[Resenha] O Espetacular Homem-Aranha #1

O verdadeiro Cabeça de Teia está de volta. Para comemorar o início desta nova fase na vida do aracnídeo e o retorno de Peter Parker às suas faculdades mentais, a Panini Comics lançou no Brasil a revista mensal O Espetacular Homem-Aranha. Sua primeira edição já está nas bancas de todo o país, com quatro capas variantes desenhadas por Alex Ross. A estratégia é a mesma utilizada nos Estados Unidos, já que a revista fez parte do lançamento do selo All-New Marvel NOW! (traduzido no Brasil como Totalmente Nova Marvel) e, por isso, foi renumerada.

Quem se manteve afastado das revistas do personagem não precisam temer; a Panini publicou um editorial logo no início da primeira edição de O Espetacular Homem-Aranha explicando tudo que aconteceu com Peter Parker nos últimos tempos, situando bem o leitor para o que vem a seguir. As histórias publicadas na revista saíram lá fora em Amazing Spider-Man Vol.3 #1 e Amazing Spider-Man Vol.3 #1.1, ambas de 2014. Todas as histórias da edição brasileira foram escritas por Dan Slott e são ilustradas por nomes como Humberto Ramos, Javier Rodriguez e Giuseppe Camuncoli.

Uma das capas de O Espetacular Homem-Aranha #1, da Panini Comics. Arte de Alex Ross.
Uma das capas de O Espetacular Homem-Aranha #1, da Panini Comics. Arte de Alex Ross.

Antes de comentar as histórias, é importante esclarecer como o lançamento desta edição foi feito. Para promover a revista mais amplamente e aquecer o mercado, a Panini lançou O Espetacular Homem-Aranha #1 com quatro capas diferentes, todas de Alex Ross, duas coloridas e duas apenas com o lápis dos desenhos. Além disso, as quatro foram divididas em dois tipos de papel: pisa-brite e lwc. A jogada é interessante, pois permite a diferentes leitores consumirem o produto.

Posto isso, as histórias, enfim, podem ser comentadas. Infelizmente o risco de não haver júbilo durante a leitura é grande; Dan Slott fez um trabalho mediano, contando histórias dentro da média, nada impressionantes. Para a estreia de uma revista de um dos personagens mais populares do mundo, a expectativa apontava para um retorno mais triunfal de Peter Parker ao seu posto original. Não foi o que aconteceu. Slott tenta fazer muitas coisas nestas histórias: restabelecer Parker, oferecer um novo status quo para o personagem, mostrar a situação de alguns de seus vilões após lidarem com o Homem-Aranha Superior (Electro e Gata-Negra) e ainda reconta a origem do Aranha fazendo uma grande homenagem ao trabalho original de Stan Lee e Steve Ditko.

Pouco disso funciona.

Em termos visuais, porém, a revista é interessante. Cada desenhista tem algo diferente para oferecer ao personagem, o que é muito bom. O destaque vai para o italiano Giuseppe Camuncoli, cujo traço é perfeito para as histórias do Aranha: seus personagens são distintos e seus painéis são, com o perdão do trocadilho, espetaculares quando necessário.

O Espetacular Homem-Aranha #1 é recomendada apenas para fãs inveterados do Homem-Aranha, daqueles que não querem perder nada que acontece com o personagem. Peter Parker é, sim, um protagonista muito querido pela quantidade de camadas que sua personalidade oferece. É impossível não sentir empatia por alguém como ele. Porém, para uma revista número 1, esta edição deixa muito a desejar. Não é um bom ponto de partida para novos leitores. Na verdade, quem quiser conhecer o universo do Homem-Aranha de uma forma diferente, pode aproveitar que a nova Ultimate Marvel, cuja primeira edição também está nas bancas. O Terra Zero resenhou a revista há poucos dias e recomenda o material.

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