Navio Dragão é a HQ de número 100 financiada pelo Catarse

Na tarde de segunda-feira (27), a equipe do site de financiamento coletivo Catarse publicou em sua página do Facebook que, com o sucesso do projeto Navio Dragão, de Rebeca Prado, a plataforma já ajudou uma centena de HQs ou projetos relacionados à mídia a saírem da Internet ou da cabeça de seus autores para o papel.

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O Terra Zero conversou com Rebeca sobre sua experiência. Ela não apenas conseguiu os R$ 15 mil necessários até o final da campanha, no último dia 10 de abril, como mais que dobrou o valor, arrecadando quase 38 mil reais.

Terra Zero – Como foi a escolha pela plataforma do Catarse e pelo crowdfunding pra trazer Navio Dragão para o papel?

Rebeca Prado – Bom, o crowdfunding na verdade não foi uma escolha exatamente, foi mais uma necessidade mesmo. Eu não tinha a grana pra bancar o livro e nem a coragem de mandar para uma editora. Aí achei que seria a melhor opção e que me traria um feedback legal dos leitores. O Catarse eu escolhi por recomendação mesmo, de outras pessoas que fizeram o projeto por lá e gostaram muito.

TZ – O que é melhor, e o que é pior, na sua opinião, quando os artistas escolhem o financiamento coletivo?

RP – O melhor é o carinho das pessoas, sem dúvida. Pelo menos pra mim. Eu tive várias surpresas agradáveis de comentários carinhosos e palavras legais de incentivo e reconhecimento. O pior é a distribuição, o envio. As chances de dar errado são relativamente altas e para quem está com o dinheiro praticamente contado, não dá pra cometer muitos erros, né? Fora o esgotamento do artista em ter que atuar em áreas que não são familiares e acabam empacando um pouco a produção.

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Atuando desde 2011 nesse segmento de economia colaborativa, o site tem um saldo razoável de sucessos na arte sequencial: além dos cem projetos financiados, infelizmente 46 outros não conseguiram atingir suas metas. O exemplo mais  notável foi A Liga, de Rod Reis e Kyle Higgins, ambos de Asa Noturna, mais Alec Siegel (Batman Beyond 2.0), que felizmente foi vendido para a Image Comics como a atual série C.O.W.L., permitindo à série chegar ao mercado de alguma forma. Mesmo assim, a margem de acerto de 68,5 % – praticamente 7 a cada 10 HQs são financiadas.

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Além disso, outros projetos continuam em desenvolvimento – enquanto finalizamos esta matéria, Will Leite acaba de lançar o projeto Will Tirando | O Livro, reunindo material de tirinhas do site homônimo, há cinco anos no ar.

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