As verdadeiras mudanças da DC após Convergence

Há algumas semanas, a DC Comics vem anunciando pela internet o que mudará em seus títulos e em sua cronologia após os bombásticos eventos de Convergence. A aguardada saga que tomará conta de todo o Universo DC durante os meses de abril e maio promete dar uma grande chacoalhada nos alicerces da editora. Independente disso, os fãs só começaram a ter dimensão do que vai mudar de verdade com Convergence após a revelação completa de todos os lançamentos de junho da editora, divulgados ontem por ela. Não se trata apenas de trocar uniformes de Batman, Superman e Mulher-Maravilha ou de cancelar e criar algumas publicações. Pelo contrário. O pós-Convergence promete ser uma troca absoluta de status quo para o UDC.

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Separando em tópicos, os pontos mais interessantes a se notar nas solicitações divulgadas na última segunda-feira (16) pela DC Comics são:

O futuro incerto de Kyle Rayner: Tudo leva a crer que o adorado Lanterna Verde dos anos 1990 (que agora é Lanterna Branco) morrerá numa história ligada aos Omega Men. Todavia, da forma como a DC vem propagando esta morte, é bem provável que haja mais aí do que a situação inicialmente aparenta. Acredita-se que Kyle possa passar por outra transformação depois de Convergence e dos primeiros meses após este evento.

Aumento do elenco feminino: Depois de trazer Stephanie Brown de volta às revistas do Batman em Batman Eterno, a DC prepara também o retorno de duas personagens importantíssimas deste universo – Kate Spencer (a Justiceira pré-Novos 52) e Renee Montoya estão de volta. Kate volta ao seu papel de advogada na revista Gotham By Midnight Vol.1, enquanto Montoya volta às atividades policiais em Detective Comics Vol.2.

Mudanças Visuais: As alterações de uniforme não se limitaram apenas à Trindade (Superman, Batman e Mulher-Maravilha). Flash, Lanterna Verde (Hal Jordan) e Arqueiro Verde também tiveram mudanças significativas. Todavia, é importante lembrar que a maioria destas mudanças é temporária – quando Batman vs Superman – A Origem da Justiça chegar aos cinemas com os heróis em seus uniformes tradicionais, os quadrinhos devem retornar ao status quo original.

Dan Jurgens tem o futuro da DC em suas mãos: Há mais de 20 anos o escritor e artista Dan Jurgens tem mexido na cronologia da DC. Nos anos 1990 ele encabeçou o famoso evento Zero Hora e, neste século, esteve com a revista mensal do Gladiador Dourado sob seu comando. O personagem, que foi criado por ele, viajou pelo futuro da DC em diversas ocasiões e é o único que tem ligações e memórias das muitas cronologias que a editora já teve. Recentemente, o autor esteve envolvido em Futures End, uma publicação semanal que mostrou um possível futuro para o UDC dos Novos 52. Agora, depois de Convergence (evento no qual o próprio Jurgens também está envolvido), o autor comandará Batman Betond. A revista está sendo vendida pela DC como portadora do futuro definitivo da editora.

O lado engraçado da DC está de volta: Os anos 2000 foram marcantes para a editora por mostrarem um faceta há muito não explorada lá dentro. A seriedade e a dramaticidade de eventos como Crise de Identidade e A Noite Mais Densa deram um panorama sinistro a todo o Universo DC, muitas vezes apagando a luz que a simbologia de seus personagens possui. Houve exceções com o passar dos anos (como a revista mensal da Poderosa, por exemplo), mas só agora a editora volta a abraçar seu lado mais leve e descompromissado. As novas revistas Bizarro, Harley Quinn and Power Girl, Prez e Starfire trazem ares mais leves a um universo super-heroico há muito assombrado pela escuridão da realidade.

Filha de Darkseid será revelada: Desde o começo dos Novos 52 é falado que Darkseid tem uma filha de grande poder que causará danos incomensuráveis ao Universo DC. Por muito tempo acreditou-se que ela seria a personagem Pandora, mas não era o caso. Agora, logo após Convergence, sua identidade finalmente será revelada para que a Guerra de Darkseid tenha início.

Artistas ganham mais espaço nos roteiros: Há alguns anos, a DC tem dado chances de seus desenhistas explorarem suas habilidades narrativas como roteiristas também. Um dos primeiros casos desta leva recente de mudanças aconteceu com David Finch, que ao ser contratado pela editora comandou a revista mensal Batman: The Dark Knight Vol.1 no início dos anos 2010. Os Novos 52 também tiveram sua cota de artistas-roteiristas (como Andy Kubert escrevendo e desenhando um minissérie de Damian Wayne, por exemplo) e agora ela aumenta mais um pouquinho depois de Convergence. Ming Doyle será responsável por Constantine: The Hellblazer; Lee Bermejo comandará We Are… Robin; Patrick Gleason está a cargo de Robin: Son of Batman. Damian, aliás, passará a ser chamado de Damian al Ghul, o que promete mais mudanças para o jovem filho de Bruce Wayne.

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