Hi-5: Um Bate-Papo com Ivan Costa

Nesta sexta-feira o Terra Zero tem o prazer de conversar mais uma vez com o grande Ivan Costa. O fã de quadrinhos que mais faz pelo bem da indústria com suas exposições e divulgações de material em redes sociais, Ivan é publicitário e curador do do FIQ, o mais importante evento de quadrinhos do país.

Foto por Arthur Fujii / Veja SP
Foto por Arthur Fujii / Veja SP

Confiram na entrevista abaixo como Ivan chegou ao ponto de se tornar uma grande referência para a indústria como um todo com suas exposições no FIQ, a constante divulgação de suas aquisições artísticas e, claro, como ele bolou seu mais recente projeto: o livro Ícones dos Quadrinhos, que está no Catarse neste momento!

Nome Completo: Ivan Freitas da Costa
Idade: 41
Profissão: Publicitário
Por que quadrinhos?
Leio quadrinhos desde criança e, com o tempo, essa relação foi evoluindo a ponto de hoje ter encontrado um papel nessa indústria, através da organização de eventos e outras atividades com as quais estou envolvido. Sinceramente não consigo ver os quadrinhos como uma parte da minha vida, pois não me recordo de algum momento em que eles não estiveram presentes.

1) Ivan, conversamos pela última vez em 2011, no último dia do VII Festival Internacional em Belo Horizonte. Naquele evento sua exposição foi relacionada à criação de quadrinhos, e desta vez você vai mais longe com a exposição “Ícones”. Fale um pouco sobre ela e qual foi fagulha que lhe fez pensar numa mostra como essa.
Ivan Costa: A ideia para uma exposição inédita sempre surge durante ou logo após o FIQ. É quando estou finalmente concluindo um trabalho realizado ao longo de dois anos (o FIQ é bienal), quando vejo a receptividade do público, que reflito sobre a jornada para chegar até ali e já começo a me preocupar com a próxima exposição e com a (grande) responsabilidade de fazer algo ainda melhor. O projeto “Ícones” começou em Dezembro de 2011, quando fui elaborando e discutindo o conceito com artistas próximos que, de imediato, escolheram seus personagens preferidos para sua participação na exposição. Inicialmente, seriam 50 personagens, mas esse número rapidamente evolui para 70 e, em seguida, para 100 personagens, em função da adesão de vários artistas que se animaram como o projeto.

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2) Você acredita que este tipo de atração relacionada a quadrinhos é uma forma diferenciada de chamar a atenção de pessoas que ainda não foram encantadas pela versatilidade da mídia?
IC: Exposições dessa natureza são uma forma de acessar a memória do público. É muito comum ouvir as pessoas dizerem a frase “Eu me lembro desse personagem!” durante as exposições. Isso serviu de inspiração para o projeto “Ícones”, pois os artistas puderam escolher o personagem com o qual mais se identificam e também escreveram um texto sobre essa relação, resgatando lembranças de infância, a relação com familiares já ausentes e outras memórias. Esse texto também estará na exposição e o vínculo emocional personagem-público agora também conta com a participação dos artistas convidados.

3) Você faz parte da Comic Art Fans, uma rede social para colecionadores de páginas e outros artigos originais relacionados a histórias em quadrinhos. Como é participar desta comunidade e que tipo de benefício ela lhe traz, além de colecionador, mas também como curador de exposições?
IC: O Comic Art Fans permite o contato entre essa comunidade de colecionadores e também o acesso a itens únicos que, eventualmente, preciso para a exposições. Comprei originais de outros membros do CAF para atender a necessidades da minha exposição “Criando Quadrinhos” (FIQ 2011), por exemplo.

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4) No momento em que fazemos esta entrevista você está com um projeto no Catarse para lançar um livro muito especial que complementa a exposição chamado “Ícones dos Quadrinhos”. Como surgiu a ideia de lançá-lo e quais desafios você enfrentou para fazer este projeto se tornar realidade?
IC: O livro é um pedido dos fãs desde a exposição “Batman 70 Anos”, uma ampla e detalhada revisão da evolução do personagem contada através de itens originais e raros, montada para o FIQ 2007 e pela qual ganhei meu primeiro Troféu HQMix. O livro “Ícones” cumprirá alguns objetivos: registrar a exposição, ser um portfolio de artistas brasileiros e apresentar esses artistas ao público em geral mas também a editores nacionais e estrangeiros, daí a preocupação em fazer o livro bilíngue.

Exposição Criando Quadrinhos - Foto por Nathália Turcheti
Exposição Criando Quadrinhos – Foto por Nathália Turcheti

5) Pra finalizar, Ivan, o que os leitores podem esperar da exposição “Ícones” em Belo Horizonte?
IC: Eles podem esperar uma viagem a diferentes universos ficcionais e às suas próprias memórias, através de artes criadas exclusivamente para esta exposição e de itens clássicos desses ícones dos quadrinhos.

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