[Momento do Renegado] Aquaman – Trono da Atlântida (2ª Parte)

Pelo senhor de todas as palavras, homem defensor do caracteres e aquele que criou o poder da semântica Renegado, Primeiro e Único.

Estou de volta para mais uma vez falar das histórias do Aquaman nos Novos 52. A resenha mensal desta vez será sobre a segunda parte da saga Trono da Atlântida, um arco crossover entre as histórias do Aquaman e as da Liga da Justiça. Caso você não tenha lido a resenha da primeira parte da saga, não se preocupe, é só vir aqui.

Trono da Atlântida – Capítulo 4 (Liga da Justiça #15)

A história começa na Sala Vermelha nos Laboratórios STAR de Detroit. Silas Stone e o F.U.Turo se preparam para fazer alterações no Cyborg que o permitirão atuar embaixo d’água. O Cyborg recebe uma anestesia geral para ser realizado o procedimento.

Silas e Turo têm uma breve discussão sobre utilizar um robô de F.U.Turo nessa crise, o robô é chamado de “Tornado”, obviamente deve ser o Tornado Vermelho, robô que antes da realidade dos Novos 52 tinha sido criado pelo F.U.Turo, mesmo que nos Novos 52 tenha uma contraparte na Terra-2.

Enquanto o Cyborg está em anestesia geral, ele é conectado ao computador dos Laboratórios STAR e descobrem que seu corpo cibernético continua rodando um programa para reconstruir um vídeo que ele recebeu numa transmissão, o tal vídeo mostrará o responsável pelo ataque do navio U.S.S. Mabus à Atlântida.

Agora vamos até a Torre de Vigilância, lá o Dr. Shin e Vulko assistem a um noticiário que mostra imagens do que se passa em Boston. Vulko inicia uma discussão com o Dr. Shin, culpando-o por trair o Aquaman no passado e se identifica como antigo conselheiro da Atlântida, deixando claro que nutre um certo ódio pelo biólogo marinho. Vulko ainda revela que Orm deve ter sentenciado o Aquaman e a trindade a pena de morte e para executar essa sentença eles foram banidos para as “Águas Sombrias”.

A nave atlante que levou os 4 casulos e os jogou na fossa cometeu um erro de cálculo, dois dos casulos realmente caíram dentro da fossa, mas outros dois caíram fora da fossa e na beira dela. Dentro dos casulos que não caíram na fossa estão o Aquaman e o Batman, Arthur Curry quebra seu casulo e se liberta, já o Batman está consciente dentro do seu casulo e usa um tipo de máscara de mergulho para respirar e liga um dispositivo que dará ao Cyborg sua localização.

O morcegão já está usando um aparelho para poder sair do casulo e é avisado pelo Aquaman que é para ficar dentro do casulo porque ele não aguentará a pressão fora do casulo, pois eles estão no fundo do mar. O Batman não perde tempo e liga uns dispositivos que emitem sons e que agirão como um sonar mapeando o local onde os dois heróis estão. Os dispositivos encontram um templo atlante dentro da fossa. O Aquaman convoca peixes para iluminar seu caminho do mesmo modo que fez no arco “Abissais”, e surge uma daqueles criaturas daquele arco e devora os peixes que o Aquaman convocou e ataca o herói submarino, que não hesita em matar a criatura.

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O Aquaman carrega o casulo com o Batman dentro, os dois heróis vão procurar pelo Superman e a Mulher-Maravilha dentro da fossa, segundo os apetrechos do morcego os dois heróis desaparecidos estão lá embaixo. Arthur diz que alguém abriu a fenda que ele fechou e que devem ter dúzias dessas criaturas ou até centenas.

Enquanto isso, em Boston os heróis convocados para ajudar pelo Cyborg entram em ação. A batalha acontece nas ruas inundadas e Boston: Nuclear, Vixen, Canário Negro, Raio Negro e a Mulher Elemento combatem com todas as suas forças, porém fazendo o máximo para poupar vidas seja lá de quem for, enquanto isso o Gavião Negro luta com uma mistura de fúria assassina com sede de sangue matando todo e qualquer atlante que encontre pela frente. Durante a batalha passa despercebida uma figura pequena como um dedo polegar que tenta se comunicar com o Gavião Negro. E Orm comanda as forças atlantes avisando onde colocarem detonadores.

