[FdA] Showcase apresenta: O Flash!

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Sejam bem-vindos à Força de Aceleração! Nesta coluna, finalmente iremos à Era de Prata, explorar os primórdios de Barry Allen como o segundo Flash! Conheça a origem, a temática de ficção científica e a primeira aparição de dois importantes vilões, no período em que o personagem foi publicado pela clássica revista Showcase!

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Showcase #4 foi a revista onde surgiu o segundo Flash, Barry Allen, mas também foi muito mais do que isso. Foi onde teve início a Era de Prata dos quadrinhos de heróis. Depois da II Guerra Mundial, no final dos anos 1940, as HQs de heróis começaram a perder força, sendo vendidos cada vez menos e, por consequência, sendo publicados cada vez menos. As pessoas haviam perdido o interesse pelo gênero, e as editoras de quadrinhos passaram a publicar histórias com temáticas de terror, guerra, faroeste e outros. No início dos anos 1950, os únicos heróis que restavam eram Superman, Batman e Mulher Maravilha.

FdA-010_texto-2Mas a situação dos quadrinhos mudaria novamente nesta época por causa da perseguição aos quadrinhos movida principalmente por Fredric Wertham, com seu livro “A sedução do inocente”, publicado em 1954. Neste mesmo ano, foi criado o Código de Ética dos Quadrinhos, que limitava bastante os temas que poderiam ser abordados nesta mídia, e praticamente acabava com gêneros como o terror.

Buscando uma solução para este problema, o editor Julius Schwartz decidiu relançar os heróis dos anos 1940, dando um reboot na cronologia e modernizando esses personagens, utilizando mais ficção científica e menos magia. E ele decidiu que isso seria feito inicialmente em uma revista recém-lançada pela DC chamada Showcase. Esta revista trouxe, em seus três primeiros números, histórias de bombeiros, índios e caçadores marinhos. Mas no número 4 ela assumiria uma postura completamente diferente, inaugurando a Era de Prata ao trazer uma nova roupagem a um antigo personagem superveloz conhecido como O Flash!

O mistério do relâmpago humano

Roteiro: Robert Kanigher
Desenhos: Carmine Infantino
Arte-final: Joe Kubert
Editor original: Julius Schwartz
Publicação original: Showcase #4 (outubro de 1956)
Publicação nacional: Origem dos Heróis (3ª Série) #1 (março/abril de 1975 – editora Ebal) e Coleção DC 75 Anos #2 (dezembro de 2010 – Panini Comics)

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A história começa com dois militares identificando um objeto que está se movendo muito rápido, mas não pelo ar, e sim pelo solo. Em 1956, os atritos da Guerra Fria estavam em ritmo de escalada, e todos estavam com medo de que alguém lançasse um míssil e começasse a Terceira Guerra Mundial. Por isso, é justo que a história comece exatamente desse jeito, removendo o Flash dos inocentes anos 1940 e introduzindo-o na tensão dos anos 1950.

Em seguida, a história volta um pouco no tempo pra contar a origem deste segundo Flash. Em meio a uma tempestade de raios em Central City (e não mais Keystone City, que era a cidade de Jay Garrick), um cientista da polícia está lendo quadrinhos e tomando leite em seu laboratório. A revista que Barry Allen está lendo? Flash Comics, estrelando Jay Garrick como o Flash! Neste universo rebootado dos anos 1950, os personagens do passado da DC nunca existiram, eles eram apenas histórias inventadas, e Barry era fascinado pela habilidade daquele personagem fictício. Devemos lembrar também que, por causa do Código de Ética, os quadrinhos eram voltados para crianças, e os personagens precisavam ser exemplos para elas. Por isso Barry toma leite e lê quadrinhos (leitura infantil na época). E talvez seja por isso também que ele está se divertindo em seu laboratório, ao invés de trabalhar!

