Superman – O Retorno: Analisando uma Obra Definitiva

Teaser poster de 2005
Teaser poster de 2005

Uma das melhores coisas das redes sociais é poder engajar grandes debates ou ações na rede, envolvendo pessoas ligadas ao assunto e coletando as mais diversas opiniões e atitudes em prol daquele assunto específico. Nesta última semana o Multiverso DC, mesmo sem ter este objetivo de fato, acabou por envolver fãs e leitores do site num debate sobre o filme Superman – O Retorno no Facebook e no Twitter. Neste debate as mais diversas opiniões e interpretações sobre o aspecto filosófico apresentado na obra (que é muito mais artística do que blockbuster) foram levantadas.

Como prometido, aqui está o artigo definitivo do site sobre o filme – e como combinado, as opiniões de todos que participaram estão presentes. É bom deixar claro antes que tudo comece que este texto não é um resumo da obra e nem contará muitos pontos do roteiro, mas sim analisará as escolhas do diretor e as mensagens que ele quis passar.

O Multiverso DC agradece a todos que participaram e transformaram a discussão numa das mais divertidas já promovidas pelo site – e convida, é claro, os que não participaram a comentarem neste artigo.

Índice:
1-) Superman – O Retorno (Antes do Filme)
2-) Relembrando Superman: Flyby
3-) Superman – O Retorno (Criação e Conceitos)
4-) A Ponte Perfeita
5-) Mitos e Interpretações
6-) Ciclo Divino e Evolução
7-) Mínimos Detalhes que Enriqueceram a Obra
8.) Iconografia e Homenagens Duvidáveis
9-) O Lado da Ação
10-) Orçamento e Cobranças Financeiras Descabidas
11-) Legado Eterno
12-) Papo no Facebook
13-) Papo no Twitter

Superman – O Retorno (Antes do filme)

Poster mostra Superman observando o planeta
Poster mostra Superman observando o planeta

Superman – O Retorno foi lançado em 2006, exatamente 19 anos após o lançamento do fiasco Superman IV: Em Busca da Paz, o último estrelado por Christopher Reeve no papel do Homem de Aço. Durante todo este intervalo de tempo a Warner Bros. tentou revitalizar o personagem nos cinemas, sempre fracassando. Ainda que tenha havido famosos projetos como a adaptação com Tim Burton na direção e Nicolas Cage no papel principal, nada decolou de fato, e o Superman ficou esquecido até 2003, quando o diretor Bryan Singer – fã mais que assumido do herói desde sua infância – aproveitou intervalos nas filmagens de X2 (segundo filme dos X-Men) para construiu uma ideia para o Homem de Aço.

Singer não queria começar uma nova história, mas sim aproveitar o que o diretor Richard Donner fizera com o clássico Superman – O Filme de 1978. Algumas coisas da sequência, Superman II – A Aventura Continua (1980), seriam utilizadas, tais como a relação mais íntima entre Superman e Lois – por outro lado, a revelação da identidade do herói, que acontecia no original de Donner e fora mudada na versão final de Richard Lester, acabou sendo removida. No aspecto dramático, Singer teria uma vantagem com isso, pois poderia trabalhar o romance deles de forma impossível e poética – um deus que veio do céu com uma humana mortal.

Apresentando para a ideia do “Superman voltando à Terra após cinco anos de ausência” para ninguém menos que o próprio Richard Donner e a sua esposa e produtora Lauren Shuler Donner (e produtora), Singer teve a bênção mais bem conquistada em sua carreira como diretor de cinema, faltando apenas contatar a Warner para chegar em algum acordo. Curiosamente o estúdio estava planejando um novo filme do herói para o novo milênio, o qual se chamaria Superman: Flyby. Com roteiros do já então famoso J.J. Abrams e direção de McG (na época mais conhecido por seu As Panteras, de 2000), o filme tinha ideias estapafúrdias demais e a WB acabou abandonando a ideia pouco tempo depois.

