[#TZnaEXG] Entrevista com Cassius Medauar, da JBC

Neste final de semana, aconteceu a Expo Geek 2.0, evento carioca que veio preencher uma lacuna na cultura pop do Rio de Janeiro, bem carente desde o final da Brasil Game Show no estado. O Terra Zero esteve presente na estreia do evento, no ano passado.

Na edição desse ano, o conteúdo dos painéis melhoraram consideravelmente. Teve painel da JBC, da Panini e outro com humoristas comentando assuntos de cultura pop. As demais entrevistas vocês conferem em breve no nosso canal do Youtube (ainda não se inscreveram?).

>> Expo Geek 2.0: as novidades do painel da Panini

O primeiro painel do evento foi com Cassius Medauar, gerente de conteúdo da JBC e do site/canal Henshin Online. Após uma longa introdução sobre os procedimentos que serão adotados esse ano para manter as vendas sem prejuízo, comentou que a publicação de Akira e Ghost in the Shell continuam em pausa, devido à espera da remasterização dos materiais, e que, em 2016, a editora pretende focar mais na distribuição online e no selo Ink Comics.

Ao final do painel, O Terra Zero chamou o editor para uma pequena entrevista.

Cassius Medauar. Foto: Delfin/Terra Zero
Cassius Medauar. Foto: Delfin/Terra Zero

Terra Zero:  No painel, você falou de republicar os materiais que já saíram por aqui, mas e o material inédito no Brasil como Hokuto no Ken?

Cassius Medauar: Há chances, sim, de ter mangás clássicos que nunca foram publicados. É como a gente fala: cada mangá tem sua particularidade. Hokuto no Ken, por exemplo, é bem difícil de trazer. A cultura deles é muito diferente da nossa, então eles esperam outras coisas, o papo é outro. Claro que nós temos uma vantagem, que é estar há quinze anos negociando com os caras, mas, às vezes, o autor não tem mais a licença, não quer publicar, etc. O Hokuto no Ken é um caso desses, os caras são muito reticentes de publicar fora do Japão, o autor não gosta. O cara é ranzinza.

Tava falando aqui com um leitor que me pediu Captain Tsubasa (Super-Campeões). Cara eu gosto muito desse mangá, já tentei trazer várias vezes, mas não pode. Não tem licença aberta, porque tem vários patrocinadores ao longo dos episódios e os japoneses tem medo de se colocarem pra vender, tomar processo. Então tem vários tipos de problemas pra trazer mangás antigos.

A JBC recentemente anunciou uma parceria com o Social Comics para a distribuição online do seu material. Como está esse processo? Vai acontecer da publicação de mangás licenciados por vocês na plataforma?

Cara, digital é legal, mas é um problema. Você vê que tudo que envolve Japão e negociação é difícil. Os japoneses são muito reticentes com material digital fora do Japão. Eles tem muito medo do que pode acontecer, eles não acreditam que as pessoas possam fazer [distribuição digital]. A gente já ouviu eles dizerem: “Mas vocês conseguem fazer isso no Brasil?”.

A gente quer publicar, no digital, mangás japoneses, talvez correntes, mas isso é uma conversa longa com o Japão. Então, a gente já tem ess parceria com o Social Comics pra lançar tudo que é nacional. Combo Rangers

E o que vocês tem a oferecer, além de Combo Rangers?

Henshin Mangá, que são os vencedores do BMA [Brazil Manga Awards, concurso de personagens de mangá da própria JBC]; então sempre os vencedores do concurso vão estar lá. A gente está até querendo ampliar a parceria, para que as histórias que não são vencedoras estejam lá, nem falei pra ninguém isso ainda, é exclusividade pra vocês. Tanto que, nesse segundo BMA, um dos jurados é do Social Comics, porque isso já é uma ampliação da parceria com eles pra lançar lá. A gente pretende que tudo que seja nacional esteja lá, e coisas de outras países estejam também no Social Comics.

Capa da edição japonesa de Rurouni Kenshin - Edição do Autor #1
Capa da edição japonesa de Rurouni Kenshin – Edição do Autor #1

Pra finalizar, comente sobre essa versão especial de Rurouni Kenshin que vocês estão lançando.

É o nosso primeiro lançamento do ano, é uma edição bem bacana em dois volumes, facinho de acompanhar. É uma edição que saiu na época do filme, aí o Nobuhiro Watsuki claro, resolveu lançar um mangá pra aproveitar o hype do filme e ele reinventa o Kenshin, não totalmente diferente, mas ele cria uma história incial um pouco diferente e se desdobra em coisas que ele queria mudar, e tem textos no final explicando como ele mudou, porque ele mudou os personagens. Edição em [papel] offset, ficou bonitona, modéstia á parte, ficou com uma impressão bem boa.

Vai sair nas bancas no começo da semana que vem [a partir do dia primeiro de fevereiro], acabou de sair da gráfica, quentinho!

2 Comentários

Clique para comentar

nove + 7 =

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com