Os projetos de Cullen Bunn pós-Convergence

Em três entrevistas, para o CBR, o Newsarama e o Comicosity, o escritor Cullen Bunn (The Sixth Gun, Venom, Magneto) falou sobre alguns de seus projetos na DC pós-Convergence. O roteirista estará no comando de quatro revistas: além de continuar nos textos de Sinestro e Lobo, ele assume a revista do Aquaman a partir do #41 e ainda pega a nova série mensal Green Lantern: The Lost Army. Todas estreiam em junho, após os dois meses de evento/mudança para Burbank, envolvendo vilões e heróis na mesma medida.

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A nova série, The Lost Army, substitui a atual Tropa dos Lanternas Verdes. O título se deve ao fato de que, por algum motivo desconhecido, quase todos os Lanternas vão parar em outro universo, sem nem mesmo a companhia de suas baterias. De acordo com a DC Comics na solicitação do primeiro número, o grupo a ser acompanhado na busca pelos companheiros perdidos nesse novo espaço-tempo é composto por John Stewart, Kilowog, Arísia, Dois-Seis e mais um “personagem surpresa que você nunca poderia prever”.

Segundo o autor, a história concentra-se em encontrar o restante da Tropa, descobrir quem os tirou da Terra-Zero (Nota do Redator: bizarro dizer isso neste site) e como eles poderão sobreviver no local.

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Essa é a brecha que Sinestro precisava há tanto tempo para fazer de sua tropa a representante oficial da Justiça no universo – pelo menos segundo a moralidade dele. Bunn disse que isso já era algo que o vilão tentaria fazer de qualquer forma, como nas múltiplas vezes em que enfrentou os representantes da força de vontade, mas que a ausência deles se apresenta como a oportunidade perfeita. Junto com ele ao falar para o Newsarama, o desenhista Brad Walker ainda apontou a diferença interessante de desenhar Sinestro, já que ele é um personagem mais pró-ativo em suas tentativas de trazer a “paz” no formato em que almeja.

A solicitação do #12, por sua vez, fala, ao mesmo tempo, em uma traição nas fileiras dos Lanternas Amarelos que trará destruição à Nova Korugar, onde o protagonista ergue seu império, tornando as duas tarefas (encontrar o patife e salvar o planeta) objetivos momentaneamente maiores.

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Em Aquaman #41, o roteirista afirmou que colocará, logo de cara, Arthur tendo que sair às pressas de Atlantis, criminalizado e perseguido pelos próprios súditos. O tema geral da série, segundo o desenhista Trevor McCarthy, é o de “quanto pesa a coroa”, mostrando como as ações do rei, que nem sempre precisam ser as mais benevolentes, são custosas diante do alinhamento super-heroico do personagem. O escritor ainda explicou que arcos anteriores da série, com Jeff Parker e Geoff Johns, permitem que sejam feitas piadas sem desmerecer o personagem, além de colocá-lo em outros ambientes que não sob a água, mostrando a relação de Atlantis com a superfície.

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A nova versão do Lobo – que gerou muitas críticas dos fãs mais puristas do personagem – chega ao #7 mesclando o novo personagem com aventuras que soam como as antigas, já que o czarniano sai do planeta Terra, para novamente trabalhar sozinho no espaço. O roteirista entende que nem todos gostam do novo Lobo pelo que foi feito, mas que a direção tende a ser cada vez mais sombria e violenta para o Maioral, agora responsabilizado diretamente pela morte de seu planeta, por um motivo nada bonito, conforme explicado na edição #6, lançada no último dia 4 de março.

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