Relembrando Superman: Flyby

Ashton Kutcher quase foi Superman
Ashton Kutcher quase foi Superman

Flyby, aliás, foi um dos que mais chegou perto de tornar-se realidade, juntamente com Superman Lives, de Tim Burton. Em Flyby os espectadores veriam um Krypton tomado pela guerra civil entre Jor-El e seu corrupto irmão Kata-Zor. Jor-El acabaria indo para a prisão, onde cometeria suicídio, mas não sem mandar seu único filho para a Terra a fim de cumprir uma profecia. Ao chegar à fase adulta e cumprir a profecia tornando-se Superman, Kal-El acaba morto por quatro kryptonianos invasores e encontra seu pai no “Paraíso Kryptoniano”. De alguma forma ele viria a ressuscitar, voltando à Terra para acabar com os vilões.

Ainda antes do projeto ser abandonado, o diretor Brett Ratner foi escolhido para transformar este roteiro em filme e ele insistiu para que Jude Law fosse Superman, o que não aconteceu. Christopher Walken chegou a ser considerado para o papel de Perry White e Ratner tentou contactar Anthony Hopkins para ser Jor-El e Ralph Fiennes para Lex Luthor, mas nenhuma das duas propostas teve vida. O venerado ator Christopher Reeve foi contratado como consultor, o que deu brechas para que ele insistisse em Tom Welling (Smallville) para ser o protagonista, mas o diretor preferiu fazer testes com Ashton Kuthcer (que acabou desistindo para continuar seus trabalhos na série That 70s Show) e com o David Boreañaz (que também não foi adiante devido à série Angel). Ratner teria brigas feias com a produção, deixando o projeto e dando lugar à McG.

Matéria mostrando a ausência do Superman - O Planeta Diário é mostrado com vários quadros de matérias históricas sobre o herói
Matéria mostrando a ausência do Superman - O Planeta Diário é mostrado com vários quadros de matérias históricas sobre o herói

McG também não conseguiu ir muito longe e logo a Warner Bros. abandonou tudo, mas naquele mesmo mês eles souberam dos encontros de Singer com o casal Donner para discutir o Superman, e logo se aproximaram dele com grandes interesses em suas ideias.

Superman – O Retorno (Criação e Conceitos)

Nome Original: Superman Returns
Ano de Lançamento: 2006
Diretor: Bryan Singer
Roteiristas: Michael Dougherty, Dan Harris, Bryan Singer
Elenco: Brandon Routh (Clark Kent/Superman), Kate Bosworth (Lois Lane), Kevin Spacey (Lex Luthor), James Marsden (Richard White), Parker Posey (Kitty Kolwaski), Tristan Lake Leabu (Jason).

  • Sinopse Original: Ele está de volta. Um herói para o nosso milênio. E para a posteridade, apesar de que durante os longos cinco anos (tempo demais para a memória dos fãs!) em que Superman quis saber mais sobre seu planeta natal, as coisas mudaram um bocado em seu planeta adotivo. As nações aprenderam a viver sem ele. Lois Lane agora tem um filho, um noivo e ganhará um Pulitzer por conta de sua matéria “Por Que o Mundo Não Precisa do Superman”. E Lex Luthor tem um plano para destruir milhões – não , bilhões! – de vidas inocentes.
  • O cineasta Bryan Singer (de X-Men e X-Men 2) dá ao mundo o Superman que todos precisavam, honrando a lenda que todos amam, ao mesmo tempo em que conduz e personagem a uma poderosa nova direção. Brandon Routh prova que é a escolha perfeita para vestir a capa do herói, liderando um elenco de primeira que inclui Kate Bosworh como Lois e Kevin Spacey como Lex. E cenas empolgantes – que vão da queda livre de um Jumbo em chamas a um duelo em um novo continente em convulsão – redefinem o gênero. “Estou sempre por perto”, diz Superman para Lois. Você ficará feliz com isso também.
Bryan Singer: Apaixonado pelo mito do herói
Bryan Singer: Apaixonado pelo mito do herói

Michael Dougherty e Dan Harris, dois roteiristas que trabalharam com Singer em X2, foram convidados por ele para escreverem o roteiro de Superman – O Retorno. O trio gostaria de incluir os atentados de 11 de Setembro como forma de mostrar a desgraça do mundo na ausência de seu maior herói, mas logo a ideia foi abandonada. Foi então que os três começaram a trabalhar melhor na ideia original de Singer, o que os levou a construir um dos roteiros mais filosóficos que um filme de super-herói já ganhou.

