[Coluna do Morcego] O melhor do fanfic do Homem Morcego

Coluna do Morcego_Fanfic

Lembra quando você teve uma ideia genial para uma história sobre um perysonagem e acabou deixando ela de lado? Ficou desanimado em trabalhar com algum personagem não autoral devido as dificuldades de publicação e principalmente, aos possíveis problemas legais que isso poderia gerar? Pois é, aconteceu contigo, comigo e com inúmeros fãs ao longo dos anos. No entanto, muitos autores começaram a escrever histórias imaginando seus personagens favoritos protagonizando elas e conseguiram construir uma carreira de fato (tipo o Geoff Johns), o que é muito legal.

Porém, “com o advento da internet” (eu realmente ODEIO esse jargão), tornou-se mais fácil para quem tenha um pouco mais de criatividade publicar seu trabalho, muitas vezes sem pretensão, valendo mais a publicação de seu trabalho do que propriamente ganhar dinheiro. Munidos disso, nós do Terra Zero selecionamos algumas artes memoráveis que assistimos ao longo dos anos e que merecem chegar ao conhecimento de todos e claro, sobre o homem morcego (já que esse é o escopo da coluna).

O Alfaiate por Aitor Eraña

Começamos nossa lista com uma antiga publicação aqui do site. Se você não leu essa história ainda, não deixe de lê-la. É sobre um alfaiate que é coagido pelos maiores vilões de Gotham a trabalhar costurando suas roupas. A ação dos vilões o deixa profundamente triste, até o dia que sua vida se modifica para sempre. Sem dúvidas uma bela história. E você pode acessa-la clicando aqui.

Batman 1972 por Francavilla

Eu sou um grande fanboy do Francesco Francavilla. Se você não conhece o sujeito ele vem trabalhando no sensacional Black Beetle e chegou a participar de algumas histórias recentes do Batverso. Em algumas artes lançadas por ele em sua conta do Twitter, ele propôs um universo próprio do Morcego e seus companheiros, passados nos anos 70.

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Infelizmente, não há previsão de lançamento de uma história que siga essa premissa, mas essas artes sensacionais me deixam extremamente curioso do que poderia ser explorado. Talvez algo mais maduro e urbano, como um Taxi Driver mesclado com os filmes de Quentin Tarantino, indo no extremo oposto a outra série que carrega um ano no seu título, Batman ’66, onde o lúdico e a diversão despretensiosa são prioridades nas histórias.

O Acordo por Gerardo Preciado e Daniel Bayliss

Uma das discussões mais polêmicas que giram em torno do Homem Morcego é: o Coringa existe por conta do Batman? Vários autores exploraram essa mitologia, uns de forma magistral, outros de forma pueril. O fato é que esse é um assunto recorrente no mundo do morcego e os artistas Gerardo Preciado e Daniel Bayliss deram sua contribuição ao tema.

A premissa é clara. E se o Coringa fosse longe demais? E se o Batman decidisse acabar definitivamente com toda dor e sofrimento provocada pelo palhaço? Quão longe ele teria que ir e quais sacrifícios deveriam ser feitos? Você descobre acompanhando nessa sensacional história.

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“Me and the Devil Blues” por Ming Doyle

A artista freelancer Ming Doyle escreveu esse conto bem bacana, representando a dualidade característica de Harvey Dent usando como base a antiga canção Me and the Devil Blues, da lenda do Blues, Robert Johnson. Bem bacana não?

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Batman: Dead End (a.k.a. Batman vs Predador)

Lembro que a primeira vez que assisti esse filme foi numa época que tinha internet discada e levei seis horas para baixar ele por completo. Valeu a espera. Provavelmente, você já viu esse vídeo, mas certamente não poderíamos deixar de citá-lo.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=cxu9LA14-fE[/youtube]

O Complexo do “Homem Morcego”

Um fan-trailer extremamente curioso e bem construído de um filme que jamais aconteceu (mas que certamente merecia ser desenvolvido por alguém). A premissa seria sobre um bilionário excêntrico, Bruce Wayne, que perdeu seus pais quando jovem e sofreu um grave trauma. Até aí, nada novo não é? Pois é, deem uma olhada no trailer:

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=6RppxhOdby4[/youtube]

Gosto de pensar em como seriam desenvolvidos os backgrounds dessa história. As indústrias Wayne desenvolvendo a máquina de entrar na mente das pessoas; a primeira tentativa (fracassada) de inception numa pessoa ter sido com um Bruce Wayne psicótico; o Coringa ser na verdade uma forma de defesa da mente de Bruce que ataca a equipe de Cobb (ao mesmo tempo que faz o Batman ser necessário); o trauma final de Bruce, que termina catatônico, com sua mente identificando a equipe de Cobb como os vilões que deve enfrentar (Bane, Talia, Charada) e potencial perseguição destes pelos federais.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=8pIV4AgHcoc[/youtube]

Uma pena que o autor original acabou abandonando essa ideia, mas certamente enxergar Bruce Wayne como um dependente de drogas psicotrópicas que é forçado a entrar num tratamento para curar suas doenças psíquicas seria algo interessante de ser ver.

