Filha do criador de Supergirl reclama créditos

Semana passada, a filha de Al Plastino, criador da Supergirl, postou no Facebook do pai um apelo pedindo ajuda para que os devidos créditos fossem dados ao pai.

Amigos do Facebook, eu preciso de sua ajuda.

Por favor, deem para Al o crédito que ele e todos os criadores que morreram recentemente merecem e não poderão ver seus personagens ganhar vida na televisão ou nos filmes. Eles nunca receberam pensões, plano de saúde, nem nada. Quão irônico é a DC ter esperado até esses senhores falecerem para iniciar programas como Supergirl, The Flash, Arrow e Legião de Super-Heróis?

Eu perguntei à DC diversas vezes que dessem algum tipo de crédito. Não estou querendo royalties. Só uma demonstração de todo o trabalho que esses homens colocaram para construir a DC como marca. Homens como Al Plastino, Curt Swan, Carmine Infantino, Nick Cardy, Jerry Robinson, todos os homens que desenharam ou criaram personagem quando eles estavam no auge da popularidade.

Muitas noites eu vi meu pai trabalhando no estúdio dele para dar conta de algum prazo maluco do editor. Uma vez, papai estava cuidando de cinco tiras diferentes para DC e United Media. Ele dava duro DESSE jeito.

Vão ao site da DC ou na página do Facebook e deixem o sindicato [de propriedade intelectual] saber. Vocês podem fazer muito mais por Al do que qualquer advogado jamais pode. Vocês ajudaram Al colocar a arte do [Presidente] Kennedy no Museu Kennedy e por isso, serei eternamente grata. – MaryAnn Plastino Charles

 

Primeiramente, é sempre bom relembrar que essa briga da DC por direitos autorais é velha. O processo da família Schuster se arrasta até hoje, faz pouco tempo que Bill Finger foi creditado pela primeira vez num gibi do Batman e, claro, nunca podemos esquecer do exagero jurídico no caso Shazam x Superman.

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Porém, mesmo que tardiamente, a DC acabou realizando o desejo do finado Al Plastino e doou sua página da história do Superman com o Presidente John F. Kennedy para o Museu Kennedy, depois das polêmicas envolvidas sobre a própria página.

Dan DiDio, em 26 de novembro de 2013, deu um depoimento tocante sobre o autor, quando de sua morte:

Quando você pensa no Superman nos anos 1950, conta-se na mão os artistas que vêm à cabeça – e Al Plastino é um deles. Juntamento com nomes como Wayne Boring e Curt Swan, Plastino trouxe um nível de humanidade ao Superman que nunca tinha sido visto antes. Este incrível ser super-humano agora tinha um sorriso, como você ou eu. Ele trouxe o lado humano de um mito moderno. Foi sutil, mas um divisor de águas. Não podemos agradecê-lo o suficiente por seu trabalho na DC e estamos pensando em todos os que são próximos dele nesta hora tão difícil.

Quem sabe os créditos (e a justa recompensa financeira que viria junto) não seriam o suficiente para agradecer Al Plastino, sua família e sua memória?

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