[HQView] Grandes Astros Superman da Panini Comics

“História definitiva”. “A melhor história de super-heróis já escrita”. “A melhor história do Superman já feita”. A quantidade de adjetivos dados a Grandes Astros Superman é tão infinita quanto as possíveis interpretações do conto que está, sem dúvida, entre os 5 melhores lançamentos da Panini Comics neste ano. Escrita por Grant Morrison e desenhado por Frank Quitely, esta história do Homem de Aço tornou-se uma das mais premiadas HQs dos últimos anos nos EUA, alcançando status de lendária logo após seu lançamento. Por que ela é tão importante assim?

Ficha Técnica (Publicado em):
Roteiro: Grant Morrison
Arte: Frank Quitely
Arte-Final e Cores: Jamie Grant
Panini Comics
308 Páginas
Nome Original: All Star Superman
Lançamento Original: 2005/2008
R$ 79,90

Sinopse: Setenta anos após ser criado e apresentado ao planeta por Joe Shuster e Jerry Siegel, Superman ganhou, em meados da década passada, uma reinterpretação surpreendente que chocou completa e positivamente o mundo das HQ’s e redefiniu todos os limites de um personagem icônico, que acreditava-se ser inalterável. Por cortesia da genial e excêntrica mente do roteirista Grant Morisson e do traço incomparável do desenhista Frank Quitely, o Homem de Aço (e seus milhares de fãs) foram presenteados com uma obra-prima sem precedentes.

Grant Morrison acabou obcecado com a ideia de criar sua magnum opus em homenagem a quem ele mesmo definiu como “o melhor super-herói de todos os tempos” em 2002, ainda quando escrevia Novos X-Men para a Marvel. Após receber uma ligação de Dan DiDio convidando-lhe para um projeto envolvendo o personagem com Jim Lee nos desenhos, mas sendo obrigado a recusar por problemas de agenda, o autor foi lapidando aos poucos e muito calmamente o que faria com o Superman. Tendo em sua memória muitas das ideias abandonadas de Superman Now [Nota: saiba mais sobre este projeto aqui], Morrison bolou um conto definitivo para o personagem, vendo a primeira edição desta nova obra ser publicada em 2005.

O leitor perceberá que Morrison e Quitely reuniram 70 anos de cronologia do Superman numa história coerente, insana, divertida e emocionante. Brincando com a capacidade de inspirar o bem no coração das pessoas, os autores (acompanhados do nanquim limpíssimo e das cores digitais do grande Jamie Grant) fazem o Superman explorar os limites mais absurdos de seus poderes, assim também como lhe colocam para passar as mais simples e positivas mensagens às pessoas comuns.

Temas como vida, morte, família, amor, fraternidade, otimismo, legado, bondade, honestidade e uma série de outros valores e emoções são tocados profundamente ao longo da jornada final do maior ícone pop super-heroico que os quadrinhos já produziram, com Morrison escrevendo o Superman como sempre quis: sem amarras cronológicas e com liberdade editorial.

Mais do que entregar uma versão pujante e definitiva do Homem de Aço, Morrison também recria seus coadjuvantes mais queridos para encaixarem-se dentro da proposta, tornando tudo muito unificado. Ninguém está ali à toa; cada personagem, de Lois Lane a Lex Luthor, são tocados pelo Superman da mesma forma que o tocam, provocando uma troca de experiências e emoções que só pode ser comparada a uma boa vida cheia de amigos no mundo real – o Superman tem a sensação do dever cumprido, o que todo homem merece ter ao chegar no fim de sua vida.

Além de entregar personagens queridos em formas perfeitas, o escritor ainda mistura todas estas caracterizações em panos de fundo de puro divertimento, com a cara da Era de Prata. Há ficção científica absurdista, invasões alienígenas, poções e elixires milagrosos, clones, robôs, e uma estética que mescla o retrô com um futuro colorido e iluminado pela inspiração do super-homem.

Filosoficamente, Morrison ainda brinca com conceitos mais profundos; na edição em que o Superman recria a vida num novo planeta – que simboliza o “mundo real”, mostrando o autor quebrando o quarto muro de um jeito inusitado – ele trás à tona o übermensch de Friedrich Nietzsche, mostrando o próprio autor escrevendo sobre isso, culminando a edição numa página em que Joe Shuster cria o visual de seu novo personagem. Ele é “deus”; criou o planeta e a vida, observou sua criação antes de partir para o descanso e é transformado num símbolo de veneração.

Obviamente o que foi dito acima mal atinge a superfície do significado que Grandes Astros Superman tem. Para uma análise um pouco mais profunda da história (recomendada apenas a quem já leu, é claro), vale uma ouvida no Comicpod feito sobre ela.

Editorialmente o relançamento é simplesmente lindo. Publicada quando a língua portuguesa ainda passava por seus mais acentos acertos, a minissérie original foi colecionada agora com as devidas correções pedidas pelo novo acordo ortográfico. Mais que isso, os extras finais dão um gostinho especial para o leitor, pois todo o conteúdo é escrito pelo próprio Morrison. Estão lá suas primeiras ideias, seus rascunhos (pra quem não sabe, Morrison também desenha) e as motivações que o levaram a escolha de determinados personagens que passam por toda a trama.