De volta aos Laboratórios STAR de Detroit, a consciência do Cyborg está numa realidade virtual enquanto seu pai e F.U.Turo fazem melhorias em seu corpo biônico. O procedimento termina e o Cyborg acorda, Silas avisa ao filho que agora ele poderá sobreviver no fundo do mar e no espaço sideral e Dr. Turo informa que os heróis chamados para ajudar estão atrasando o exército atlante. Mera chega no local e ela e o Cyborg partem, o herói meio homem e meio máquina captou o sinal do localizador do Batman e os dois pretendem ir até lá.

Na fossa no meio do Oceano Atlântico, o Aquaman carrega o casulo com o Batman por dentro do templo que o cavaleiro das trevas achou. Está tão escuro que mesmo o Aquaman não consegue enxergar direito lá dentro, o Batman avisa que tem uns entalhes nas paredes que passaram despercebidos pelo Aquaman, é a imagem de um rei segurando o cetro dourado obtido pelo Arraia Negra no arco “Os Outros” e ele lidera essas criaturas da fossa.

Os heróis encontram uma câmara repleta do fluido produzido pelas criaturas da fossa que paralisam as vítimas, os casulos com o Superman e a Mulher-Maravilha estão lá e são afetados pelo fluido. O Aquaman vai libertar o homem de aço e a princesa amazona dos casulos, contudo é atacado por várias criaturas da fossa. Enquanto a maioria luta com o Aquaman, algumas tentam abrir o casulo do morcego para devorá-lo. Felizmente, acontece a chegada oportuna de Mera e do Cyborg que chegam por meio de um tubo de explosão.

As criaturas são postas pra correr, Aquaman e Mera libertam o Superman e a Mulher Maravilha enquanto o Cyborg mantém coeso o casulo do Batman. Victor Stone fala que não consegue conectar o computador da liga pra poder abrir um tubo de explosão pra Boston, então eles terão que nadar pra cima até que ele consiga se conectar. Enquanto os heróis nadam subindo pela fossa, o Aquaman comenta que deveriam ter mais daquelas criaturas, todavia ele não consegue sentir elas.

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A ausência das criaturas na fossa é logo explicado, as criaturas vão até Boston e atacam o exército atlante. Aquaman especula que o cetro dourado deve estar com Orm e que ele deve estar controlando as criaturas, porém nos Laboratórios STAR de Detroit o programa termina de reconstruir aquele vídeo e Silas Stone e F.U.Turo o enviam para o Cyborg. Os heróis assistem ao vídeo e descobrem o responsável pelo ataque.

Na Torre de Vigilância, Vulko ataca o Dr. Shin, culpando-o por prender o Aquaman e o Arraia Negra num círculo vicioso de vingança e surpreendentemente revela estar de posse do cetro dourado que é a sétima relíquia atlante.

Trono da Atlântida – Capítulo 5 (Liga da Justiça #16)

Os heróis retornam ao satélite da Liga da Justiça e encontram o Dr. Shin ferido, Vulko não está no QG. Cyborg avisa que o histórico do teleportador foi apagado, portanto não tem como saber para onde o Vulko se teleportou. Os heróis fazem especulações dos motivos que Vulko poderia ter para iniciar uma guerra entre a Atlântida e a superfície.

Enquanto isso, em Boston o pau está comendo. Os heróis convocados por Cyborg, o exército atlante e as criaturas da fossa submarina se atracam nas ruas alagadas da cidade. No meio da batalha dois grupos atlantes em locais diferentes de Boston, cada um desses grupos tem uma bomba, avisam a Orm que as bombas estão em posição e eles aguardam as ordens do rei atlante para detoná-las.

