[#Entrevista] Jody Houser apresenta Faith, da Valiant, ao Brasil

Das páginas de Harbinger para o mundo. A jovem Faith Herbert (codinome Zephyr) tomou de assalto o Universo Valiant desde sua apresentação no primeiro arco de histórias escritas por Joshua Dysart para a nova fase da editora, ainda em 2012.

A personalidade nerd, o inégavel carisma e a figura fora dos moldes vigentes que Faith encarna, aos poucos, a tornaram um dos ícones femininos mais proeminentes dos quadrinhos nesta última década.

Em 2016, a Valiant Entertainment escalou a talentosa autora do sucesso Orphan BlackJody Houser, para roteirizar a primeira minissérie em quatro partes, intitulada simplesmente Faith, que tem arte de Francis Portela (já velho conhecido dos fãs da Tropa dos Lanternas Verdes) e Marguerite Sauvage (que, além de trabalhar na belíssima DC Comics Bombshells, ainda empresta seu talento aos gibis mais recentes de Angela, da Marvel Comics).

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Capa de “Faith” #1 por Jelena Kevic Djurdjevic

Para apresentar a personagem ao público brasileiro, Houser disponibilizou um pouco de seu tempo e concedeu um entrevista exclusiva ao Terra Zero, dando detalhes sobre os novos rumos de Faith neste novo Universo Valiant.

Terra Zero: Como Unity e Harbinger: Faith #0 ainda não foram publicadas no Brasil, as pessoas conhecem Zephyr somente pelo que viram nas páginas de Harbinger. Você poderia apresentar rapidamente a personagem para novos leitores e demonstrar qual seu status atual no Universo Valiant?

Jody Houser: Faith é uma jovem que cresceu lendo gibis de super-heróis e assistindo a filmes de ficção científica. Ela é uma nerd desde pequena, na verdade. Quando seus poderes (a habilidade de voar e carregar pessoas em seu “campo de companhia”) são ativados, ela fica muito entusiasmada em se tornar uma super-heroína de verdade, do jeito que sempre sonhou. Até o presente momento, ela só lutou ao lado de outros heróis e em equipes.

Então, após deixar a equipe de Unity e seu namorado Torque, qual é a história principal em Faith?

Faith está por conta própria pela primeira vez, tanto como super-heroína quanto como adulta. Ela está tentando, com todo seu empenho, encontrar um lugar neste mundo e provar o quão heroica ela pode ser. É claro, sempre haverá algum tropeço.

Faith tem o que chamo de “personalidade ensolarada”. Apesar de não ser ingênua, ela sempre enxerga o melhor nas pessoas (até em Peter Stanchek). Considerando que ela é uma órfã, assim como alguns super-heróis sombrios, qual seu entendimento sobre esta positividade dela?

Faith é otimista sem ser ingênua. Ela teve uma tragédia em sua vida e viveu um período muito sombrio, mas ela ainda escolhe ver o melhor no mundo e nas outras pessoas. Ela genuinamente acredita que pode tornar este mundo um lugar melhor. Acho que todos nós poderíamos ser um pouquinho como ela.

Acho que Faith é a super heroína mais nerd dos quadrinhos atualmente. Como foi abordar este aspecto? Você teve de se controlar com a metalinguagem?

Faith me lembra muito meus amigos geeks e eu mesma, então acabei me divertindo muito enfiando um monte de referências [no gibi].

Francis Portela e Marguerite Sauvage são artistas muito talentosos. Como foi a divisão do trabalho entre eles nesta revista?

Francis ilustra a parte do mundo real neste título, que é grande parte da história. Marguerite desenha as sequências de fantasias e sonhos de Faith. Ambos são sensacionais e tivemos muita sorte de tê-los a bordo, assim como nosso colorista, Andrew Dalhouse.

Faith é uma personagem tão amada, principalmente, por representar de maneira forte e graciosa um tipo diferente de super-heroína. Desde que o título foi anunciado, como foi a resposta do público?

Desde o anúncio, surgiram tantos fãs de quadrinhos empolgados em ver Faith ganhando seu próprio título… Seja porque amam o fato de que ela é uma personagem positiva no Universo Valiant ou porque nunca tinham visto um super-herói que se parece com eles na capa de um gibi antes. Mais do que tudo, a proposta de Faith é ser uma história divertida de super-herói e acho que existe um grande público para isto.

Como é para os “músculos criativos” sair de algo como Orphan Black para Faith?

Orphan Black é uma série muito mais sombria do que Faith, mas eu sempre adorei escrever todo tipo de coisa, desde histórias infantis até horror. Então, para mim, quase sempre prefiro ter vários projetos de gêneros diferentes para trabalhar.

O que realmente admiro no trabalho de Joshua Dysart em Faith é que ele reconhece os aspectos físicos da personagem, mas isso de forma alguma a define como pessoa. Como você equilibra este importante aspecto de Faith?

O corpo de Faith é parte de quem ela é, mas não é tudo que ela é. Eu acho que, apesar de um aspecto de Faith ter atraído a atenção da maioria das pessoas, quem ela é por completo, como personagem, é o que a torna cativante e interessante de ler. Este é meu principal foco quando escrevo ela.

Levando em consideração como as coisas funcionam na Valiant, o quanto esta minissérie promove impacto no contexto geral deste universo?

Este título definitivamente se encaixa no grande universo da Valiant. O quanto ele vai mudar as coisas por lá, veremos! 


Faith começou a ser publicada em janeiro de 2016 pela Valiant Entertaiment.

 

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