Singer, ainda que judeu, escolheu utilizar a trajetória de Jesus Cristo de Nazaré como um dos alicerces de sua visão do Superman, além de enveredar-se profundamente no conceito da solidão absoluta de um homem com estas características tão incomuns. Desde sua dramática volta ao Planeta Terra (explicando rapidamente, o herói deixou o planeta devido a recentes descobertas de que restos de Krypton ainda estavam no universo, mas Kal-El nada conseguiu encontrar além de terras moribundas), Clark esteve mais deslocado da humanidade do que nunca, sofrendo muito emocionalmente com as escolhas que fez no passado para preservar sua identidade e as identidades de seus pais e pessoas próximas.

Singer e Routh no set de filmagens de Metrópolis
Singer e Routh no set de filmagens de Metrópolis

Ao ser transfigurado artificialmente num ser humano esquecível e sempre atrapalhado, o herói (magistralmente interpretado por Routh, que recebeu uma carta da falecida Dana Reeve, esposa do também falecido Christopher Reeve, abençoando-o por manter viva a lenda do Super-Homem) agora está mais velho e foi deixado de lado pela humanidade graças a sua ausência, tirando a esperança do ser humano nele mesmo durante cinco anos – o que foi absolutamente estabelecido após o artigo de Lois Lane Why the world doesn’t need Superman” [N.T.: Por que o mundo não precisa do Superman]. Mas antes que tudo seja aprofundado de forma não linear neste artigo, é importante estabelecer uma ordenação de conceitos desde os créditos iniciais até a clássica cena final do Superman voando em torno do planeta Terra.

A Ponte Perfeita

Singer e Routh em "Smallville"
Singer e Routh em "Smallville"

Singer, junto de Dougherty e Harris, consegue criar uma ponte perfeita entre os filmes antigos e o novo com um dos roteiros mais bem amarrados que uma franquia de filmes já teve. Explicando sutilmente a ausência do Superman aos poucos durante sua narrativa (seja em diálogos com sua mãe, com Lois e com amostras de notícias de desesperança das pessoas na TV), o diretor também usa pequenas cenas de flashback em momentos certeiros com os objetivos de auxiliar a construção do personagem e de criar um elo de confiança entre o espectador e a ficção. Em poucos segundos, numa obra de mais de 2 horas, Singer estabelece todo o mito do Superman eficazmente, não deixando a desejar em absolutamente nada ao clássico.

Vale dizer inclusive que o culto ao clássico é parte constante do teor do filme, seja na analogia direta (feita por Lex Luthor) entre seus desejos homicidas (movidos pela inveja) e Prometeu [Nota: divindade clássica grega que deu o fogo ao homem ao roubá-lo de outros deuses], ou pela visão absolutamente messiânica do herói. Na obra, ainda que Lex seja o vilão de carne e ossos, o verdadeiro inimigo do Superman é exemplificado pelas suas fraquezas: a solidão, os sentimentos de justiça e humildade e, claro, o amor por Lois e por seu recém-descoberto filho.

Mitos e Interpretações

Ainda que tenha o mundo nas mãos, Superman está sempre solitário
Ainda que tenha o mundo nas mãos, Superman está sempre solitário

A camada narrativa do filme pode ser resumida com muita facilidade: o herói volta à Terra e descobre a nova ameaça proposta por Luthor, que é utilizar os cristais kryptonianos da Fortaleza da Solidão para criar um novo continente e ficar rico propondo um acordo bilionário com outras nações. O importante não está na resolução deste movimento heroico, mas sim no que está em votla dele: os personagens, as interpretações, os mitos e a mensagem final.