O acabamento de luxo dado ao volume é fundamental para exemplificar, de forma física, a importância que esta história tem para a longa vida do maior super-herói de todos os tempos. Ela precisa estar na estante de cada leitor, afinal é a melhor. De longe.

Nota: 10/10

Superman foi o primeiro super-herói dos quadrinhos e hoje é considerado um símbolo da cultura americana. O herói foi criado em 1938 pelos judeus Joe Shuster e Jerry Siegel, mas tem uma origem messiânica e cristã: Kal-El, o último filho do moribundo planeta Krypton, foi enviado à Terra por seu pai Jor-El para ser o único sobrevivente de seu povo. Na Terra ele foi criado por um maravilhoso casal de fazendeiros, Jonathan e Martha Kent, recebendo o nome de Clark Kent. Hoje um repórter renomado no Planeta Diário, ele também age como Superman graças aos incríveis poderes que possui sob a radiação do sol amarelo. Inspirador, o Superman é o maior símbolo heroico da DC Comics, dentro e fora do universo fictício.

  • ogrodafloresta

    Já pedi pro Papai Noel.

  • S

    A minha foi garantida e está bem guardadinha! =)

  • Ivan Leal

    Fiz questão de ter a edição Absolute lançada nos EUA, mas essa aí também está ótima para quem quiser adquirir essa obra-prima dos quadrinhos…

  • Krulll

    Por muitos anos (uns 3) eu achei que o supremo de Alan Moore fosse a maior história jamais contada do super homem e que nenhum conto oficial do escoteiro iria chegar próximo disso, ate que um certo dia compre a edição 1 de grandes astros sem nem ao menos folhear, e apartir de então tenho all star superman em um continho muito especial do meu coração.

  • T’Charr®

    Vou na contramão, não curti a história. A arte do Quitely me faz ficar com enjoo. É muito feia.
    Sem contar outras “zibarrices”.
    Sério, obra definitiva do Super-Homem é “O Reino do Amanhã”.

  • Blaz

    Só uma dica pra quem assim como eu está de olho nesse encardenado. Na saraiva já abaixou o preço, tá 63 reais.

  • Rodinely

    Tá R$ 63,00 , mas ainda dá pra baixar o preço. Antes de comprarem no site da Saraiva, vão no Bondfaro ou Buscapé e digitem “Grandes Astros Superman” procurem o link da Saraiva e cliquem nele que o preço cai para 56 reais. Fora que ainda dá pra usar cupons de desconto.

  • S

    @T’Charr®

    O Reino do Amanhã não é uma história só do Superman, não tem como comparar com Grandes Astros, onde ele é único.
    E a arte do Quitley é estranha, mas da pra acostumar sem ser chato…

  • Krulll

    Tem quem goste de allstar superman, tem quem goste de spawn

  • Tenho a minissérie, mas n pude deixar de comprar essa versão. Quando tiver dinheiro, vou atrás da absolute americana também. Minha história favorita do meu personagem favorito…
    E eu acho sim que dá pra considerar o Reino do Amanhã como história do Superman… grande parte do arco da história é dele e eu considero também uma das histórias supremas do personagem. Também ta merecendo um relançamento de luxo…

  • Tem uma versão mais, digamos, GRANTMORRISONIANA, do próprio Grant Morrison, para o “processo conceptivo” da série: http://www.newfrontiersnerd.com.br/2012/10/memoria-12-grant-morrison-e-grandes.html

  • Vohuman

    Caraaaa, já garanti a minha! Espero que a Panini Comics esteja planejando uma edição de luxo de Reino do Amanhã também. Ano que vem tem o Homem de Aço no cinema e é o momento de os fãs se esbaldarem com bons lançamentos do personagem.

  • T’Charr®

    S
    Discordo novamente. Há muitos personagens em “O Reino do Amanhã”, alguns até mais do que coadjuvantes.
    Mas a obra trata sobre o ícone do Super-Homem, tudo o que ele significa. Tudo o que ele acredita. Tudo que se subverteu e antagonizou ao herói. Mostra seu auge, sua declinação, sua decadência e, quando se tornaria seu fim, mostra seu renascimento.
    Muitas histórias, muitos acontecimentos marcantes… Mas tudo em torno do significado de ser do Super-Homem!

  • T’Charr®

    Mas se é pra falar de uma história apenas com o Super-Homem, e que julgo melhor que All-Star, menciono a batalha contra a Elite (com poucas ressalvas quanto à arte).

  • @T’Charr® Falou bem , So arco contra a elite e todas as suas consequências são realmente boas leituras, embora não tenho certeza de qual na minha opnião seja melhor, mas ambas foram criadas para ir contra padrões

  • Na Liga Hq esgotou ainda na Pré venda… Mas encontrei em outro lugar até mais barato :)