[HQView] John Constantine, Hellblazer – Cravos Sangrentos

A fase de Peter Milligan à frente do mago canastrão da Vertigo continua de vento em popa. Depois de muitos problemas, John Constantine resolve que está na hora de encontrar um porto seguro para sua vida e finalmente se casar. Isso mesmo, CASAR! O encadernado em questão é “John Constantine, Hellblazer – Cravos Sangrentos“. Ele é continuação direta do bom encadernado “Índia” que saiu há alguns meses e mostra como a vida de John está mudando após os eventos desta aventura anterior.

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Ficha Técnica

John Constantine, Hellblazer – Cravos Sangrentos
Roteiros: Peter Milligan
Arte: Giuseppe Camuncoli & Stefano Landini
Capa: Simon Bisley
Panini/ Encadernado/ Capa Cartão/ 234pg
Preço: R$ 27,90
(originalmente lançando em “John Constantine’s Hellblazer Vol.1 #267-275“, Vertigo, 2010)

Na história é possível testemunhar Constantine tendo flashbacks com sua amiga e pretendente Epiphany Greaves, garota que o vem ajudando há algum tempo com sua alquimia e malandragem, além de estar ganhando espaço no coração do velho turrão, com todo seu charme e sinceridade. Após um desentendimento dos dois personagens, vemos John ir para um manicômio e Epiphany estará tentando entender o que poderia ter levado Constantine a machucá-la. O mago de Liverpool percebe que não conseguirá resolver seus problemas sozinhos e pede auxílio ao velho conhecido Shade, O Homem Mutável. A partir deste momento a história desemboca num conto de gato e rato, onde os três caçam o homem que fez com que John tivesse um acesso de loucura.

O ponto alto da narrativa é quando John pede Epiphany em casamento e a partir desde momento o encadernado ganha toda uma aura de nostalgia. Vamos reencontrar conhecidos do velho Constantine, que voltam a sua vida ou para assombrá-lo ou lhe felicitar por esse novo grande passo que está dando em sua vida.

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O roteiro de Milligan funciona bem, ele sempre teve facilidade para escrever histórias de magia e conspirações. O roteirista britânico se aproveita de artifícios muito conhecidos da mitologia de Constantine para o desenvolvimento de seu conto, levando o personagem a lugares que alguns autores tiveram receio de fazer. Além de trazer o velho conhecido Shade (personagem que ele escreveu por muito tempo), para participar desse arco que faria John dar seu primeiro passo em busca da redenção.

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Outro ponto interessante na escrita de Milligan é como ele entende este personagem, pois durante a leitura revemos um personagem que foi muito importante no primeiro arco de histórias desta série e algumas passagens com Constantine jovem, punk e de moicano são uma atração à parte para quem gosta do estilo e quer ver como era esse mago canalha na sua adolescência. Aliás, o encontro do jovem e do velho John oferece um dos melhores diálogos do arco inteiro.

A arte de Camuncoli e Landini é pra mim um dos pontos fracos da série. Me acostumei com o ar fúnebre e de terror das histórias antigas do mago inglês e o traço cartunesco dos dois pode deixar aquele fã mais fiel do título com um pouco receio durante sua leitura. Não chega atrapalhar, claro, a crítica é mais pela estilo padrão sombrio da série. De qualquer forma as capas são do grande Simon Bisley, que ainda tem mais 25 capas para nos deliciarmos durante a série.

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Com apenas dois anos à frente para encerrar o título no Brasil, nos resta aproveitar o grande trabalho que a Panini vem fazendo a frente deste título e parabenizar o Fabiano Dernadin e Daniel Lopes (Editores da Panini/Vertigo) pelo empenho em não deixar faltar essa HQ nas prateleiras dos fãs desde grande título da Vertigo.

Nota: 8/10.

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