O Superman caminha pela jornada do herói clássico do começo ao fim do filme – o espectador é apresentado à sua criação, suas forças e fraquezas, o chamado heroico, a batalha contra o inimigo, a morte e a ressurreição. Fortalecido em significado por estes tópicos clássicos, o Superman deste filme é absoluto – no momento em que ele tem seu primeiro encontro com Lois Lane após voltar à Terra, o herói a faz voar novamente (como acontecera em seu primeiro encontro no filme de 1978) e diz ao alcançar o mais alto ponto do céu: “Você pode ouvir alguma coisa? Eu posso. Ouço todos eles chamando por um salvador o tempo todo”.

Superman e Lois no alto dos céus
Superman e Lois no alto dos céus

A frase define o que o Superman é como nunca ocorreu nos quadrinhos e nem nos outros filmes – ele ouve as orações das pessoas e faz o melhor que pode para ajudá-los, mas nem isso o tira da solidão de estar no espaço observando todos como formigas levando suas vidas, com ou sem esperanças. E ainda falando de solidão, mas desta vez no aspecto humano, sua amada não o quer mais, sua vida adulta o tirou de perto de sua mãe e até mesmo seu filho é cuidado por outro homem (Richard White, o “marido não oficial” de Lois).

Richard, Lois e Clark no Planeta Diário
Richard, Lois e Clark no Planeta Diário

Além disso a Fortaleza da Solidão, único reduto do herói, acaba por ser destruído. No segundo filme da franquia, de 1980, Lex Luthor descobre a Fortaleza e a invade. Desta vez ele volta àquele lugar com propósitos muito mais sinistros, fruto do conhecimento e estudo da mente maligna do vilão. Ele utiliza os cristais para fazer com que a inteligência artificial kryptoniana (promovida por Jor-El, em clássicas cenas reutilizadas digitalmente com o rosto de Marlon Brando) daquele ambiente lhe ensine tudo sobre Krypton e sua relação com a natureza da Terra.

Lex Luthor na Fortaleza, com Marlon Brando digitalmente inserido
Lex Luthor na Fortaleza, com Marlon Brando digitalmente inserido

Com este gancho em mãos, Singer dá à Fortaleza a analogia do Templo. O local não é apenas uma fuga para o Superman, mas também um ponto de reflexões; é onde ele reencontra-se consigo mesmo e pode tomar decisões mais ponderadas. Ainda que isso tenha sido passado em muitas histórias em quadrinhos, é importante que numa mídia que atinge milhões de pessoas esta mensagem também seja passada.

Ciclo Divino e Evolução

Embora tenhas sido criado como um humano, não és um deles. Eles podem ser um grande povo, Kal-El, desejam sê-lo. Só lhes falta a luz para mostrar o caminho. Por essa razão e, acima de tudo, pela capacidade deles de fazer o bem, eu te enviei a eles, meu único filho.”

Lex Luthor "mata" Superman acertando-o como o soldado romano que enfiou uma lança em Jesus
Lex Luthor "mata" Superman acertando-o como o soldado romano que enfiou uma lança em Jesus

Esta frase é dita por Marlon Brando no filme clássico e reprisada aqui quando o herói, por um breve momento, fica no limite da atmosfera terrestre para ouvir chamados de socorro. Ela iniciou um ciclo devino na obra cinematográfica do Superman que jamais fora concluída, e Singer não deixou isto passar em branco desta vez.

Como dito acima, Superman coloca-se em seu lugar como divindade entre os humanos ao falar que ouve as preces das pessoas para Lois, mas não é apenas ela que conclui o ciclo, e sim o menino Jason. Como revelado mais ao final do filme, ele é filho do Superman com Lois, e não filho de Richard como ela leva todos a acreditarem. Lex é o primeiro a perceber isso ao contar todo seu plano à repórter (como um bom vilão galhofa), a fim de obter publicidade jornalística, mostrando a faca de kryptonita que fez para matar o herói [Nota: o teor adulto do filme é muito explicitado neste cena, pois é nela que se tem noção da real crueldade do homem – o Superman é covardemente atacado e espancado].

Ao sentir a proximidade do meteoro verde (obtido por Lex num museu, reprisando uma falha cena do quarto filme em que Lex recupera um fio de cabelo do herói no mesmo museu para criar seu próprio super-homem), o menino Jason sente-se mal. Ainda que tente disfarçar, sua primeira reação é suficiente para que Lex entenda tudo.

