[Catarse] Os Poucos & Amaldiçoados busca superar a meta

Os Poucos & Amaldiçoados é o novo quadrinho de Felipe Cagno em parceria com Fabiano Neves. Ambos são nomes conhecidos na indústria, e a parceria dos dois começou no primeiro volume da série 321 Fast Comics, a antologia que estabeleceu o nome de Cagno no mercado. Neste quadrinho, os dois criaram a semente do que se tornou este novo trabalhado, estrelado pela misteriosa personagem Ruiva.

Esta história, um western pós-apocalítptico, será publicada em uma minissérie de seis edições que buscam superar sua meta inicial no Catarse. O projeto foi financiado com rapidez na plataforma e Cagno conseguiu lançar a primeira edição de Os Poucos & Amaldiçoados na CCXP 2015. Ele e Neves estão guardando uma grande surpresa caso consigam atingir a meta estendida de 30 mil reais – e ambos estão determinados a conseguir.

Capa de Os Poucos & Amaldiçoados por Felipe Watanabe e Marcelo Costa.
Capa de Os Poucos & Amaldiçoados por Felipe Watanabe e Marcelo Costa.

O Terra Zero conversou um pouquinho com Felipe Cagno, porta-voz do projeto, para saber mais sobre Os Poucos & Amaldiçoados. Confira:

1) O que te inspirou a criar um western pós-apocalíptico?

Tudo começou com a vontade do Fabiano de desenhar um western para o primeiro volume da série 321: Fast Comics. Como não entendo muito do western puro, meu contato se limita aos grandes clássicos do cinema como Matar ou Morrer (1952), Os Brutos Também Amam (1953), Rastros de Ódio (1956) e Os Imperdoáveis (1992). Seria muita presunção minha fazer algo dentro do gênero sem uma boa pesquisa e estudo antes. A história teria apenas 3 páginas e, com o cronograma apertado, eu não teria tempo de estudar como deveria. Então resolvi dar uma mascarada e coloquei um elemento sobrenatural.

Desta forma, eu não ofenderia nem o gênero e nem os mais puristas já que estava desenvolvendo algo diferente. Então, surgiu a ideia de misturar o western com outro gênero, ganhando liberdade e escapando de algumas regras que eu não teria conhecimento de aplicar no roteiro. A partir daí, eu precisei de uma justificativa real para inserir maldições e monstros nesse mundo, precisava do meu “acidente com o acelerador de partículas do Flash”, e me surgiu a ideia de tirar da humanidade e do planeta o seu bem mais precioso: a água.

Eis que surgiu então um western pós-apocalíptico (risos).

2) Como surgiu a parceria com Fabiano Neves?

Foi no FIQ de 2013. Eu dividi a mesa e fiquei no mesmo hotel dos amigos Marcelo Maiolo e Rafael De Latorre, que me apresentaram o Fabiano. Logo em seguida, trabalhamos juntos produzindo a história que hoje é a origem e primeira aparição da Ruiva para o primeiro volume do 321: Fast Comics. A parceria surgiu daí, da vontade de querer fazer algo maior com a personagem.

3) Que dica você pode dar sobre o futuro da Ruiva?

Ela não sairá ilesa desse arco com os Corvos e terá que enfrentar graves consequências… O tema da HQ é “até onde podemos chegar quando se trata da própria sobrevivência? E da sobrevivência do próximo?”. Tudo isso num mundo onde impera a lei do mais forte, códigos morais acabam se tornando obsoletos e essa discussão é realmente algo que quero trazer para dentro da trama.

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