O Batman de Orson Welles

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Tudo não passou de uma pegadinha de Mark Millar para sua coluna no CBR, mas memorável até hoje. Falamos dela no passado, mas é sempre bom lembrar dessa sensacional pegadinha pregada pelo escritor irlandês. Segundo ele, Orson Welles esteve muito perto de fazer um filme do Homem Morcego em 1946, já que “sempre foi grande fã de histórias pulp“. Segundo a coluna, Welles pretendia reunir parte da equipe que o acompanhou em Cidadão Kane “numa experiência cinematográfica, um verdadeiro caleidoscópio de heroísmo, pesadelos e imagens nunca antes visto”.

“The Bat-Man” (o hipotético filme) seria um drama psicológico para o público adulto, ambicionando revolucionar a indústria do cinema contemporânea. Miller afirmou ainda que o filme teria como cena inicial com a morte de Thomas e Maria Wayne (sim, isso mesmo, o nome foi alterado e Miller admitiu não conhecer o porquê), terminando com o Bat-Man desmascarado, lutando por sua vida contra o Coringa, Charada , Duas-Caras e Mulher-Gato em uma prisão dominada por eles. O escritor chegou a combinar com seu amigo desenhista Bryan Hitch um suposto desenho de produção do filme (que Hitch passou no fax para perder qualidade e deixar mais “autêntico”).

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De todo modo, não teria sido incrível se o aclamado diretor de cinema tivesse ainda nos anos 40 feito mesmo esse filme? Como será que isso impactaria no canon do personagem? Infelizmente, essas perguntas ficarão sem resposta.

Batman: City of Scars por Bat in the Sun

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=0nCcdec8WdM[/youtube]

O grupo “Bat in the Sun” se dedica a fazer filmes envolvendo super heróis e já trouxe coisas memoráveis aos fãs como embates entre o Batman contra o Deadpool, Superman versus Thor e até o inusitado Scorpion versus Ranger Branco. Isso sem contar os sensacionais filmes ambientados no universo do morcego, como Patient J e tantos outros que vale a pena conferir no canal deles no YouTube.

Porém, de todos eles, o mais memorável para mim foi Batman: City of Scars. Diferente do formato dos outros vídeos produzidos, que eram curtos, não extrapolando os dez minutos, esse tem mais de meia hora e entra também na relação do Coringa com o Morcego mas sobre uma ótica bem diferente. Não vou soltar spoilers sobre o que é, mas só digo que vale a pena você conferir e principalmente questionar a repercussão desse ato.

Bátima: Feira da Fruta

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Nós brasileiros já demos nossa contribuição também no quesito criatividade. Como deixar de fora dessa lista o maior CLÁSSICO envolvendo o Homem Morcego. A redublagem ficou anos rolando pela internet até que um grupo de artistas (extremamente talentosos, diga-se de passagem) resolveu quadrinizar o episódio “proibidão” do Batman. O original você acompanha no link abaixo e a quadrinização imperdível você pode conferir AQUI.

[youtube]http://www.youtube.com/watch?v=FyNyJ8wlPSY[/youtube]

E você, lembra de alguma outra obra que ficou de fora da lista? Compartilhe conosco e não deixe de comentar. Até a próxima quinzena!

Bob Kane criou o Batman em 1939, herói que é o mais popular da DC Comics há décadas. Bruce Wayne virou órfão ainda criança com assassinato de seus pais pelo ladrão Joe Chill, o que mudou sua vida pra sempre. Tendo tornado-se o elemento mais sinistro e calculista do Universo DC, seu capuz já foi vestido por Jean-Paul Valley (Azrael) e Dick Grayson, mas voltou ao seu dono original. O herói marcou pra sempre o universo de quadrinhos e literário com obras clássicas como Ano Um, Cavaleiro das Trevas, Asilo Arkham e A Piada Mortal. Ainda hoje seus títulos estão entre os mais lucrativos da DC Comics, bem como sua franquia animada e cinematográfica.

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