Quando Lex consegue “matá-lo” em seu continente de kryptonita, o Superman é ajudado pela mulher que o ama, num movimento de roteiro que os conecta novamente após anos de separação e mágoas. Ainda que tenha um aspecto semelhante, não é esta cena que o mostra como divino na morte e na ressurreição, mas sim quando ele mostra porque é o maior herói de todos os tempos: após recuperar-se do envenenamento de kryptonita, o herói vai de encontro ao sol para fortalecer-se novamente, e então usa tudo que tem para levantar um continente inteiro de kryptonita, fazendo o mundo parar para vê-lo no alto dos céus. Ele se livra do continente jogando no universo, as suas baterias se esgotam neste sacrifício máximo, e como Cristo, ele cai crucificado por escolher salvar a humanidade.

Superman cai crucificado
Superman cai crucificado

Ao ressuscitar, o Superman finalmente encontra Jason como seu filho (graças à revelação de Lois) e ao vê-lo o herói repete as palavras que ouviu do seu pai quando também era criança: “eu verei a vida pelos seus olhos e você a verá pelos meus; o filho se torna o pai e o pai se torna o filho”. O clichê da frase é substituído por um sentimento de renovação. Neste ponto Singer utiliza falas do filme que cabem à sua própria vida pessoal (o diretor foi adotado num orfanato quando criança) e a de muitos espectadores que são pais. O Superman de agora é adulto e toca no coração de cada um com o orgulho de ser pai.

Superman fechando o ciclo divino com seu filho Jason
Superman fechando o ciclo divino com seu filho Jason

Jason, além de tudo, é uma evolução. O garoto doente aprende a usar seus poderes e entende sua capacidade muito mais cedo que Clark. Ainda que o menino da fazenda tenha levantado o trator aos 3 anos de idade, sua compreensão só foi alcançada na adolescência – Jason entende muito mais rápido. O ciclo divino se fecha, para o início de outro.

Mínimos Detalhes que Enriquecem a Obra

A frase que o Superman diz a Lois sobre ouvir as preces das pessoas fala por si só, mas antes que ela seja repetida mais uma vez neste artigo, deve-se mudar o foco e prestar atenção nos mínimos detalhes que Singer coloca não como easter-eggs, mas como ganchos de interpretação e percepção aos mais atenciosos.

Cena reprisa a clássica capa de Action Comics #1 (1938)
Cena reprisa a clássica capa de Action Comics #1 (1938)

O uniforme do Superman, ainda que seja o clássico, de fato é mais moderno e mais sério. Ao invés do colorido e infantil vermelho vivo, Singer quis que o visual fosse mais escuro, fortalecendo a ideia de que a obra não era para as crianças, mas para os adultos. Mais sério e mais dramático que os anteriores, o Superman deste filme tem objetivos claros de direcionar a humanidade tal qual seu pai lhe pede.

Imagem mostra novo uniforme e Superman segurando o globo nas costas
Imagem mostra novo uniforme e Superman segurando o globo nas costas

As atitudes do Superman perante o mundo, bem como a desgraça de sua ausência, é mostrada muito rapidamente, mas os mais atenciosos conseguem compreender o “efeito borboleta” causado por uma simples atitude deste ser poderoso.

A volta às origens também é um tema recorrente, ainda que tratado sempre com rapidez para não atrapalhar o andamento narrativo: o herói buscou no universo sua origem biológica, mas não a encontrou. Ao voltar à Terra, Kal-El vai direto para sua casa para se guiar novamente.

Iconografia e Homenagens Duvidáveis

Na fotografia e nas cenas que enaltecem o herói Singer mostra sua capacidade como diretor. Vindo de dois sucessos absolutos no âmbito da ação (X-Men e X2), o diretor parte para outra direção com seu trabalho para este filme, demonstrando conhecimento de cinema invejável a muitos diretores modernos. Sua câmera acompanha não apenas o herói, mas a simbologia de suas ações e o drama de sua postura. Graças a ele, o ator Brandon Routh lembra Christopher Reeve o tempo todo, não no sentido de copiá-lo, mas de usá-lo como mentor para sua atuação. São nos momentos de tristeza, raiva e recuperação (detalhe para a cena do sol) que se percebe a capacidade profissional de Routh como Superman e de Singer como diretor dramático e visionário no sentido da fotografia.

