[HQview] Ponto de Ignição nº 3 da Panini Comics

E continua a saga que vai mudar tudo o que conhecemos. Ponto de Ignição, em sua terceira edição, traz mais vislumbres do Universo DC alterado pelo Flash Reverso. Esse mês, temos o Exterminador dos Sete Mares, Aquaman assassino e Flash Frito! E ainda duas histórias complementares, uma do Kid Flash e outra focada no grande vilão da saga (não, não é o Geoff Johns!).

Em seu encontro com Batman, Barry Allen é confrontado com a realidade do novo mundo em que vive e toma a decisão de obter seus poderes de volta. Porém, o custo para isso pode ser mais alto do que ele pode suportar. Ponto de Ignição – Kid Flash Perdido: o jovem velocista Bart Allen, mais conhecido como Kid Flash, se descobre em uma situação crítica em um futuro devastado e controlado por um dos maiores inimigos da humanidade. Ponto de Ignição – Flash Reverso: conheça Eobard Thawne, o responsável por tudo de ruim que ocorreu na vida do Velocista Escarlate.
Panini Comics
68 páginas
Papel LWC
R$ 5,90

Ponto de Ignição – Capítulo 2 de 5

Roteiro: Geoff Johns
Desenhos: Adam Kubert
Arte-final: Sandra Hope
Cores: Alex Sinclair
(Flashpoint 2 – Agosto/2011)

O Exterminador, junto com seu bando de vilões fugitivos, navegam pelos oceanos atacando e pilhando outros navios. Mas os oceanos são os domínios de um raivoso Aquaman que, junto com seu irmão Orm, não podem deixá-los impunes, matando todos os tripulantes do navio.

Enquanto isso, em Londres, ou melhor, em Nova Themyscira, a Mulher Maravilha e suas amazonas capturam o invasor Steve Trevor. Através do Laço da Verdade, elas ficam sabendo que o Cyborg está reunindo meta-humanos para interferir em sua guerra contra o Aquaman.

Alheio a tudo isso, Barry Allen tenta se entender com o Batman, que ele descobre ser Thomas Wayne, e não Bruce, como ele esperava. A explicação é que, àquela noite no Beco do Crime, o bandido matou Marta e Bruce, ao invés de Marta e Thomas. Barry tenta explicar que ele não pertence àquela Terra, mas acaba descobrindo que não está em uma realidade alternativa, e sim na sua própria realidade que foi alterada. Incrivelmente, Thomas acredita na história de Barry e o ajuda a montar uma “cadeira elétrica” para simular o raio que o deu super-poderes.

Capa alternativa de Flashpoint #2

Esta segunda edição da história principal de Ponto de Ignição aproveita pra mostrar os dois lados da grande guerra que tomou a Terra. Por um lado, vemos a Mulher Maravilha dominando a Inglaterra e “reencontrando pela primeira vez” Steve Trevor. Este, como a maioria deve saber, foi o primeiro homem a pisar na ilha das amazonas, o que proporcionou a saída de Diana da ilha e sua estreia como Mulher Maravilha. Mas isso foi lá nos anos 1940, na primeira origem escrita pelo seu criador, o psicólogo William Moulton Marston. Aqui nada disso aconteceu, e este é o primeiro encontro entre os dois.

Por outro lado, também é mostrado rapidamente Aquaman, e sua nova personalidade implacável. Ele, juntamente com seu irmão Orm, não poupa ninguém no navio do Exterminador. Um fato interessante é Orm, também conhecido como Mestre dos Oceanos, estar atuando lado-a-lado com Aquaman, já que os dois sempre foram inimigos fora desta realidade. Orm e Arthur são filhos do mesmo pai, mas nunca se deram bem, com o Mestre dos Oceanos sempre querendo se apossar do reino de Arthur. Para saber maiores detalhes ouça o ComicPod #91, onde explicamos as origens dos dois.