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Eis que se abre um tubo de explosão de onde saem os heróis que estavam na Torre de Vigilância. A chegada da Liga da Justiça faz uma grande diferença na batalha, Aquaman vai confrontar Orm pessoalmente. O Cyborg detecta as duas bombas que os atlantes posicionaram em Boston, o homem morcego manda o Cyborg desarmá-las e avisar aos reservas pra encontrarem com o Batman nas docas.

Aquaman luta com seu irmão e conta que essa guerra começou por uma armação do Vulko, Orm não acredita e ainda acha que Arthur o está tratando como um tolo. Aquaman tenta convencer Orm que os heróis e o exército atlante têm que se unir pra expulsar as criaturas da fossa de volta para o mar e o rei não aceita e castiga o rimão com o poder de seu tridente prateado. Batman se encontra com os reservas nas docas e manda que eles procurem por Vulko.

Orm culpa o Aquaman por tudo que aconteceu, para ele o mundo da superfície corrompeu a mente de Arthur. O Rei Orm acha que a superfície é um lugar terrível e que desde pequeno o Orm sonhava em ir buscar o Aquaman e levá-lo para a Atlântida.

O Cyborg e Mera chegam no local onde está uma das bombas, porém não a tempo dos atlantes ativarem ela, só que ela não responde aos comandos e não se ativa. Aquela mesma figura que tentava se comunicar com o Gavião Negro no capítulo anterior é vista saindo da bomba e dando a entender que foi ela que desativou o dispositivo, essa figura possui um corpo feminino e um uniforme bastante parecido com o que o herói Eléktron usava antes do reboot. Enquanto isso, o Superman e a Mulher-Maravilha acham a segunda bomba e a jogam pra cima, quando a bomba já está bem distante no céu ela detona.

Orm vê a bomba explodindo no céu e fica furioso, ele usa o poder do seu elmo pra comandar as águas do oceano e gerar um tsunami para inundar a cidade deixando Boston submersa. Mera usa o poder dela de controle sobre a água para impedir o avanço da água do mar, o irmão e a esposa do Aquaman disputam para ver quem sairá vitorioso em comandar o oceano, só que aí o Cyborg dispara um raio congelante na imensa onda, Zatanna faz um feitiço para congelar a água e o Nuclear transmuta água em gelo, o esforço conjunto desses 3 heróis congela totalmente a tsunami que Orm criou.

E a batalha dos dois irmãos atlantes prossegue. Vulko observa a briga de cima de um prédio. Por fim, Aquaman destrói o elmo de Orm com um soco e ordena ao irmão que abdique do trono, surpreendentemente Orm simplesmente obedece e abdica do trono. Batman e os reservas acham Vulko que se rende sem resistência alguma.

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Os soldados atlantes atacam Aquaman para proteger Orm, contudo Arthur Curry se impõe e deixa claro que agora ele é o rei da Atlântida. Aquaman ordena ao exército atlante que se unam aos heróis e lutem contra as criaturas da fossa.

Batman e os reservas levam Vulko até o Aquaman, o ex-conselheiro atlante tenta se explicar dizendo que fez isso pelo bem da Atlântida, no entanto o Aquaman fica furioso com a traição de alguém que ele confiava quase cegamente. O herói pega o cetro dourado e usa seu poder para se comunicar com as criaturas da fossa e as manda partirem, com o cetro na sua mão as criaturas obedecem sem questionar e vão embora dali.

Quanto ao exército atlante, o Aquaman manda levarem Vulko de volta à Atlântida para responder por seus crimes. Aquaman deixa o Orm sob custódia da Liga da Justiça para ser julgado na superfície. Orm é enviado a Belle Reve, uma das prisões especiais para meta-humanos no Universo DC. Ouvimos as notícias de uma rádio dizendo que Boston, Gotham City e Metropolis estão sendo reconstruídas e estão ocorrendo vários funerais de pessoas que morreram durante o incidente, Orm é tido como um terrorista e recebeu a alcunha de Mestre dos Oceanos.