Lois Lane foi acusada de ser insossa nesta nova versão
Lois Lane foi acusada de ser insossa nesta nova versão

Os símbolos clássicos do herói também são vistos o tempo todo no filme. Da cena em que ele levanta o carro com as mãos até a que ele segura o globo do Planeta Diário como se estivesse com o mundo nas costas (novamente partindo para o divino e para a mitologia grega, representada por Atlas), é possível notar sua postura divina graças o visual passado pela câmera de Singer. Por outro lado, o abuso da iconografia em linhas de roteiro acabaram soando duvidosas a muitos fãs e críticos.

Por nunca ter lido revistas do herói, Singer utilizou apenas a obra de Richard Donner como base para sua criação, gerando algumas escolhas muito datadas. O plano cerebral de Luthor é apenas um disfarce para os galhofeiros desejos de Gene Hackman no primeiro filme; sua ajudante acaba traindo-o também exatamente como acontece na obra de 1978; a maravilhosa cena do avião termina com uma irônica frase sobre a segurança de se voar, que também é dita por Christopher Reeve; Kevin Spacey acabou bebendo demais da fonte de Hackman, usando menos o seu fantástico talento do que deveria. No fundo, o plano do vilão é o mesmo do antigo, comprometendo a revitalização moderna do clássico herói.

Kevin Spacey foi acusado de fazer um Lex Luthor muito galhofeiro, como Gene Hackman
Kevin Spacey foi acusado de fazer um Lex Luthor muito galhofeiro, como Gene Hackman

O sentimento amargo do espectador ao ver um plano bobo em execução só é apagado quando a ironia ataca Lex e o deixa com sua “ajudante” numa minúscula ilha no meio do oceano – para quem queria um continente próprio, o que lhe sobra é um poço de ironia do destino.

Por fim a obra se encerra como os clássicos filmes, fechando o ciclo clássico para que um novo se inicie: com o Superman voando em volta do planeta Terra.

O Lado da Ação

A direção perfeccionista de Singer acabou por falhar em ritmo, no fim das contas. Ao salvar o avião muito no começo do filme, o Superman não tem nenhum outro desafio físico de tanta adrenalina no resto da obra. Ainda que salve Metrópolis nas mais perfeitas cenas de voo que já ganhou, e que consiga tirar gritos e aplausos dos espectadores ao levar um bala no olho e ficar numa boa, a cena do avião é realmente a única que que mexe diretamente com o sentimento de desejo físico dos espectadores. Por outro lado, entendendo (e aceitando) o lado artístico e filosófico do filme, esta falta de ação é compreensível.

Um dos posters mais usados para promover o filme
Um dos posters mais usados para promover o filme

Orçamento e Cobranças Financeiras Descabidas

Ainda que a Warner Bros., como estúdio que segurou o Superman por todos os anos de fracassadas tentativas, tenha direito de querer receber o suficiente para custear tudo que gastou e ainda obter uma margem de lucro bem alta para um produto desta popularidade, acabou recaindo sobre Bryan Singer a obrigação de fazer com que seu filme não apenas se custeasse e desse lucro – o estúdio queria que todo o dinheiro que gastou nos últimos 20 anos fosse retornado com as bilheterias de Superman – O Retorno.

Lois é ótima repórter, mas lhe falta carisma
Lois é ótima repórter, mas lhe falta carisma

Oficialmente o filme custou US$ 204 milhões, valor que especialistas já imaginavam devido aos efeitos especiais usados em cenas de ação e para as cenas de voo ficarem mais realistas. No entanto, quando este custo foi somado ao marketing feito em outros países e a tudo que a Warner gastou nos anos 1990 com produções falidas do personagem, o valor total chegou US$ 363 milhões de dólares.

