Rat Queens recebe prêmio por representação LGBT

A série Rat Queens, da Image Comics, recebeu nesta segunda (23) o prêmio GLAAD de Quadrinho Proeminente. Em sua vigésima sexta edição em 2015, a honraria foi concedida à série de fantasia escrita por Kurtis J. Wiebe, principalmente porque uma das integrantes do grupo mercenário homônimo é a ladina halfling lésbica Betty. Além disso, a orc trans Braga também está entre os principais aliados do grupo.

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Os concorrentes da obra eram Gavião Arqueiro (Marvel), por Matt Fraction, David Aja, Annie Wu e Matt Hollingsworth; Lumberjanes (BOOM! Studios), de Noelle Stevenson, Grace Ellis e Brooke Allen; Memetic (BOOM!), de James Tynion IV e Eryk Donovan; e Saga (Image), por Brian K. Vaughan e Fiona Staples.

De acordo com o Comics Alliance, há fatos novos em relação a anos anteriores, tais como a inclusão da BOOM! Studios e da Image entre os indicados, o sumiço completo da DC, e o predomínio de personagens mais centrais às tramas das revistas, quando não eram protagonistas delas – como Betty, já que o grupo é o protagonista, e não nenhuma de suas colegas. A lista acertadamente também demonstra um sentido de competição onde apenas séries como Batwoman, Jovens Vingadores e Kevin Keller (Archie), nem mesmo citadas desta vez, tiveram sucesso.

Existem também apostas para 2016, como Angela: Asgard’s Assassin, que tem em sua parceira Sera uma das primeiras heroínas transgênero das Big Two. No geral, fica uma sensação de que DC e Marvel tentaram, em 2014, privilegiar as mulheres, e assim deram, intencionalmente ou não, um passo atrás em relação ao restante da diversidade de gênero.

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Mas os comentários anteriores foram percepções gerais que muitos outros sites fizeram. Este redator aponta especificamente para um problema de gênero que não necessariamente tem a ver com os LGBT: a inclusão do nome de Roc Upchurch, desenhista de Rat Queens, no prêmio, conforme print screen da página da premiação. Refrescando a memória de todos, o artista foi preso em novembro passado devido a repetidos casos de violência doméstica contra sua então esposa. Como isso não é polêmico o suficiente se, como nos casos de violência contra a mulher, o agressor é o mesmo tipo de pessoa?

Claro, não há como negar que Rat Queens é o trabalho de John Upchurch (nome civil dele), e mais ainda, de Kurtis, que não tem NADA a ver com a questão. Entretanto, talvez o prêmio estivesse melhor nas mãos de criadores que não tivessem essa proximidade constrangedora com a violência motivada pelo gênero.

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