Social Comics: a palavra do CEO e novidades

O Social Comics é um serviço de streaming de quadrinhos recente, do qual o Terra Zero já falou a respeito, inclusive com uma análise sobre as primeiras duas semanas do serviço. A base de dados do site aumenta a cada semana e os últimos sete dias têm rendido anúncios que ampliam e diversificam a plataforma.

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Far South logo chegará à plataforma digital

A HQM Editora, que já tinha disponibilizado dos primeiros números da série X-O Manowar, agora colocou Harbinger, uma das primeiras séries que serão adaptadas pela Sony nos filmes da editora estadunidense Valiant, que começam em 2017 nos cinemas dos EUA. Além disso, a Balão Editorial entrou com Klaus, e o Stout Club, capiteaneado por Rafael Albuquerque, em breve chegará com seus trabalhos, incluindo Far South, de Leandro Fernandez e Rodolfo Santullo, recém-lançado na ComicCon RS, em agosto. Ainda falando de artistas, Daniel HDR anunciou que lançará, em novembro, seu álbum Contos Gráficos de forma simultânea na plataforma.

Mais do que isso, os planos parecem imensos para a empresa, comandada pelo CEO João Paulo Sette. Em uma conversa iniciada nos comentários de nossa matéria de avaliação sobre a plataforma, o diretor aproveitou para falar sobre uma série de atualizações que devem sanar alguns dos problemas apontados em nossa análise.

A HQM continua ampliando sua participação - agora com Harbinger, que se soma a X-O Manowar (foto)
A HQM continua ampliando sua participação – agora com Harbinger, que se soma a X-O Manowar (acima)

Sobre o formato de leitura não ser adaptado para o consumo digital de forma direta, João Paulo afirmou que, como a plataforma tem menos de um mês de operação, seria difícil cobrar este nível de exigência das editoras e autores envolvidos:

Pra falar a verdade, nem o Comixology faz isso. Ele recebe os arquivos das editoras e ele faz aquela leitura quadro a quadro com um editorial dele. Somos uma startup que vem trabalhando no projeto há 2 anos, o Comixology é da Amazon. […] Além do mais, temos uma pesquisa de mercado com mais de mil entrevistados, que tomamos o cuidado de fazer para entender melhor o mercado de quadrinhos, que nos dá uma informação muito relevante, que é o fato de que mais de 85% dessas pessoas que têm acesso ao Comixology não gostam do formato dele.

A Editora Mythos incluiu o encadernado de A Balada de Halo Jones, de Alan Moore, nesta semana
A Editora Mythos incluiu o encadernado de A Balada de Halo Jones, de Alan Moore, nesta semana

Entretanto, o investimento no aprimoramento da plataforma também deve aparecer nos próximos meses. Para outubro, está prevista a versão 1.2 do Social Comics; a versão 2.0 é esperada já para dezembro, para ser apresentada na Comic Con Experience. Na edição de 2015 do evento, o serviço também deverá contar com seu próprio estande – para o qual foram chamados Daniel HDR e Mike Deodato como convidados. Este último também tem trabalhos, novos e antigos, publicados na plataforma.

Para aqueles que esperam por trabalhos de expressão nacional, como a Turma da Mônica, ou mundial, como mangás da Shueisha e da Kodansha ou comics da DC e da Marvel, o diretor pede paciência, mas tem esperança:

Já temos um trabalho de um ano conversando com as principais editoras no Brasil e também temos conversado com editoras internacionais. Sem atravessar suas representantes brasileiras, porque queremos um mercado limpo, diga-se de passagem. Nosso modelo de negócio é bem diferente, até mesmo do Marvel Unlimited. Não somos só assinatura, temos aspectos sociais importantes na plataforma, como também um sistema de gestão completo pras editoras e artistas, que oferece dados que eles não têm e nunca tiveram até a nossa chegada. Porém, mesmo com a plataforma no ar, as editoras ainda precisam de um período de maturação. O relacionamento e a seriedade do projeto contam muito nessa hora.

A Nemo começa a trazer álbuns do mestre da ficção científica Moebius, começando com Azrach
A Nemo começa a trazer álbuns do mestre da ficção científica Moebius, começando com Arzach

Para realmente aprimorar a experiência, a Social Comics estuda empregar, no futuro, recursos diferenciados e traduções para outras línguas. Entretanto, segundo João Paulo, estes são planos a longo prazo, dada a logística e os custos necessários para implementação de tais medidas. Entretanto, isso não impedirá a empresa de produzir, a exemplo do Netflix, conteúdo exclusivo:

Estaremos divulgando nosso primeiro Conteúdo Exclusivo Social Comics na Comic Con Experience. Lá, vamos lançar o primeiro e vamos anunciar outro. Já temos, inclusive, editoras e artistas de renome que estão bem interessados em criar conteúdos exclusivos para o Social Comics. Essa é nossa meta. Ter nossos conteúdos. Eles já vão ser preparados pro formato tela (e não página) e serão apenas os primeiros.

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