Sabendo do risco deste valor jamais ser atingido, a Warner Bros. buscou abatimentos de impostos e incentivos financeiros, conseguindo abaixar o custo total para U$ 209 milhões – ainda que o site Box Office Mojo aponto que o abatimento não foi tão grande, deixando o custo em US$ 270 milhões. Após todo o tempo de exibição mundial a partir de junho de 2006, o filme arrecadou US$ 391 milhões nas bilheterias.

Legado Eterno e um pouquinho de Brincadeira

Martha Kent salvando o filho após sua volta para a Terra com nave pegando fogo
Martha Kent salvando o filho após sua volta para a Terra com nave pegando fogo

Ainda que o desempenho da obra tenha ficado abaixo das expectativas da Warner Bros., uma sequência chegou a ser planejada, mas não vingou. Pouco tempo depois a WB confirmou que reiniciaria toda a franquia em uma nova obra. No entanto, ainda hoje se fala de Superman – O Retorno, e como aconteceu na recepção do filme em 2006, ainda hoje há quem ame e quem odeie, mas o aumento de opiniões positivas tem aumentado conforme a obra envelhece e é mais compreendida.

Na época em que este redator viu o filme, numa sessão com amigos no interior de São Paulo, houve muitas pessoas (mulheres e homens, crianças e adultos) que saíram do filme chorando e muito emocionados com o que viram. Ainda hoje é possível lembrar da moça (mãe) que disse: “Meu Deus, ele sacrificou tudo para ficar sozinho”. Ela entendeu.

Ao opinar sobre sua adoração pelo filme, este redator iniciou um debate no Twitter oficial do Multiverso DC (@multiversodc) e no grupo de colaboradores do site no Facebook, obtendo um dos mais divertidos e positivos resultados até hoje. Portanto, como agradecimento a todos que participaram, aqui vai, na íntegra, tudo que rolou nas duas redes – destaque para a interpretação do roteiro que aponta o venerado autor nacional Nelson Rodrigues como verdadeira base para este filme :D

Nelson Rodrigues, o verdadeiro escritor de Superman - O Retorno :D (por Dico Didiraja)
Nelson Rodrigues, o verdadeiro escritor de Superman - O Retorno :D (por Dico Didiraja)

1-) Facebook (Grupo do Multiverso DC)

Felipe Morcelli Postei do Twitter que adoro Superman Returns e tá gerando uma debate MUITO maneiro com a galera, tem muita gente comentando comigo. Não esperava isso ^^ Então, estendo a discussão para nosso grupo. O que vocês acham? Está no meu top5 de filmes de super heróis

J.b. Uchoa só nao gosto da lois lane e do lex luthor. lex muito caricato e a lois muito insossa.

Pedro Gatto Leme Cara, eu não gosto muito deste filme não… achei fraco! O Kevin Spacey não fez um bom Lex Luthor, a Lois Lane era muito fraca (no sentido da personagem, não da atuação da moça), o Superman não teve grandes dilemas ou questionamentos, ele não teve que ficar com o destino do mundo nas mãos, saca? Roteiro meio chocho, eu acho que eles estavam querendo revitalizar a franquia, por isso fizeram o filme, sei lá… Se você for pegar as “revitalizações” da época, e eu sei que tô chutando o pau da barraca, vc tem Batman Begins que é foda, e daí vc tem Homem de Ferro, que veio mais pra frente com um puta conceito foda, um roteiro bem mais interessante…

Ricardo Lopes Eu gostei quando vi no cinema mas desde então nunca mais consegui ter vontade de ver de novo, mesmo na TV. Ele tem problemas graves de ritmo e algumas atuações são muito fracas. Resumindo: não é ruim, mas é meio chato.

Rafael Lam Top 5 fácil. As pessoas e os DCnautas tem que aprender que Superman Returns não é um filme do Superman e sim COM o Superman. O filme é sobre a SOLIDÃO. Melhor sacada é ele ouvindo a Terra do espaço. Imagina se você é único que pode ajudar cada ser do planeta, mas não tem ninguém pra lhe ajudar.

