CCRS 2015: O fim de semana da coroação

Em sua quinta edição, a ComicCON RS, que anteriormente era chamada de Multiverso ComicCON, estabeleceu-se em definitivo como o maior evento anual de quadrinhos da região Sul do Brasil.

Após o término da quarta edição, o criador e diretor Émerson Vasconcelos confessou que tinha planos diferentes para o evento em 2015. Sua ida a São Paulo e a inspiração dada pela CCXP fez com que a até então Multiverso se tornasse uma potência regional.

As mudanças no evento podiam ser vista já na chegada das pessoas ao local. A CCRS 2015 tinha ganhado uma casa nova, saindo do pequeno colégio Marista São Pedro de Porto Alegre para o salão Ulbratech dentro do campus da Ulbra na cidade de Canoas, na região da Grande Porto Alegre. O novo local trouxe um frescor renovado a visitantes de suas outras edições. Por ser um espaço mais amplo, era possível ver as pessoas melhor distribuídas pelo recinto e, também, foi minimizado o congestionamento das pessoas para chegar aos estandes de artistas e às lojas.

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Foto Pedro Kobielski

Neste ano, o Artists Alley foi mesclado aos estandes de lojistas do evento, ainda se aproveitando da ideia do palco Mundo Dos Super-Heróis ser o destino dos caminhos do centro comercial. Isso deu dinâmica ao local e atraiu o publico para as discussões que estavam acontecendo. Diversos artistas conseguiram vender todo o material levado para o evento e as Graphic MSP Penadinho – Vida e Turma da Mônica – Lições se esgotaram durante a CCRS.

As grandes atrações do evento foram o roteirista britânico Peter Milligan, que participou de vários painéis, contando suas experiências na Vertigo, na DC e na Marvel, além de sua vida de roteirista. O desenhista argentino Leandro Fernandez e o roteirista uruguaio Rodolfo Santullo também estavam por lá, lançando a HQ Far South (Stout Club) exclusivamente no evento. A maior atenção de todas, como é natural, foi para o time de artistas brasileiros ligados às Graphic MSP, editadas e concebidas por Sidney Gusman, o homenageado do evento.

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Foto Pedro Kobielski

A citação a Vitor e Lu Caffagi, Cris Eiko, Paulo Crumbim, Cris Peter, Eduardo Damasceno, Luís Felipe Garrocho e Gustavo Duarte não é por menos: eles enfrentaram a maior fila de autógrafos da CCRS. A sessão começou às 17h30 e terminou apenas após o encerramento das atividades dos estandistas e Artists Alley, por volta das 21h.

A homenagem a Sidney Gusman foi o ponto alto do evento: nele, amigos, filhos, esposa e Mauricio de Sousa mandaram mensagens para o editor, além de uma mensagem muito bonita vinda da viúva de Renato Canini, a Dona Lourdes. Outras atrações que tiveram grande público foram a mesa sobre (Des)Igualdade de Gênero, assunto que sempre rende bastante discussão – mas que, em 2015, ganhou ainda mais importância -, o painel sobre os 80 anos da DC Comics e a entrevista com Peter Milligan.

Dentro do quesito tempo, tivemos poucos atrasos e poucas faltas de convidados. A proposta de levar o evento para o campus é benéfica, pois existia wi-fi no local, segurança e caixas eletrônicos de diversos bancos nas proximidades. No sábado, um grande temporal deu a todos a certeza de que a mudança de local foi benéfica para estandistas e expositores. Porém, o domingo trouxe o problema de locomoção até a Ulbra, devido à passagem dos ônibus com intervalo de uma hora entre eles, além de existirem poucos lugares para alimentação (e com preços pouco atrativos).

Equipe Terra Zero e o homenageado Sidney Gusman
Equipe Terra Zero e o homenageado Sidney Gusman

A CCRS cresceu, amadureceu e agora está em um novo local. As mudanças de ares fizeram muito bem à convenção, que, coroada como o maior evento de cultura pop da região Sul, deixará saudade e expectativas para 2016, para que esse local, que trouxe tanta interação e satisfação pelo encontro com pessoas que admiramos, abrigue de modo ainda mais especial a próxima edição.

 

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