Produtor quer construir novo Universo DC Animado

Ainda não deu pra assistir a “Justice League: War“, o novo longa metragem animado da DC Entertainment/Warner Bros. Home Video, mas, ao ler entrevistas com elenco e produção, fica claro que o conglomerado tem uma ideia bem clara de como conduzir seus super-heróis no ramo da animação. O chamado “world-building” (“construção de universo” em tradução livre, ou “construção do mundo” em tradução mais literal) é a bola da vez par ao produtor James Tucker e em entrevista ao Comic Book Resources ele confirmou a existência deste planejamento em seu trabalho.

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Segundo Tucker e outros profissionais do estúdio, a ideia é que haja três animações por ano no mercado, sendo duas dentro de um universo chamado também de “Novos 52” e uma terceira fora desta recém criada continuidade. A decisão de Tucker é apoiada pelo diretor Jay Oliva e pela diretora de dublagem Andrea Romano, que também têm suas próprias ideias do que pode ser feito a partir de agora – Oliva quer ver obras como “Superman – Entre a Foice e o Martelo” (de Mark Millar e Dave Johnson) e “Gotham City 1889” (de Bryan Augustyn e Mike Mignola) se tornaram desenhos animados. Um desenho do Batman que se passa no universo dos games Arkham também está nos planos do estúdio, com lançamento previsto para o fim deste ano.

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O próximo longa da DCE/WB é “Son of Batman“, que adapta o arco de histórias “Batman & Filho” de Grant Morrison e Andy Kubert, e Tucker garantiu que haverá conexões entre esta história e “Justice League: War“, já que o Batman visto em uma história será o mesmo da outra. Com isso o estúdio oferece produtos que garantam mais familiaridade aos consumidores e uma linha evolucionário de maior sentido para cada personagem. E falando em personagem, “War” conta a origem do Cyborg tal qual na história em quadrinhos, mas o Aquaman foi trocado por Shazam. De acordo com a produção a troca se deu para que o drama de Billy Batson (um ser mágico poderosíssimo em corpo de criança) fosse explorado em tela, deixando o herói aquático para estrelar algo mais significativo num futuro próximo – quem já assistiu a “War” sabe muito bem do que isso se trata.

O que não foi falado na entrevista mas ficou claro nas entrelinhas é que a DCE/WB está disposta a adaptar a maior quantidade de “épicos e sagas” possível de forma animada. A produção, é claro, é mais barata que filmes “live-action” de níveis estratosféricos de destruição e efeitos especiais. Sendo assim, ainda que o público consumidor deste produto seja muito mais reservado do que as grandes audiências que frequentam salas de cinema, a DCE/WB consegue se manter de forma muito positiva e saudável no mercado, produzindo produtos de qualidade e histórias interessantes a fim de conquistar seus consumidires neste segmento.

Como se sabe a Liga da Justiça é o maior grupo de heróis da DC Comics e foi criado exatamente em 1960 pelo clássico Gardner Fox. Mesmo que ela tenha ficado famosa por reunir os grandes medalhões da editora, as primeiras formações não tinham Batman e Superman. Durante os anos a formação foi mudando bastante, chegando a se subdividir em vários países como Liga da Justiça Internacional. As fases mais aclamadas – que aconteceram justamente nos anos 1990 – foram as de Grant Morrison, Mark Waid e Joe Kelly. Recentemente, a Liga foi escrita por James Robinson, e já passou pelas mãos do premiado Brad Meltzer e de Dwayne McDuffie. Atualmente ela é comandada por Geoff Johns e pelos brasileiros Ivan Reis, Joe Prado e Rod Reis.

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