[HQview] Ponto de Ignição nº 5 da Panini Comics

É chegado o fim! Ponto de Ignição #5 encerra em definitivo o Universo DC pós-Crise com a batalha final entre Aquaman e Mulher Maravilha e a manipulação da realidade unindo três linhas temporais diferentes!

O confronto final que irá definir o destino de todo o Universo DC enfim está prestes a ocorrer. Flash contra Professor Zoom! E dos escombros de tal batalha uma nova realidade surgirá!
Panini Comics
68 páginas
Papel LWC
R$ 5,90

Ponto de Ignição – Capítulo 4 de 5

Roteiro: Geoff Johns
Desenhos: Adam Kubert
Arte-final: Jesse Delperdang
Cores: Alex Sinclair
(Flashpoint 4 – Outubro/2011)

Capa de Flashpoint #4

A Mulher Elemental salva Flash, Batman e Cyborg das tropas de seguranças do complexo onde estava o Superman e se oferece para ajudar a acabar com a guerra entre Aquaman e Mulher Maravilha. Mas eles ainda são muito poucos, portanto os quatro partem para Fawcett City, a fim de recrutar o Capitão Trovão. Só que antes eles precisam convencer as seis crianças (e o tigre) que possuem o poder de invocar o herói.

Depois de todos serem convencidos e de alguns espasmos do Flash (que está perdendo suas memórias), eles vão para Nova Themyscira (anteriormente conhecida como Reino Unido). Lá, eles fazem o possível para parar a batalha que já está rolando, mas Magia, uma nova aliada, prova-se uma traidora ao destransformar o Capitão Trovão, expondo as seis crianças e fazendo com que Billy Batson seja morto pela Mulher Maravilha.

Capa alternativa de Flashpoint #4

Ponto de Ignição – Capítulo 5 de 5

Roteiro: Geoff Johns
Desenhos: Adam Kubert
Arte-final: Sandra Hope e Jesse Delperdang
Cores: Alex Sinclair
(Flashpoint 5 – Outubro/2011)

No meio da batalha, o Flash Reverso (Eobard Thawne) aparece e revela que o responsável por criar aquele mundo distorcido na verdade não foi ele, mas sim o próprio Barry Allen. Quando Barry voltou no tempo e salvou a vida da sua mãe (que estava prestes a ser morta por Thawne), ele danificou a linha temporal e criou o mundo de Ponto de Ignição. Com isso, o Flash Reverso tornou-se uma anomalia temporal, pois o seu futuro foi apagado. Portanto, ele agora está livre para fazer o que nunca pôde: matar o Flash sem alterar o seu futuro. Mas Thawne é impedido pelo Batman, que crava uma espada em seu coração, matando-o instantaneamente.

Capa de Flashpoint #5

Mesmo assim, os heróis ainda estavam sendo superados em muito pelos atlântes e amazonas. Mas a maré da batalha muda com a chegada da Resistência e principalmente do Superman. Deixando todos pra trás, o Flash, convencido pelo Batman, vai até a casa da sua mãe. Ele explica pra ela que o único jeito de desfazer toda essa bagunça é voltando no tempo e impedindo a si mesmo de evitar que o Flash Reverso a mate. Ela aceita e convence Barry de que isso é a coisa certa a ser feita.

O Flash consegue impedir a danificação da linha temporal, mas durante o processo uma misteriosa mulher de roxo (que sabemos se tratar de Pandora) aparece e aproveita a manipulação da realidade para juntar duas outras linhas temporais com a linha temporal do Flash. Assim, sem querer, o Flash cria uma nova linha temporal, formada pela união dos universos DC, Vertigo e Wildstorm.

Barry Allen acorda nesta nova realidade e vai até a Batcaverna para encontrar Bruce, confirmando que a realidade voltou ao “normal”, e para entregar a ele uma carta de seu pai.

Análise

Capa alternativa de Flashpoint #5

E assim termina o Universo DC pós-Crise, de um jeito um tanto quanto aproveitador. A Pandora aparecendo em cima da hora pareceu muito jogado, uma coisa meio deus ex machina. Ora, se ela seria usada no final, deveria ter aparecido anteriormente, pra que não parecesse tão jogado assim. Talvez se ela tivesse sido mostrada espreitando nas sombras, como aconteceu nas primeiras edições do reboot, não teria ficado tão estranho.

A história se desenrolou bem nestas duas edições finais, principalmente na primeira. A inserção dos garotos Shazam e a aparição da Magia somente pra trair o grupo foram bem colocadas, quebrando (pelo menos momentaneamente) o desenvolvimento de história clichê que todos esperavam. Na segunda o clichê é retomado, com a chegada dos reforços, mas isso fica em segundo plano, dando mais destaque para o conflito entre o Flash e o Flash Reverso e a volta no tempo. Afinal, o conflito entre Aquaman e Mulher Maravilha era só o pano de fundo, pois a verdadeira história era a alteração da realidade, que acabou sendo mostrada como culpa do próprio Barry Allen.

E este é o ponto polêmico. Geoff Johns disse uma vez, no lançamento da nova revista mensal do Flash protagonizada por Barry Allen, que a encarnação anterior da revista, protagonizada por Wally West, não era sobre velocidade, mas sobre um homem tentando calçar as botas de outra pessoa. E concluiu dizendo que o seu Flash seria totalmente sobre velocidade. Mas o que estamos vendo desde “Rumo ao Ponto de Ignição” (Ponto de Ignição #1) não é sobre velocidade, mas sobre um homem completamente tomado pela dor, que esquece todas as suas experiências anteriores com viagem no tempo, todas as teorias estudadas e praticadas ao longo dos anos e comete um erro primário de alterar o passado. E, como se isso não fosse suficiente, quando ele vai finalmente corrigir este erro acaba cometendo outro ainda pior, permitindo ser usado para combinar três linhas temporais em uma só. No final das contas, Geoff Johns trouxe Barry Allen de volta apenas para transformá-lo em um idiota.

Nota: (8,0 + 7,0) / 2 = 7,5

A página dupla que mudou a história do Universo DC

Ponto de Ignição #5 é a última edição desta mini-série, e também é a melhor das cinco. A Panini fez bem em juntar os dois últimos capítulos, pois separá-los seria quebrar a sequência de ação final da história, o que prejudicaria a experiência do leitor. Como sobraram páginas, no final da edição foram publicados alguns designs de personagens feitos pelo desenhista da série, Andy Kubert, o que também é um ponto positivo pra editora.

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