[Catarse] Protocolo: A Ordem quer mostrar super-heróis nacionais

Onde estão os super-heróis nacionais? Esta é uma pergunta que Protocolo: A Ordem, um luxuoso e inédito álbum estrelado por super-heróis brasileiros, quer responder. Buscando financiamento pela segunda vez depois de testar o mercado com o projeto Álbum DQB, a graphic novel, reformulada e rebatizada como Protocolo: A Ordem, procura estabelecer profunda e definitivamente o conceito de super-heróis na cultura brasileira.

A sinopse do projeto original dizia:

É chegada a hora para o lançamento do maior encontro de Super-Heróis Brasileiros! Em uma iniciativa inédita no mercado editorial Brasileiro, artistas e criadores de quadrinhos se unem para lançar uma história de proporções épicas! Uma grande ameaça de proporções cósmicas fará com que uma nova e misteriosa entidade una diferentes personagens do mercado nacional de quadrinhos! Serão mais de 20 Super-Heróis Brasileiros em uma aventura que mudará os rumos do mundo editorial nacional!

Com menos de vinte dias para ser financiado, a nova versão deste projeto já teve várias páginas e etapas do processo criativo reveladas. Elas podem ser conferidas abaixo:

O Terra Zero conversou um pouquinho com Elenildo Lopes, porta-voz do projeto, para saber mais sobre a iniciativa. Confira:

Terra Zero: Como e por que surgiu este projeto?
Elenildo Lopes: Foi uma ideia mesmo de reunir todos os heróis brasileiros, pois vi que tinham muitas opções e alguns encontros de super-heróis nacionais, mas nada que fosse tão grande que chamasse a atenção geral. É para ter visibilidade e mostrar o talento dos nossos autores. Postei uma imagem perguntando “Onde está seu herói?” nas redes sociais e, logo, apareceram muitos autores querendo participar do projeto. Então, tive que criar algumas regras para que participassem. Foi assim que começou A Ordem.

O que houve na campanha anterior, chamada Álbum DQB, que resultou em tantas mudanças para esta nova campanha?
A Ordem ainda faz parte do Movimento DQB – Democracia ao Quadrinho Brasileiro, criado por mim e pelo cartunista Fernando Rebouças como parte da luta em prol dos quadrinhos nacionais. Mas passamos por mudanças, devido a ideias e opiniões de vários autores, então fizemos muitas mudanças para melhor. No primeiro A Ordem, queríamos algo estritamente comercial e grandioso, com profissionais renomados dos quadrinhos, como Gian Danton e Joe Bennett. O projeto foi muito ousado, esse era o objetivo. O valor total para ser financiado era de 45 mil, mas vimos que, mesmo assim, o brasileiro ainda não está preparado para investir em algo assim, em se tratando dos nossos super-heróis. Como não conseguimos bater a meta, reformulamos o projeto e o transformamos em autoral, no qual os próprios autores fazem todo o projeto. Agora ele é Protocolo: A Ordem.

O que acontecerá com o material produzido por autores consagrados na campanha anterior?
Infelizmente muita coisa terá que ser esquecida, outros não. A capa do José Luís feita para A Ordem será usada no Protocolo: A Ordem, mas as páginas não. O roteiro do meu amigo Gian Danton, um dia, concluiremos e publicaremos. Eu quero isso e ele também.

Qual é a premissa da história e o que você pode revelar sobre ela (sem spoilers)?
As premissas estão baseadas nestas frases: “O grande herói chamado O Crânio possui um passado e parentes não muito legais… Nosso país é rico em recursos altamente cobiçados, até por forças alienígenas. O Protocolo: A Ordem é acionado pelo Agente Zero toda vez que uma grande ameaça põe em risco nosso país. Os nossos maiores heróis irão lutar para salvar sua pátria e se unirão aos heróis de cada canto do nosso grande país para isso.”

As críticas recebidas na campanha anterior foram determinantes na criação desta segunda?
Não determinantes, mas serviram para filtrarmos e chegarmos mais próximos do nosso objetivo e do deles. Posso dizer que um meio termo, as críticas são sempre bem vindas. E ouvimos a maioria delas. Temos mais heroínas, mais roupas, temos mais heróis de peso nacional, temos uma história mais nacional. Estamos de ouvidos atentos.

Por que optaram por seguir um caminho autoral? O que novos talentos podem trazer para estes personagens?
Por que tentamos ser diferentes da maioria dos projetos do Catarse e não funcionou. Lá tem mais projetos autorais mesmo. Os heróis nacionais ainda são mal vistos e os novos talentos trazem a garra e vontade de fazer acontecer. Isso é típico do nosso povo e somos muito gratos a estes que se dedicam muito ao projeto, como o Ton Marks, que desenha toda a história e todos os personagens, e são muitos. O Lunyo Alves e o José Amorim Neto, que fazem as cores; o Daniel Arcos, que faz as artes visuais; o Thiago da Silva Mota, que escreve o roteiro; o Augusto Velazquez, da comunicação; Lincoln Nery e Gabriel Rocha, que são super dedicados; e aos outros autores também, então eles são todos incríveis e só temos a agradecer.

Você e todos os criadores do projeto acreditam que há espaço para super-heróis nacionais?
Acreditamos, sim. O que falta é o brasileiro acabar com esse complexo de vira-lata e isso só se melhora com o tempo. Os nossos editores precisam dar chances ao autor nacional para que ele mostre e construa a nossa identidade no gênero super-herói. Isso não se constrói do dia pra noite, é só fazendo, experimentando e modificando que se chega a essa identidade. Estou há dez anos lutando pra isso, um dia chegaremos lá.

Deixe uma palavra para os leitores do Terra Zero.
Queria pedir que apoiem os nossos autores, nossos escritores, nossos artistas que tanto ralam para que possam ser vistos e reconhecidos. Todos temos talentos. Se lutamos é por que acreditamos. Apoiem o projeto Protocolo: A Ordem no Catarse e abram suas mentes para o que está a sua frente.
Não criamos o futebol, mas criamos nossa identidade nele. Podemos talvez não ter criado o gênero super-herói, mas deixem os nossos autores criarem a nossa identidade também. Quando digo apoiar, é tirar do bolso mesmo, fazer a ação, pois elogios ou bater no ombro, apenas, não adiantam. Apoio se faz com ação concreta. Contribua com o quadrinho nacional. Quero agradecer a todos pelo apoio principalmente ao pessoal do Terra Zero, isso é uma ação que jamais se esquece. Obrigado em nome de todos os autores da A Ordem.

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