FdA-010_texto-4Quando Barry termina de ler sua revista, ele vai arrumar sua estante de frascos, que contém todos os químicos conhecidos pela ciência. Nisso, um raio entra pela janela, atingindo ele e alguns dos frascos. Surpreendentemente, depois de algum tempo Barry se levanta do chão como se nada tivesse acontecido, coloca o seu casaco e chapéu e decide pegar um taxi para ir pra casa. Mas o taxi passa direto e, quando ele decide correr atrás para alcança-lo, ele acaba ultrapassando o carro ainda em movimento! Sem entender direito o que aconteceu, Barry decide parar para comer em uma lanchonete tipicamente americana (aquelas que parecem um corredor, com uma bancada de um lado e mesas do outro). Lá, uma garçonete desastrada derruba uma bandeja cheia na direção de Barry, mas ele instintivamente ativa seus super-reflexos recém adquiridos e vê tudo caindo em câmera lenta. Assim, ele pega toda a comida no ar e devolve para a bandeja de uma surpreendida garçonete, que se recusa a acreditar no que acabou de ver. Deduzindo que o raio e os químicos devem ter afetado o seu corpo de alguma maneira, Barry decide ir pra casa e descansar.

Ao acordar na manhã seguinte, Barry Allen começa a acreditar que tudo não passou de interpretações equivocadas do que realmente aconteceu. Obviamente, ele só ultrapassou o taxi porque este parou, e a bandeja não deve ter virado completamente, apenas inclinado, e ele a segurou antes que ela virasse. Sim, obviamente foi isso que aconteceu, seria ridículo qualquer coisa além disso.

Naquele mesmo dia, depois do trabalho, Barry foi encontrar sua namorada, Íris West, chegando mais uma vez atrasado ao encontro, o que leva Íris a questionar o porquê dele ser sempre tão lento (o que viria a se tornar uma das características inseparáveis do personagem). Mas de repente os super-reflexos de Barry se ativam novamente, e ele vê uma bala se aproximando lentamente da cabeça de Íris. Rapidamente, ele a empurra para fora da linha de tiro, e um policial aparece dizendo que a bala foi disparada pelo Tartaruga, o criminoso conhecido como o homem mais lento do mundo!

FdA-010_texto-5Depois dessa terceira experiência, Barry não teve mais dúvidas: o raio e os químicos alteraram sua estrutura molecular, transformando-o no homem mais rápido do mundo. Sentindo-se compelido a usar sua velocidade para ajudar as pessoas, o Flash dos quadrinhos lhe deu a ideia de assumir uma identidade heroica mascarada, criando um uniforme inspirado no de Jay Garrick, mas completamente vermelho, o qual ele encolhe através de uma solução química para caber dentro de um anel. Assim, Barry liga seu rádio na frequência policial e, quando o alarme do banco central dispara, ele finalmente o utiliza pela primeira vez, usando todo o seu poder para prender o Tartaruga. Após a prisão, ele dá entrevistas aos repórteres presentes e divulga o nome pelo qual ele será conhecido daqui pra frente: Flash.

Nessa primeira história, Robert Kanigher e Carmine Infantino conseguiram não apenas revitalizar um personagem antigo, mas evoluí-lo. Já nessa primeira história, eles mostram que o Flash não apenas corre muito rápido, mas que ele corre tão rápido que quebra a barreira do som, que pode usar seus poderes para superar a gravidade, correndo pelas laterais dos prédios e até por cima da água, e que pode correr em círculos para gerar redemoinhos. Ao fazer isso e ainda homenagear o passado, eles conseguem revitalizar o personagem, tornando-o um dos símbolos da reformulação heroica da DC Comics na época.

A escolha do vilão para esta primeira história também é interessante, pois o Tartaruga foi um vilão do primeiro Flash, criado em 1946, e assim como Barry era uma reinterpretação de Jay, este novo Tartaruga foi uma reinterpretação do antigo. Suas habilidades (ele não tem poderes) possibilitam a melhor exploração dos poderes do Flash, pois ele é basicamente um estrategista, e não um lutador, o que força Barry a encontrar outras maneiras de lidar com ele.