A exploração maior do universo de Ponto de Ignição é interessante, ainda que simplista. Mas o pecado desta edição está mesmo na conversa entre Thomas e Barry, e em sua tentativa de recuperar os poderes. O início é muito bom, com o Batman quase matando o ex-Flash, mas depois as coisas começam a ficar forçadas demais. Thomas engole muito fácil a história aparentemente absurda de Barry, e a tentativa de simular a obtenção de seus poderes é risível. No passado, já foi explicado algumas vezes que, por mais que quisesse, Barry nunca foi capaz de reproduzir propositalmente o acidente que lhe deu poderes. Se ele não conseguiu em seu laboratório, como pode ter tido a mínima esperança de conseguir com produtos químicos improvisados e uma cadeira elétrica?

Kid Flash Perdido – Parte 1

Capa de Flashpoint: Kid Flash Lost #1

Roteiro: Sterling Gates
Desenhos: Oliver Nome
Arte-final: Trevor Scott
Cores: Brian Buccellato
(Flashpoint: Kid Flash Lost 1 – Agosto/2011)

O Kid Flash (Bart Allen) é extraído do fluxo cronológico e levado para o século XXXI. Lá, ele é aprisionado por Brainiac e salvo pela nova Perseguidora Implacável, que agora é Patty Spivot, a antiga colega de laboratório de Barry. Mas eles descobrem que precisam voltar no tempo, caso contrário certamente morrerão.

Esta história até que é divertida, mas ainda não deu pra entender sua relevância dentro da série principal. Também precisa ser explicado melhor o motivo de Bart estar sumindo, porque não faz o menor sentido isso ser causado pelos “efeitos do fluxo cronológico”, como ele diz.

Vale ainda mencionar o desenhista, sr. Oliver Nome, que faz até desenhos bonitos, mas que não desenha quase nenhum cenário, deixando os personagens completamente soltos nos quadros. E isso com certeza não é efeito do fluxo cronológico!

Flash Reverso: Minha Vingança

Capa de Flashpoint: Reverse Flash #1

Roteiro: Scott Kolins
Arte: Joel Gomez
Cores: Brian Buccellato
(Flashpoint: Reverse Flash 1 – Agosto/2011)

Esta história serve pra explorar melhor a motivação do Flash Reverso ao matar a mãe de Barry Allen, o que já havia sido dito na revista do Flash, mas que aqui é mais aprofundado. É mostrado desde a origem do Flash Reverso, passando por suas várias tentativas frustradas de matar Barry e Íris Allen, chegando até a descoberta de que, se ele não podia atingir seu inimigo diretamente, Thawne iria destruir tudo ao redor da sua vida. É assim que ele mata o garoto que seria o único amigo de Barry na escola e é assim que ele decide matar a mãe de Barry Allen.

Apesar de alguns pequenos deslizes, essa história é boa. Ela apresenta bem as motivações do principal vilão da saga e explica a origem do personagem pra quem não o conhece. O problema é que quem já conhece percebe algumas inconsistências dessa história com a origem do Zoom que já havia sido apresentada anteriormente. Uma referência interessante está nas últimas páginas. Thawne batendo na porta da casa da mãe do Barry é uma homenagem a uma das melhores histórias do Flash: O Retorno de Barry Allen, escrita pelo grande Mark Waid. Lá, o próprio Flash Reverso, pensando ser o Barry, bate na porta da casa de Wally West em uma cena bastante similar a esta.

Nota: (6,0 + 5,0 + 7,0) / 3 = 6,0

Ponto de Ignição #3 melhora um pouco o nível em relação à edição anterior, por apresentar melhor o pano de fundo da história, mas ainda possui muitas falhas. A edição ainda traz duas histórias complementares, sendo que a do Kid Flash acrescenta quase nada à trama, mas a história do Flash Reverso pode ajudar bastante os leitores que estiverem perdidos na narrativa, principalmente aqueles que não costumavam ler o material do Flash.

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