O Capitão Marvel de 7000 A.C.

[O Terra Zero dá boas vindas ao leitor Diego e seu excelente texto sobre uma antiga origem do Capitão Marvel original. Confiram!]

Naturalmente vocês já devem saber que o nome Capitão Marvel ficou para sempre no passado do personagem com os “Novos 52”. É completamente justificável por tudo que aconteceu, desde jogadas da DC para combater um personagem que vendia mais que o Superman, à pausa da publicação e a Marvel sábia e malandramente registrar o nome para ter um personagem homônimo. Por fim a DC decidiu usar a palavra mágica para se referir a ele. Mas como explicar dentro de uma mitologia tão bem fechada, mas muito calcada no mágico, o por quê da diferença entre os nomes de Adão Negro (Black Adam) e Capitão Marvel (Captain Marvel)?

Naturalmente, para contar isso vou ter de soltar “spoilers” de uma história que tem 34 anos! Não se incomode…

Imagem 1

Em Março de 1980, na revista “World’s Finest Comics Vol.1 #262” (onde, além das histórias do Superman com o Batman, eram publicadas histórias curtas de outros heróis), há a o conto “The Captain Marvel of 7,000 B. C.” e nele temos a origem de toda a história que gerou o surgimento dos poderes do personagem. Abordado por uma figura vestida de azul com um raio no peito, Billy é levado ao passado muito distante para enfrentar pela primeira vez os 7 inimigos mortais do homem.

SAY MY NAME!
SAY MY NAME!

Passando pela eternidade que fica fora do tempo e do espaço ele chega até uma civilização muito antiga, muito antes da existência dos próprios deuses que lhe davam poderes. Lá o Capitão da época que o buscou no presente, chamado de “O Campeão”. No alto de uma montanha, ele conhece os 6 deuses que dão poderes a esse antecessor:

  • Eu sou Voldar, o mestre da força!
  • Eu sou Lumiun, o patrono da sabedoria!
  • Eu sou Arel, o rápido mensageiro dos Deuses!
  • Eu sou Ribalbei, o mais poderoso dos Deuses!
  • Eu sou Elbiam, o senhor da coragem!
  • E eu sou Marzosh, Deus do vigor!

Imagem 3

Eles enviaram o Campeão para buscar o Capitão Marvel para superar o grande desafio. Também explicam a origem do Campeão como o instrumento para vencer o Mal (O monstro com três formas – o Pecado, Terror, e a Maldade).

A história é bem simples. Nela, os dois heróis vão derrotar os 7 inimigos mortais do homem, que estão divididos em duplas, cada uma supervisionada por um dos 3 que formam o Mal. Apenas a Preguiça preferiu ficar para trás dormindo e é dela que eles obtêm as informações de onde estão os outros.

Após derrotarem quase todos, apenas o Pecado foge para a Eternidade aonde é também derrotado e preso junto com os outros dois na rocha que então é nomeada pelo Capitão Marvel de Pedra da Eternidade.

Imagem 4

Por fim o Campeão se revela um menino como Billy ao dizer a palavra “VLAREM”. Billy se espanta, mas descobre quem é aquele menino…

Imagem 5

O próprio mago Shazam! Ele então explica que usou um anagrama de sua antiga palavra mágica para o nome do Capitão, como uma homenagem aos seus antigos Deuses já há muito esquecidos.

A história é interessante, mas a qualidade dos desenhos é fraca até para época. O argumento é de E. Nelson Bridwell, com desenhos de Don Newton, arte-final de Dave Hunt e cores de Adrienne Roy. Vale mais pela curiosidade da leitura. E por mais obscura que essa história possa parecer, ela foi lançada pela EBAL aqui no Brasil em 1983 na revista “Super-Heróis (Edição SHAZAM!)”. O texto, como boa parte das produções da época, sofreu cortes, mas nada que prejudique a leitura.

Imagem 6

Esse ‘conto’, assim como vários outros, serviram de base para que em outubro de 1995, na edição 10 de “The Power Of Shazam! Vol.1“, Jerry Ordway utilizasse toda essa mitologia como base para uma origem muito mais profunda e dramática do Mago, mas ainda mantendo os 6 Deuses que formam VLAREM!

Imagem 7

 

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com