Na sua casa ao lado do farol em Amnesty Bay, Aquaman e Mera conversam sobre como proceder com a Atlântida. O herói submarino não quer ser o regente da cidade submersa e sua esposa não quer que ele vá, mas ele teme que se deixar a cidade sem um líder, então o exército atlante pode tentar invadir a superfície novamente para libertar Orm e colocá-lo no trono outra vez. Aquaman ainda quer tentar juntar o “mundo da superfície” e a Atlântida, como Mera veio de uma antiga colônia penal atlante ela se recusa a ir com seu marido, assim o herói parte sozinho levando uma concha que ele mantinha guardada.

Vemos um noticiário mostrando repórteres na frente da casa do Dr. Shin, que deixou de ser motivo de piada por afirmar a existência da Atlântida. Vemos outras pessoas sendo entrevistadas e todas estão com medo do Aquaman e do mar depois da invasão atlante.

A última página tem pouca importância para as histórias do Aquaman, contudo tem muita importância para as histórias futuras da Liga da Justiça. Em 3 lugares distintos são decididos a realização de recrutamentos: na Torre de Vigilância a Liga da Justiça decide aumentar suas fileiras, numa sala num local desconhecido (provavelmente em Belle Reve) a Amanda Waller e o Coronel Steve Trevor discutem sobre criar uma equipe de heróis se aproveitando do medo da população por causa do ataque atlante, e num local desconhecido uma pessoa desconhecida decide convocar alguns vilões. Amanda Waller observa algumas fotos e nelas estão: Mulher-Gato, Sideral, o Lanterna Verde Simon Baz, Gavião Negro, o Caçador de Marte, Vibro e Katana. O estranho que quer convocar vilões também observa algumas fotos e nelas estão: Capitão Frio, Mestre dos Espelhos, Arrasa-Quarteirão, Mulher-Leopardo, Felix Fausto, Cascavel, Gorila Grodd, Nevasca, Espantalho e Hera Venenosa.

Bom, vou adiantar logo do que se tratam esses recrutamentos, porém sem entrar em muitos detalhes. A Liga da Justiça vai convocar mais heróis para se juntarem a ela. O grupo da Amanda Waller receberá ordens do governo e se chamará Liga da Justiça da América, nos Novos 52 Superman & Cia chamaram sua equipe somente de Liga da Justiça, sem “da América” no nome. Esse grupo de vilões será a Sociedade Secreta de Supervilões dos Novos 52. E fiquem ligados porque esses 3 recrutamentos serão muito importantes para sagas futuras.

Trono da Atlântida – Epílogo (Liga da Justiça #16)

A história começa com navios baleeiros em alto mar caçando algumas baleias, e 3 baleias mortas bóiam na água. Surgem duas lanchas, são os Demônios do Mar para salvar as baleias, infelizmente chegaram tarde demais porque só tem uma ainda viva.

Os Demônios do Mar originalmente era um quarteto de mergulhadores que tinham suas aventuras nos oceanos. Seus integrantes eram Biff Bailey, Judy Walton e seu irmão adolescente Nicky Walton, e o líder do grupo Dane Dorrance. Biff Bailey não está com os Demônios quando eles vão impedir os navios baleeiros de matar as baleias.

Os marinheiros de um dos navios se recusam a cessar essa atividade, Dane Dorrance avisa ao capitão de um dos baleeiros que caçar baleias é proibido pelas leis internacionais e que as autoridades já foram avisadas e estão a caminho. O tal capitão comenta que pagou as autoridades e que elas não aparecerão e vai atacar os Demônios do Mar com um canhão atlante, só que o tridente dourado do Aquaman acerta a arma atlante e a destrói.

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Aquaman salta pra fora do mar acompanhado de um batalhão de soldados atlantes, eles abordam os navios e subjugam os marinheiros rapidamente. Os atlantes chamam as baleias de “cantores sagrados” e para eles esses mamíferos marinhos são realmente animais sagrados, algo semelhante às vacas para os indianos, e por isso um soldado atlante grandalhão chamado Murk quer matar um dos marinheiros, porém é impedido pelo herói marinho.

