E Is for Extinction traz X-Men de Morrison de volta

Quando Grant Morrison trouxe sua visão dos X-Men em 2001, muito se comentou da mudança de posicionamento dos personagens. Saíram as fantasias coloridas e entraram as jaquetas de couro; havia agora uma irmã para Charles Xavier; e o polêmico Xorn… Agora, com a chegada de Secret Wars, essa época está de volta em E is For Extinction, escrita por Chris Burnham (que já trabalhou com Morrison, como desenhista, na série Nameless, inédita no Brasil e em Batman) e ilustrada por Ramon Villalobos.

“É quase uma versão alternativa. É como se fosse outra linha de eventos que acontecem a partir do primeiro número de New X-Men e que saíram do controle a partir daí. Não é um O que aconteceria se?, nem uma linha do tempo alternativa”, disse Burnham ao site Comicvine. A série mostrará uma interpretação bem diferente do dilema do povo perseguido criada por Stan Lee e Jack Kirby nos anos 1960. No mundo conhecido como Battleworld, eles são adorados e não temidos.

“Nos últimos cinquenta anos, mutantes eram um grupo oprimido. Nessa série, eles controlam o mundo. É de conhecimento geral que mutantes são melhores em quase tudo, se comparados a humanos.”

Burnham não poderia começar esse projeto sem a benção de autor original, Grant Morrison: “Eu tinha que ter aprovação dele primeiro e ele gostou. Até deu algumas ideias que eu poderia usar.”

As artes conceituais de Ramon Villalobos foram claramente inspiradas nos conceitos criados pela dupla Morrison e Frank Quitely. Mas a paixão de Chris Burnham pelo trabalho do escocês vai mais longe. É como se fosse uma volta para casa.

“Como a maioria, eu me afastei de X-Men porque eu tinha vinte dois anos, comecei a namorar e entrei na faculdade. Novos X-Men me trouxe de volta. [A série] Lembrou-me o quanto eu amava aquilo.”

Para saber mais sobre essa fase do Morrison nos X-Men, ouça o Comicpod #123.

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