O homem que quebrou a barreira do tempo

Roteiro: John Broome
Desenhos: Carmine Infantino
Arte-final: Joe Kubert
Editor original: Julius Schwartz
Publicação original: Showcase #4 (outubro de 1956)

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A segunda história do segundo Flash, ainda em Showcase #4, mas agora escrita por John Broome, continua a evolução do personagem, levando seus poderes a um patamar ainda mais alto. Aumentando ainda mais a carga de ficção científica, Broome introduz a viagem temporal nas histórias do Flash.

Mazdan era um criminoso do futuro, que foi condenado ao exílio na Terra desolada do século 50. Mas, ao invés da cápsula do tempo ir para o futuro, algum defeito fez com que ela fosse para o passado, e o levasse até o presente (de 1956). Usando um bastão magnético, ele roubou vários objetos que precisaria para fazer a cápsula do tempo voltar para o futuro, mas faltava o último ingrediente: ouro. É assim que o Flash vai atrás dele para prendê-lo.

FdA-010_texto-7O futuro de Mazdan, apesar de não ser especificado a qual ano pertence, é provavelmente inspirado pela ficção científica da época, em especial pelos quadrinhos de ficção científica que vieram antes, como Flash Gordon e Buck Rogers. Aqui é introduzido na Era de Prata o conceito de que o Flash pode correr tão rápido a ponto de quebrar a barreira do tempo, que na história é uma barreira literal, que o velocista precisa se esforçar sobremaneira para conseguir avançar.

Por essas duas primeiras histórias, podemos ver que os roteiristas estavam preocupados não apenas em trazer de volta o personagem, mas inseri-lo no contexto da época, tornando-o interessante para as pessoas daquela época. Por isso a exploração dos poderes de outras maneiras, além de apenas correr muito rápido. Apesar de Jay Garrick ter feito coisas similares no passado, chegando inclusive a viajar no tempo em uma ou outra história, a proposta com Barry era ir além da simples estética heroica, dando às suas histórias um tom muito maior de ficção científica. Isso pode ser visto inclusive na sua identidade secreta: um cientista.

Inclusive, nesta mesma edição de Showcase são apresentadas três páginas adicionais: uma sobre a corrida como esporte, uma sobre os animais mais rápidos do mundo e outra explicando a teoria física por trás da velocidade. E essas curiosidades continuariam nos próximos números da revista. Dizem que a Marvel inaugurou as histórias com base mais científicas nos quadrinhos de heróis, mas na verdade os da DC fizeram isso quase dez anos antes!

Roteiro: Robert Kanigher (primeira história) e John Broome (segunda história)
Desenhos: Carmine Infantino
Arte-final: Frank Giacoia
Editor original: Julius Schwartz
Publicação original: Showcase #8 (junho de 1957)
Publicação nacional: As Origens Secretas: Supervilões (1977 – editora Ebal) – apenas a segunda história

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Oito meses depois de sua primeira aparição, o Flash volta a ser destaque da Showcase em seu número 8, com mais duas histórias. Na primeira, “O mistério da caixa vazia”, o Flash tenta capturar três irmãos que se passam pelo mesmo vilão. Eles deixam uma caixa gigantesca no meio de Central City que a polícia abre e descobre que existe outra caixa dentro dela, e mais outra dentro da segunda. Enquanto isso, os três cometem crimes pela cidade.

FdA-010_texto-9A história é bem construída e a surpresa do vilão serem na verdade três, assim como as caixas, é bem apresentada. É a primeira vez também em que é dito que Íris é uma repórter (do Picture News). A questão científica também é tratada aqui, com o Flash descarregando a roupa eletrificada do vilão com moedas de prata, mas ele ainda não utiliza seu poder para atravessar objetos sólidos. Em um momento, quando o Flash precisa atravessar uma porta, ele vibra sua mão pelo buraco da fechadura, aumentando o buraco até ele conseguir passar.

Na segunda história, “O homem mais frio da Terra”, somos apresentados pela primeira vez àquele que veio a se tornar um dos vilões mais clássicos do Flash: o Capitão Frio.

