrio e aterrorizantes que o lado negro da Força.

A Editora Aleph continua sua missão de trazer a maior diversidade possível de livros de Star Wars. Troopers da Morte faz parte do selo Legends, instituído pela Disney como uma espécie de universo paralelo do cânone da saga quando ela comprou todas as propriedades da Lucasfilms e reiniciou todo o universo expandido da saga. Sendo assim, para efeitos cronológicos, Troopers da Morte não faz (mais) parte do universo de Star Wars, mas continua sendo um bom produto e uma história muito importante para os fãs.

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Lançado em 2009 pela Del Rey nos Estados Unidos, este livro pegou o ressurgimento da cultura de zumbis que houve em meados dos anos 2000 e, felizmente, trouxe uma boa história para os fãs. Joe Schreiber é um escritor de terror e suspense com experiência em outras franquias. Portanto, trabalhar os conceitos de Star Wars e encaixá-los numa típica história de zumbis com reviravoltas inesperadas não foi uma tarefa árdua. Com uma escrita confiante e sem medo de encaixar clássicos personagens para interagir com novos protagonistas, o autor fez de Troopers da Morte um bom livro de terror e, ao mesmo tempo, um bom livro de Star Wars. Isso é dizer muito.

Na história, os fãs que comprarem o livro acompanharão a saga dos irmãos Trig e Kale Longo, do capitão Jareth Sartoris, da médica Zahara Cody e do dróide Waste na nave prisão Purgação. Quase abandonada pelo Império por transitar pelo espaço com seres vivos que terão destinos trágicos pelo que fizeram, a nave depende de Zahara e dos soldados do Império para sobreviver. Singrando pela galáxia, a Purgação chegou a um lugar desconhecido no universo mapeado e encontrou um Destróier Estelar abandonado. Sartoris e seus subalternos foram investigar a embarcação após descobrirem seu completo abandono, algo inédito para uma nave deste porte e pertencente ao Império. O que eles não imaginam é que o Destróier guarda segredos mortais e eles se espalharão pela Purgação uma vez que eles voltarem.

Stormtrooper zumbi em arte digital de Star Wars: Troopers da Morte. Ilustração digital não constante da edição nacional.
Stormtrooper zumbi em arte digital de Star Wars: Troopers da Morte. Ilustração digital não constante da edição nacional.

Schreiber utilizou-se do conceito de que zumbis surgem através de vírus desconhecidos – algo muito conhecido na cultura de zumbis escrita ou filmada – para explicar por que as coisas começam a acontecer nas naves. Apesar de isto parecer uma revelação ao leitor que ainda não leu o livro, esta é só a ponta do iceberg. A graça de Troopers da Morte não é como as coisas acontecem. Na verdade, são quais coisas acontecem e por que elas acontecem. Mesmo utilizando-se de vários clichês do gênero terror, o autor consegue surpreender os fãs do começo ao fim.

A única coisa ruim em Troopers da Morte – se é que esta palavra cabe na colocação – é o livro ser curto. A narrativa é muito boa, os personagens (novos e antigos) são bem caracterizados a estrutura do livro deixa a adrenalina dos fãs em alta por quase todas as páginas.

Stormtrooper zumbi em arte digital de Star Wars: Troopers da Morte. Ilustração não constante da edição nacional.
Stormtrooper zumbi em arte digital de Star Wars: Troopers da Morte. Ilustração não constante da edição nacional.

Editorialmente, a Aleph novamente acerta (e isso também está se tornando um clichê) ao lançar o livro. Não há problemas de português e o acabamento do material continua com a mesma qualidade dos outros volumes da coleção lançados por eles. O mais interessante é que o livro encontra-se num momento atemporal da cronologia de Star Wars, portanto o entendimento do livro é fácil por qualquer leitor famializarizado ou não com a franquia, além de ser um ponto de partida interessante para os leitores que querem adentrar esse universo.

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