Os Demônios Marinhos sobem no navio onde Aquaman está e Dane Dorrance inicia uma discussão com o Aquaman. Dane fala sobre a invasão atlante e que centenas de pessoas foram mortas, e ainda que dois membros dos Demônios do Mar morreram tentando salvar pessoas durante o incidente. Será que Biff Bailey era um desses membros mortos?

Dane Dorrance ergue a voz e põe o dedo no peito do Aquaman, o soldado atlante Murk toma isso como uma ameaça ao Rei da Atlântida e lança um raio de aviso para afastar Dorrance. O Aquaman repreende Murk, que conta que era assim com Orm e ainda reverte o sermão deixando o herói sem palavras.

Aquaman mergulha no mar e se desculpa com a baleia sobrevivente, então é avisado por rádio pelo Cyborg que Amanda Waller falou com o presidente dos EUA e que ela quer conversar com o herói submarino e ele parte para encontrar com Waller.

Em outro lugar, o vilão Corsário e mais alguns homens de escafandro vasculham o fundo do mar procurando armas e dispositivos atlantes perdidos e esquecidos durante a invasão à superfície.

Um dos temas da conversa de Amanda Waller com o Aquaman é justamente sobre esse armamento atlante deixado para trás após a invasão. As autoridades foram procurar e alguém já tinha coletado todos os dispositivos atlantes que ficaram e estava vendendo-os no mercado negro para quem pudesse pagar. Outro tema é o “Mestre dos Oceanos”, ele vai a julgamento e poderá pegar pena de morte a menos que ele se declare culpado, e isso ele se recusa a fazer.

Os dois ainda conversam sobre o fato da mídia e dos estadunidenses estarem responsabilizando o Aquaman pela invasão atlante. E pra completar, o resto do mundo se recusa a reconhecer a Atlântida como uma nação soberana e Arthur Curry como seu rei.

Aquaman parte e Amanda Waller telefona pra alguém avisando para aproveitarem aquele momento para prenderem a Mera. Em Amnesty Bay, Mera está naquele mercadinho onde ela quebrou o braço do gerente atrevido em Aquaman #6, ela conversa com aquela atendente que levou os produtos caninos pra ela no farol quando um grupo de policiais adentra o mercadinho para levá-la em custódia.

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O Aquaman nada pelo mar e acha aquela baleia que foi a única sobrevivente daqueles baleeiros, ele utiliza seu poder de controle sobre a fauna aquática para prometer aos animais marinhos que não permitirá que o que aconteceu com as baleias ocorra com eles. As “ondas mentais” do seu poder chegam até a Antártida e uma misteriosa criatura que estava numa caverna submersa recebe o recado e insinua que o Aquaman não é o rei dos sete mares.

Considerações:

E o culpado é…

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Embora tudo aponte para o Orm, o verdadeiro culpado por essa guerra é o Vulko. Bom, não foi explicado como o Vulko conseguiu invadir o sistema de controles daquele navio porta-aviões estadunidense e fazê-lo lançar os mísseis na Atlântida, todavia antes do reboot ele era um dos maiores cientistas da Atlântida, mesmo que não tenha sido mostrado nos Novos 52 que ele é um cientista, eu acredito que Geoff Johns não tenha modificado isso.

Pessoalmente, eu não gostei do culpado pela guerra da Atlântida com a superfície ser o Vulko. Ele é um personagem clássico da era de prata e era um personagem de apoio bem próximo do Aquaman, o Vulko ocupava uma importância dentro da mitologia do Aquaman semelhante à importância do Comissário Gordon dentro da mitologia do Batman. O Johns poderia ter criado um personagem especialmente para essa função de causador da guerra, o Vulko é um dos personagens do elenco de apoio do Aquaman muito identificáveis para quem lia suas histórias antes do reboot. Porém o Johns preferiu queimou o personagem transformando-o num vilão, entretanto esse tipo de coisa não é uma novidade, ele já fez algo assim com o Águia Dourada na sua fase escrevendo as histórias do Gavião Negro e com o Nabu quando escrevia as histórias da Sociedade da Justiça.