Len Snart era um bandido que pretendia derrotar o Flash. Ele leu um artigo científico sobre o velocista, que dizia que um cíclotron poderia interferir nos seus poderes. Assim, Snart expôs uma arma a um cíclotron, mas ele cometeu algum erro, e a arma ganhou a habilidade de disparar rajadas congelantes. Assumindo o nome de Capitão Frio, ele enfrentou o Flash uma primeira vez, e só conseguiu fugir ao congelar o piso, impedindo o Flash de correr, pois o velocista vibrou seu corpo para impedir que a rajada congelante o afetasse. Buscando melhorar a eficiência de sua arma, Len Snart adicionou hélio líquido a ela, conseguindo atingir o zero absoluto e provocando miragens por causa do frio intenso. Ele usa isso contra o Flash, mas acaba sendo capturado pelo velocista.

FdA-010_texto-10Essa origem do Capitão Frio chega a ser um pouco incoerente: um cara que buscava um tipo de poder para derrotar o Flash acaba conseguindo outro, e tenta melhorar este outro poder fazendo-o provocar um efeito de ilusão. Não é uma origem muito inspirada, tanto que futuramente esse efeito de ilusão vai ser completamente esquecido, mas o personagem acabou caindo nas graças do público, talvez pelo seu visual extravagante. O mais interessante é a motivação de Len Snart, de derrotar o Flash, e não de cometer crimes. Na verdade, ele queria primeiro derrotar o Flash, para depois poder cometer seus crimes em paz.

Esta história também possui uma utilização nova dos poderes do Flash, permitindo que ele salte de um prédio em um quarteirão para outro prédio em outro quarteirão, por causa da velocidade em que ele estava. Mas isso acaba contradizendo a história anterior da mesma revista, onde o Flash, em uma situação parecida, precisou atravessar de um prédio para outro sobre uma corda colocada lá estrategicamente pelo vilão.

Roteiro: Robert Kanigher (primeira história) e John Broome (segunda história)
Desenhos: Carmine Infantino
Arte-final: Joe Giella (primeira história) e Frank Giacoia (segunda história)
Editor original: Julius Schwartz
Publicação original: Showcase #13 (abril de 1958)

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FdA-010_texto-12Mais um ano se passou e o Flash voltou a aparecer na Showcase em 1958 em mais duas histórias. Nessa edição de Showcase foi também onde começaram a ser publicados os “Fatos Flash”, uma série de curiosidades sobre a velocidade.

Em “Volta ao mundo em 80 minutos”, Barry ajusta seu receptor para captar chamadas de emergência em qualquer lugar do mundo. Isso faz com que ele corra de Central City para Paris, daí para o Egito, daí para o Monte Everest e daí para o Oceano Pacífico ajudando quem precisa, e conseguindo finalmente chegar no horário certo para um encontro com Íris.

Essa história é bem simplista, mas divertida, se desconsiderarmos o fato de que todos no mundo falam inglês e que o Flash reconstruiu uma pirâmide do Egito. Também foi a primeira vez que Barry usou seus poderes para criar um colchão de ar para amortecer uma queda.

FdA-010_texto-13Na segunda história, “Mestre dos elementos”, é onde ocorre a primeira aparição do Dr. Alquimia, na época conhecido como Sr. Elemento. Ele era fascinado pelos elementos químicos desde criança, e quando começou a se envolver com o crime percebeu que ele só obteria sucesso se derrotasse o Flash, um pensamento bastante similar ao do Capitão Frio na origem da edição anterior. Mas aqui ele decidiu fazer isso através dos elementos, pois para ele os elementos continham as respostas para todas as coisas.

Ele usa ouro esticado até ficar praticamente invisível, vanádio para impedir que o Flash atravesse a parede (apesar dele ainda não ter demonstrado este poder antes, curiosamente), sódio explosivo e magnésio cegante, entre outros elementos, para derrotar o Flash, conseguindo enviá-lo literalmente para o espaço. Usando uma explicação física muito louca, Barry consegue sobreviver ao espaço e voltar para a Terra, prendendo o Sr. Elemento.

Percebe-se que John Broome precisou fazer uma boa pesquisa sobre elementos para criar essa história, mas no final parece que ela serviu apenas para apresentar todos esses conceitos pesquisados, sem realmente criar uma trama interessante. Pelo menos serviu para conceber este importante vilão do Flash.

