Bryan Hitch fala sobre a sua Liga da Justiça da América

O roteirista e desenhista da nova revista da Liga da Justiça da América, Bryan Hitch (Supremos, The Authority) falou ao IGN sobre a empreitada de produzir a duas mãos o novo título do maior supergrupo da DC Comics. A série, que vem sendo desenvolvida desde 2013 – Hitch é conhecido por ser um artista mais “detido” em cada edição que produz – estreia em junho, logo após Convergence, na nova continuidade de 49 títulos.

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Hitch já havia desenhado oito números da JLA em 2000, mas continuava conversando com Dan DiDio há alguns anos, até que foi perguntado sobre o que ele gostaria de fazer na DC. Ele inicialmente apenas faria os roteiros para o relançamento do título que já existia, mas as coisas mudaram no meio do caminho:

Depois de ler a sinopse completa e os primeiros roteiros, nosso editor, Brian Cunnignham, disse que sentiu ser essa uma história que somente eu poderia desenhar. Enquanto isso foi amável e lisonjeador, senti que eu realmente não tornei as coisas fáceis para mim mesmo!

A intenção, a princípio, é mostrar outras aventuras do mesmo time, sem que seja necessária a leitura de Liga da Justiça de Geoff Johns para que o título do britânico seja compreendido – crossovers não estão previstos, ou ao menos não por enquanto.

Hitch pede também que os fãs não esperem pelo mesmo estilo utilizado em Os Supremos, na Marvel, no qual foram empregados uniformes realistas, por exemplo:

Com a Liga eu voltei para os músculos contornados sobre o corpo porque é o único jeito que coisas da DC parecem certas pra mim. É fácil adicionar linhas e dobras, mas não o sentimento de que eles estão vestindo roupas reais. Eu não quero desenhar cosplay. Há de se ter uma percepção lendária, quase mítica ao jeito que esses caras se parecem, mas você ainda pode colocá-los no mundo real, ao lado de pessoas reais, fazê-los parecerem estátuas heroicas gregas em movimento! Eles são os seres mais espetaculares do mundo, e eles precisam parecer assim.

A Liga deve também enfrentar novos vilões – e Hitch planeja os inimigos com o intuito de renovar a narrativa do grupo:

Havia um tempo em que todo esse negócio de quadrinhos, heróis, vilões e tudo o mais era novo para cada um de nós. Cada número era uma surpresa. Eu não quero que isso seja algo nostálgico; eu não quero repetir as histórias que eu lia quando garoto, mas eu quero que nós sintamos como quando lemos essas coisas pela primeira vez. A excitação com o inesperado!

Capa variantes de Terra 2 #1, por Bryan Hitch
Capa variantes de Terra 2 #1, por Bryan Hitch

Por último, o artista revelou que este trabalho é uma espécie de realização pessoal para ele, que começou a ler super-heróis com a JLA:

É por isso que eu desenho quadrinhos. Desde os oito anos de idade eu queria desenhar HQs – da DC – e ter a chance de escrever e desenhar, especialmente a Liga, é algo que almejo há 37 anos.

Quando eu tinha sete, eu saía do cinema e ia para a banca de revistas da vizinhança para comprar DC, que eram os únicos quadrinhos que eles tinham, e eu sonhei com o dia em que eu poderia fazer isso. Cada dia é um prazer; o trabalho é uma alegria.

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