[FIQ] Brasileiros mostram toda sua força no Painel DC!

Há muita coisa a se dizer sobre o FIQ. Muita mesmo. De qualquer forma, uma delas precisa ser a inicial; logo, nada mais certo que iniciar a série de artigos sobre o evento que tomarão o Terra Zero nos próximos dias falando justamente do Painel DC, ocorrido no último sábado (16/11/2013) no VIII Festival Internacional de Quadrinhos de Belo Horizonte, o FIQ. Mediado por Larry Ganem, o painel contou com o velho amigo Daniel HDR, com Ig Guara, Marcelo Maiolo, Geraldo Borges, Eduardo Pansica, Eddy Barrows (que deu uma exclusiva para o site), Ivan Reis (que também falou com o T0), Joe Prado, Rod Reis, Geoff Johns e até a participação surpresa de Ed Benes, que não estava prevista. Além deles, ainda estavam circulando pelo evento Renato Guedes, Júlio Ferreira (já entrevistado pelo site) e muitos outros artistas que estão ou estiveram em algum título da DC até pouco tempo atrás.

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Com um time estelar em mãos e ovações constantes da plateia, Ganem apresentou um painel bastante semelhante ao que se vê nas convenções dos Estados Unidos, começando com uma série de slides mostrando as últimas novidades e abrindo o espaço para perguntas dos fãs. A recepção dos fãs, aliás, foi bastante sincera, deixando os presentes, em especial Ganem, numa situação um tanto desconfortável.

Na verdade, os fãs ovacionaram todos os convidados, em especial os brasileiros pelo orgulho do nível de produção nacional e da quantidade de artistas da terrinha que estavam à frente do painel. Todavia, ao fazer as perguntas “quem aqui lê os Novos 52?” e “quem aqui gosta dos Novos 52?“, Ganem teve respostas que penderam muitos mais para a negação, deixando claro que no Brasil as pessoas também estão insatisfeitas com certos rumos da editora. A maior prova disso foi uma brincadeira que ele fez com três pessoas da plateia, dando-lhes placas afirmando o amor do Brasil pelo co-publisher Dan DiDio com ovações e palmas para ele tirar fotos, filmar e mandar para seu chefe. Depois que a brincadeira acabou DiDio foi vaiado por absolutamente todos que estavam no auditório. Ganem ainda escapou bem dessa, pois tinha um slide da Bat-Vaca (escrita por DiDio) ilustrando o painel neste momento. Ao ouvir as vaias, o apresentador soltou “ah, sim, Dan escreveu isso com a Bat-Vaca“.

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Tirando estas situações desconfortáveis o painel correu bem, tendo apenas uma outra deslizada graças às perguntas bobas por parte de algumas pessoas do auditório. Coisas como “quando a DC vai ter mais escritores brasileiros?” e “por que não há mais personagens brasileiros na editora já que há tantos talentos nacionais por lá?” foram feitas, como sempre acontece. Houve uma que até gerou zoação por parte do próprio público: “se a DC fosse brasileira, será que ela teria mais personagens brasileiros na cronologia?“. Pois é.

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O mais importante do painel, todavia, foi a presença dos brasileiros e o quanto as artes deles arrancavam aplausos do público a cada slide mostrado. Não existe mais aquela coisa de que o brasileiro “tem o potencial para estar no mercado estrangeiro“. O brasileiro já passou isso. E transformou isso em capacidade sólida de gerar material de qualidade com regularidade mensal, seja qual for a área na qual ele atua dentro da produção de uma revista. George Pérez havia tido a honra de ter seu próprio painel algumas horas antes, e ele disse o seguinte sobre Ivan Reis: “quando eu vejo os desenhos destes meninos brasileiros fico orgulhoso do trabalho deles. Ao mesmo tempo, me sinto motivado a continuar melhorando para que eu não pare no tempo. Afinal, eles estão fazendo um trabalho melhor.” Não há reconhecimento maior do que esse.

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