E tem um precedente, na fase de Peter David o Vulko achou que o Aquaman estava pirando quando colocou aquele arpão no lugar da mão que tinha perdido e por isso ficou apoiando e aconselhando o Koryak, filho do Aquaman que era meio atlante e meio inuk, para que este alcançasse o trono de Poseidonis. Só que o Vulko agiu pelas costas do Aquaman, conspirando com Koryak como ele deveria agir para chegar ao trono.

E o que era um ótimo personagem de apoio do Aquaman, agora é um vilão sem carisma e eu não consigo ver um futuro muito interessante pra ele. Eu acho sinceramente que foi uma bola fora do Geoff Johns. E mais, parece um vício do Johns criar esses vilões que querem ajudar o herói de um jeito distorcido, era o mesmo com o Zoom, Hunter Zolomon, que queria melhorar o Flash Wally West fazendo-o passar por sofrimentos ou o Sinestro que tomou certas medidas que forçaram a tropa dos lanternas verdes a assumir determinadas modificações que na opinião dele seriam melhorias.

Uma homenagem ao Aquaman da fase de Peter David?

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No epílogo de Trono da Atlântida vemos pela primeira vez o atlante Murk. Um grandalhão integrante da guarda atlante com a metade direita do rosto deformada devido a algum ferimento provavelmente obtido em combate. Ele é durão e tem um temperamento forte, sendo do tipo que leva seu trabalho a sério. E ele ainda usa um traje muito parecido com o traje do Aquaman na fase de Peter David.

Lembram aqueles atlantes que tinham trajes semelhantes ao Aquaman na fase de Peter David que apontei na resenha passada? O Murk parece ser do mesmo destacamento deles, só que ele não tem a mão direita, diferente do Aquaman que não tinha a mão esquerda. No lugar da mão perdida Murk colocou um gancho bem parecido com um dos tipos de arpão que o Aquaman usou na mão esquerda. É impossível para um leitor que acompanhou as aventuras do Aquaman escritas por Peter David não olhar para o Murk e enxergar o Aquaman. Eu acredito que seja uma homenagem o Geoff Johns à fase do Peter David, o Didio não deve ter percebido isso porque sua inimizade com o Peter David era de conhecimento público e ele fez de tudo pra sumir com o que o Peter David criou pra DC: Supergirl, Aquaman, Justiça Jovem…

Superman e Mulher Maravilha no fundo da Fossa

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Bom, achei muito absurdo aquela substância que as criaturas da fossa secretam conseguir afetar o Superman. Acho que aquela quantidade seria capaz de afetar a Mulher Maravilha, mas convenhamos, o Superman zanza em locais com nível de radiação extremamente altos sem ser afetado, ele mergulha num vulcão e não sofre um arranhão, já o vi usando o super-sopro ao contrário e puxando pra dentro de seus pulmões gás venenoso que enchia dezenas de metros quadrados e nem tossir, essa substância das criaturas nunca o afetariam. Todavia, foi um artifício do Geoff Johns para a história, pois ela era centrada no Aquaman e era necessário tirar o Superman de cena junto com a Mulher Maravilha, assim deixando o Aquaman como o mais poderoso ali para resolver os problemas. A narrativa acompanharia o Aquaman até o fundo da fossa, o Batman ficou preso dentro do casulo de onde ele não poderia sair e ajudar diretamente. Depois chegaram o Cyborg e a Mera, mas o Aquaman continuou sendo o personagem principal e ele e a esposa carregaram o Superman e a Mulher Maravilha para fora da fossa.

Que final!

Eu não gostei do final. Em primeiro lugar achei muito estranho e forçado que o Aquaman tenha conseguido fazer o Orm abdicar do trono da Atlântida durante a briga dos dois. Aparentemente o Aquaman conseguiu meter medo no Orm e por causa disso ele abriu mão do trono.