Roteiro: Robert Kanigher (primeira história) e John Broome (segunda história)
Desenhos: Carmine Infantino
Arte-final: Frank Giacoia
Editor original: Julius Schwartz
Publicação original: Showcase #14 (junho de 1958)

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FdA-010_texto-15Surpreendentemente, na próxima edição de Showcase o Flash já está de volta, sem precisar ficar mais um ano de fora, e novamente com duas histórias. Na primeira, “Gigantes do mundo temporal“, o Flash recebe mais uma carga forte de ficção científica, usando sua velocidade para viajar para um mundo pertencente à quarta dimensão, ou seja, ao próprio tempo em si, a fim de salvar Íris. Lá, os habitantes são afetados pelos ciclos temporais, que duram apenas uma hora. A cada ciclo, seus corpos aumentam ou diminuem de tamanho, tornando-se do tamanho de insetos ou grandes como gigantes.

E na segunda história, “O homem que transformou a Terra“, vemos o retorno do Sr. Elemento, apresentado na última edição, mas dessa vez assumindo a identidade com que ele ficaria conhecido daqui pra frente: Dr. Alquimia. Talvez o roteirista tenha gostado do personagem, mas ficou cansado de pesquisar curiosidades químicas, e resolveu simplificar a coisa fazendo-o encontrar a pedra filosofal. Sim, a lendária pedra que teria o poder de transformar um elemento em outro estava de posse do colega de cela do (até então) Sr. Elemento após ele ter sido preso pelo Flash. Assim que conseguiu fugir, ele roubou a pedra da casa de seu colega e assumiu a nova identidade. A troca foi proveitosa, pois esta história é bem mais divertida que a anterior, apesar de ser um pouco estúpido uma pessoa roubar um banco se ele tem o poder de transformar qualquer coisa em ouro…

Conclusões

FdA-010_texto-16O interessante de se notar nessas oito histórias iniciais é a diferença entre as escritas por Robert Kaningher e as escritas por John Broome. Kaningher trabalha com histórias mais focadas na aventura e nos desafios que o Flash precisa enfrentar, enquanto Broome se preocupa mais em criar vilões icônicos, muitas vezes dando mais atenção a eles do que ao personagem principal. Como era sempre publicada uma história de cada por edição, o leitor acaba conseguindo um bom equilíbrio e uma boa diversidade nas histórias. E ainda somos apresentados a dois vilões bastante importantes para a mitologia do personagem: Capitão Frio e Dr.Alquimia.

A construção do personagem nesses primórdios não é muito aprofundada, como a maioria dos heróis nessa época, aliás. Barry Allen é mostrado apenas como sendo um cientista da polícia, mas o seu trabalho não chega a ser explorado em nenhum momento. Sua única característica marcante é sempre chegar atrasado nos encontros com sua namorada. Mas isso é justificável, afinal eles tinham apenas 12 páginas para contar uma aventura inteira, que obrigatoriamente precisava ter o Flash lutando contra algum bandido.

Estas quatro edições de Showcase foram as únicas aparições do Flash na revista, pois logo em seguida ele ganhou sua própria série mensal, continuando a numeração em que tinha parado a revista que estrelava Jay Garrick na Era de Ouro. Mais isso é assunto para uma futura coluna.

Até o mês que vem e continuem correndo!

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Flash é o homem mais rápido do mundo e o primeiro velocista dos quadrinhos. Assim como outros heróis da DC Comics ele tem um grande legado e teve várias identidades através dos anos, sendo que o primeiro deles foi Jay Garrick, batizado de Joel Ciclone no Brasil. Na Era de Prata veio Barry Allen, com o uniforme todo vermelho que passamos a conhecer, tendo sacrificado-se na Crise nas Infinitas Terras e passando sua identidade ao sobrinho Wally West, que ganhou sua própria revista tendo durado por cerca de 20 anos. Bart Allen, ex-Impulso, chegou a ser o Flash por pouco tempo, mas morreu e voltou como Kid Flash. Barry também está de volta e é o novo Flash do UDC em sua nova cronologia.

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