[Força de Aceleração] Novos 52: Lanterna, Ano Zero e Grodd

Sejam bem-vindos à Força de Aceleração! Continuando no universo dos Novos 52, este mês vamos comentar três edições com histórias autocontidas do Flash: o segundo Anual, com o encontro com o Lanterna Verde, o tie-in da saga Ano Zero e a edição do mês dos vilões dedicada ao Gorila Grodd!

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O Veloz e o Esmeralda

FdA-024-2Roteiro: Brian Buccellato
Arte: Sami Basri
Cores: Stellar Labs
Editores originais: Harvey Richards, Wil Moss e Brian Cunningham
Publicação original: The Flash Annual #2 (setembro de 2013)
Publicação nacional: Universo DC #23 (maio de 2014) – Panini Comics

O objetivo maior dessa história é estabelecer a amizade entre Barry Allen e Hal Jordan no universo dos Novos 52. No início, eles comentam que são melhores amigos e tal, mas na cronologia atual isso não tinha sido estabelecido ainda. Na revista do Flash o Lanterna Verde nunca tinha aparecido, e na revista da Liga da Justiça, onde os dois contracenam, isso não tinha ficado claro. Portanto, antes da história principal, foi preciso contar uma aventura em flashback, mostrando o primeiro encontro dos dois heróis.

A história diverte, porém é uma sucessão de clichês do início ao fim, e a estrutura do flashback é praticamente igual a da história principal, o que torna a coisa toda um pouco cansativa. Os personagens estão superficiais demais, e a arte do Sami Basri é boa, mas muito convencional pra quem está acostumado com o Manapul.

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FdA-024-4Detalhes

Roteiro: Nicole Dubuc
Arte: Cully Hammer
Cores: Matthew Wilson
Editores originais: Harvey Richards, Wil Moss e Brian Cunningham
Publicação original: The Flash Annual #2 (setembro de 2013)
Publicação nacional: Universo DC #23 (maio de 2014) – Panini Comics

Já a segunda história desse anual é completamente diferente. Mesmo curta, é um conto emocionante, que trata de culpa e do dever do Flash de ajudar as pessoas, por mais ingratas que elas sejam. O roteiro é muito bom, e a arte do Cully Hamner é excepcional como sempre, e se encaixou muito bem com a proposta da história, além de ter dado a sensação de movimento e velocidade perfeita.

Linha de Partida

Roteiro: Francis Manapul e Brian Buccellato
Arte: Chris Sprouse e Francis Manapul
Arte-Final: Keith Champagne, Karl Story e Francis Manapul
Cores: Brian Buccellato
Editores originais: Harvey Richards, Wil Moss e Brian Cunningham
Publicação original: The Flash #25 (janeiro de 2014)
Publicação nacional: Universo DC #27 (outubro de 2014) – Panini Comics

FdA-024-5Essa história é um tie-in da saga Ano Zero, do Batman, quando, cinco anos atrás, o Charada cortou toda a energia de Gotham City. Para fazer algum sentido com o Flash, foi dito que nessa mesma época Barry Allen estava em Gotham, logo após entrar para a polícia, mas antes de ganhar seus poderes.

Essa é, portanto, uma história do Flash sem o Flash, e isso não é nenhum demérito, muito pelo contrário, a história é boa. Barry atuando junto com Harvey Bullock é uma coisa interessante de se ver, pois é através do relacionamento dos dois, e da maneira de agir de cada um, que são expostas as diferenças fundamentais entre Central City e Gotham City. A maneira que Barry tem de fazer justiça funciona em sua cidade, mas não funciona em Gotham, onde as coisas não são tão em preto e branco. Lá, é preciso se sujar um pouco para conseguir fazer o certo, e é claro que Barry não aprova essa conduta. Esse conflito entre os dois, e o questionamento de até onde se deve ir para fazer o que é certo, é o que faz a história realmente interessante.

Além disso, temos também o primeiro encontro entre Barry e Íris West. Ironicamente, eles se conhecem em Gotham, e não em Central City, e acabam se apaixonando lá também. Esse relacionamento é um pouco forçado, porém engraçado em alguns momentos.

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A Luz

Roteiro: Brian Buccellato
Arte: Chris Batista
Arte-Final: Tom Nguyen
Cores: Wes Dzioba
Editores originais: Kyle Andrukiewicz, Joey Cavalieri e Matt Idelson
Publicação original: The Flash #23.1 (novembro de 2013)
Publicação nacional: Universo DC #23.3 (setembro de 2014) – Panini Comics

FdA-024-7A edição do mês dos vilões dedicada ao Grodd começa muito bem, mostrando os gorilas da Cidade Gorila em paz com os habitantes das cidades gêmeas, e tentando compensar todo o estrago causado quando estavam sob domínio do Grodd. Tem até a inauguração de uma estátua do Flash, que poderia ser o primeiro passo para a criação do Museu do Flash, como existia antes dos Novos 52.

Mas tudo isso se perde a partir do momento em que o Grodd aparece sem muitas explicações sobre como ele foi libertado (o vilão tinha sido preso na Força de Aceleração). O resto da edição se resume a ele atacando e dominando o lugar praticamente sem resistência. A maneira como ele toma o controle da cidade chega a ser patética: ele mata meia dúzia de pessoas e todo mundo se ajoelha, inclusive os policiais. E como ninguém, com exceção do Solovar, se opõe, apenas aceitam passivamente serem jogados em campos de concentração? Onde estão as autoridades e as forças armadas? Não é porque o Flash não está que as pessoas não vão se defender. Sinceramente, essa história é uma ofensa à inteligência do leitor, e não merece muito mais comentários além desses.

A última coisa que vale a pena ser dita sobre ela é a primeira aparição nos Novos 52 de três vilões menores do Flash: Chroma, Viga e Poço de Piche, sendo que o Chroma morre nela mesma. Mais um erro da história, pois a série televisiva já nos provou que ele pode ser um bom vilão.

Até o mês que vem e continuem correndo!

Pra comprar:

Flash na mídia (abril/2015):

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Flash é o homem mais rápido do mundo e o primeiro velocista dos quadrinhos. Assim como outros heróis da DC Comics ele tem um grande legado e teve várias identidades através dos anos, sendo que o primeiro deles foi Jay Garrick, batizado de Joel Ciclone no Brasil. Na Era de Prata veio Barry Allen, com o uniforme todo vermelho que passamos a conhecer, tendo sacrificado-se na Crise nas Infinitas Terras e passando sua identidade ao sobrinho Wally West, que ganhou sua própria revista tendo durado por cerca de 20 anos. Bart Allen, ex-Impulso, chegou a ser o Flash por pouco tempo, mas morreu e voltou como Kid Flash. Barry também está de volta e é o novo Flash do UDC em sua nova cronologia.

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