O exército atlante se juntando com os heróis contra as criaturas da fossa foi para ter uma união entre os dois lados opostos, numa intenção de mostrar uma união e entendimento entre as duas partes. Foi algo simbólico, mas mal executado.

Por último, o Orm ser deixado para ser julgado nos EUA foi uma coisa bem estadunidense mesmo. Os EUA estão acostumados a pegar os líderes inimigos de suas guerras e julgá-los pelo governo estadunidense, seja por baixo dos panos ou não, e preferivelmente em seu solo, em vez deles serem julgados por um tribunal internacional, numa exibição de poder semelhante ao feito pelo Império Romano que levava os líderes dos exércitos das terras conquistadas para ficarem aprisionados em Roma e serem expostos ao público num desfile pelas ruas de Roma. E sendo realista, a guerra com a Atlântida não ia acabar até o governo dos EUA conseguir pôr as mãos no Orm, nunca iam parar de tentar capturar ou matar o ex-rei, como fizeram com Saddam Hussein e o Bin Laden.

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Outro motivo para o Aquaman deixar o Orm pra ser julgado nos EUA é que isso iniciaria a inimizade entre o Aquaman e o Mestre do Oceano, prendendo os dois num ciclo de ódio para sempre. Sendo ainda que eu achei bem canastrão e forçado as caras e bocas do Orm desesperado quando soube da decisão do Aquaman de deixá-lo na superfície, do mesmo modo que achei a reação furiosa do Aquaman quando o Vulko foi lhe entregar o cetro dourado.

E Aquaman fica bem mais poderoso

Bem, só pra não perder o costume, vou falar sobre o aumento de poder do Aquaman. No final do epílogo o Aquaman vai ao fundo do mar, provavelmente no Oceano Atlântico, e usa seu poder telepático pra se comunicar com a fauna marinha. O poder telepático do herói chega até a Antártida, o pólo sul do planeta. Deve ficar a pelo menos mil milhas de onde o Aquaman estava, ou seja, agora o poder telepático do Aquaman é capaz de alcançar o outro lado do mundo.

De resto

Legal ver o Murk falar que defendeu o Orm dos trolls de fogo e do Sexteto Profundo. Os trolls de fogo são inimigos clássicos do Aquaman desde o tempo da era de prata, criaturas feitas de magma vulcânico que vivem no subsolo do fundo do mar, isso me tranquiliza porque com isso eles estão oficialmente nos Novos 52.

Já o Sexteto Profundo são seis criaturas anfíbias de Apokolips, será que eles atacaram a Atlântida quando as forças de Darkseid atacaram a Terra nas primeiras edições da Liga da Justiça nos Novos 52? Se foi em outro momento, será que os atlantes sabem que o Sexteto Profundo é de Apokolips? Com essa onda de reformulações de personagens que acontece no reboot é possível até que o Sexteto Profundo sejam outros personagens sem relação alguma com Apokolips. Sexteto Profundo em inglês é “Deep Six” que é a medida da profundidade de 6 fathoms (36 pés ou 10,97 m) e uma expressão náutica que significa que algo está fundo demais para se recuperar.

Algo que me chamou muito a atenção foi no capítulo 5 quando o Nuclear fala que não consegue transmutar o armamento e armaduras dos atlantes porque eram orgânicos. Como já falei anteriormente, agora os atlantes estão com um aspecto mais bárbaro, trajes e armas feitos a partir de partes de animais, antes do reboot eles eram muito avançados tecnologicamente.

E achei legal no epílogo quando os atlantes saltam da água e aterrissam na proa de um navio que afunda um tanto por causa do peso dos atlantes e faz com que a popa fique suspensa no ar momentaneamente similar a o que acontece numa gangorra, demonstrando que os atlantes têm o corpo bem mais pesado que o de um ser humano que obviamente deve ser porque eles têm o corpo mais denso para poder suportar a pressão no fundo do mar.

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É isso aí! Esse é o fim de uma saga que eu pelo menos esperava mais. Espero que tenham curtido a resenha e até a próxima!

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