[Jab] Black Canary, de Brenden Fletcher e Annie Wu

A revista da Canário Negro (no original, Black Canary) é uma das publicações da nova fase da DC Entertainment que era bastante aguardada. Depois da HQ da Aves de Rapina ser cancelada, muita gente estava ansioso para saber sobre o futuro de Dinah Lance e sua vida após perder seu dojo.

Black Canary #1. Arte Annie Wu
Black Canary #1. Arte Annie Wu

Canário Negro virou coadjuvante na revista da Batgirl, o que acabou dando espaço para essa excelente personagem ser explorada por um dos atuais escritores do título de Barbara Gordon. Brenden Fletcher ganha a oportunidade de contar histórias solo da lutadora e, para ilustrar a revista, temos a talentosa Annie Wu, que já havia trabalhado na Marvel Comics com Matt Fraction na premiada HQ do Gavião Arqueiro.

Na história da revista da Canário Negro, vamos acompanhar Dinah em um novo momento em sua vida. A personagem faz parte de uma banda de rock e está viajando os EUA fazendo shows e se metendo em confusões. A guinada da revista é quando a heroína descobre que vai ter que defender todas as suas amigas de banda e investigar um segredo sombrio grandioso.

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O interessante é você ver que a revista como um todo tem um compasso intenso, trabalhando quase como um metrônomo, deixando que a revista se desenvolva como música quaternária ou 4/4, lembrando muitos clássicos do punk rock. A HQ se mostra muito promissora por conta de, em 22 páginas, nós conhecermos todas as personagens da banda Black Canary e o quanto a personalidade durona de Dinah influi nas composições das garotas.

A primeira edição é sólida, explora muito bem as personagens coadjuvantes e acabamos entendendo o laço de união das garotas. Um título que tem tudo para dar um arco inicial excelente.

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Os roteiros de Fletcher são bem construídos, ele consegue transmitir em seu texto seu amor pela música. A mudança brusca na vida de Dinah Lance foi uma elemento muito bem construído e o escritor consegue amarrar, de forma coesa, todos os acontecimentos anteriores ocorridos com a protagonista.

Os desenhos de Wu são um show à parte. A desenhista sabe usar a liberdade que a editora está lhe dando. Suas páginas tem diagramações sólidas e casando seus desenhos de forma qualificada com o roteiro de Fletcher. Outra atração dos desenhos de Canário Negro é a identidade visual que a artista cria para cada personagem e utilizando, novamente, o uniforme clássico da heroína, toda vez que ela sobe no palco.

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Então, solte o som e embarque na viagem das roqueiras da Canário Negro. A revista mostra mulheres fortes, tem ótimas personagens, ritmo intenso, acordes de guitarra e muito punk rock. E faça uma turnê com A Banda Mais Perigosa da América!

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