Joshua Hale Fialkov critica gestores da indústria de quadrinhos

Hoje, além de duas séries na Oni Press (The Life After e The Bunker) e King, da Jet City Comics, que conta com as cores do brasileiro Marcelo Maiolo, o escritor Joshua Hale Fialkov não tem mais trabalhos para quadrinhos em publicação. Anteriormente, ele já havia trabalhado tanto para a Marvel (Quarteto Fantástico Ultimate) quanto para a DC (Eu, Vampiro). Com o surgimento de depoimentos como o de Alex De Campi, Fialkov decidiu que era o momento de também expor algumas de suas razões para ter ido embora das duas grandes editoras, em uma série de tweets.

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Entre outras coisas, o roteirista expressou seu descontentamento com os rumos das editoras, que seriam comandadas por “pessoas horríveis”, que atuam de forma antiprofissional. Isso, segundo ele, afasta uma série de ótimos criadores, que poderiam usar seu talento para passar adiante ótimas histórias e lições usando personagens que são símbolos poderosos da cultura contemporânea.

Em relação à DC, de forma mais específica, Fialkov declarou que, para ele, foi mostrada a porta da rua, por não ter concordado com os rumos ditados para as histórias que escreveria. O Bleeding Cool acredita que isto remete ao fato de que o editorial queria matar John Stewart nas revistas da Tropa dos Lanternas Verdes, o que teria motivado a saída do título antes mesmo de começar a escrevê-lo.

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Além disso, ele, que agora também escreve para TV – mais especificamente para a série Chicago Med, da NBC – apontou o abismo de distância dentre os roteiristas de HQs e produtos televisivos nos Estados Unidos. Segundo Joshua, para receber o valor mensal o que um escritor contratado por um canal para uma série ganha, um profissional de quadrinhos precisa, hoje, entregar de seis a oito roteiros a cada 30 dias.

Confira a sequência completa de seus dizeres no Twitter:

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