Felipe Morcelli Normal acharem o filme “chato”, ele tem mais cara de “arte” e menos de blockbuster, o que é difícil aceitar para um super herói. Mas achei isso que o Rafael Lam falou MUITO FODA. Como Messias (e como o único super poderoso de toda uma civilização), somado à criação ultra humana, humilde e moralmente correta que ele teve, se cria o ser humano mais perfeito e sozinho que já existiu. Lá do alto de sua solidão, como ele diz pra Lois, ele “ouve as preces das pessoas pedindo por ajuda”.

Aos que têm crenças religiosas, não é assim que imaginamos a figura de Deus? Ou aos que não acreditam, não é assim que uma pessoa com o poder dele agiria, ficando sozinho e fora do ambiente ao qual não lhe cabe mais por não ser “normal”? São muitas interpretações. Além do aspecto de salvador, você tem esse da solidão que o Lam falou – e mais o aspecto heróico do auto sacrifício, de encarar a morte, sofrer com ela e voltar em seguida numa superação simbólica. É um filme mega filosófico, talvez por isso não seja bem digerido…

Dico Didiraja Só vi ele uma vez, e foi há muito tempo no DVD. Lembro que tava animado, me amarrei na cena do avião. Mas depois fui achando o ritmo do filme bem chato. Concordo com a colocação do Rafael Lam sobre a solidão.

Pedro Gatto Leme Então cara…mas é justamente nesse lance do autosacrifício que a história, pra mim, é falha…é uma causa muito simplória, nada exige demais dos poderes, dos raciocínios e questionamentos filosóficos dele…

Rafael Lam Sério, assista o filme novamente com essa visão de “estou assistindo um filme sobre solidão”. O Superman tem um filho e mesmo assim não pode ter um vínculo com ele. O amor da sua vida está com outro. Até Fortaleza da Solidão é retirada dele e “usada” contra ele. Quando ele “entra em coma”, o que lhe faz acordar justamente são as pessoas mostrando ao Super que eles estão ali por ele. Posta um artigo sobre essa visão do filme no site, hehehe!

Felipe Morcelli ‎Pedro Gatto Leme lembre-se que um filme de super herói sempre é feito mais para crianças e adolescentes do que pra adultos (diferente do Batman, claro). Colocar uma ideia simples assim para este público é ótimo, pois é um valor universal e que serve para a vida de qualquer um. Levantar uma montanha de kryptonita é foda bagarai.

Pedro Gatto Leme Ok, o farei.

Felipe Morcelli E veja só o que o Rafael Lam falou agora: é a figura do herói, do homem que tem tudo e ao mesmo tempo NADA em suas mãos

Rafael Lam ‎Pedro Gatto Leme, o filme foca na parte Man e deixa o Super de lado. Eu acho esse o grande mérito da coisa toda.

Pedro Gatto Leme Vou prestar mais atenção na próxima, realmente eu não tinha pensado por este lado da coisa…

Joacelio Batista Melhor que a maioria que tenho visto. Mas ficou datado ao tentar continuar o legado do Richard Donner.

Émerson Vasconcelos É um filme sobre um cara que foi embora para procurar sua antiga casa, não achou porcaria nenhuma, e quando voltou cinco anos depois todo mundo havia aprendido a se virar em ele. É como em qualquer história onde o marido abandona a segunda esposa (Terra) pra tentar voltar pra primeira (Krypton) e acaba tomando um pé das duas. Seria um ótimo filme se não fosse do Superman.

Felipe Morcelli Superman Returns é uma história do Nelson Rodrigues, então

Émerson Vasconcelos Exato

Felipe Morcelli ‎Dico Didiraja faz uma montagem do Nelson Rodrigues vestido de Superman. Sèrio, vou usar ela no post, hehehehehe

Rafael Lam Hehehe! Sugiro postar os comentários de cada um. Fica mais fácil até pra você editar.

Rafael Lam Título “Superman: Returns, um filme de Bryan Singer e Nelson Rodrigues?”

Felipe Morcelli HAHAHAHAHAHA excelente. E sim, vou colocar os comentários, inclusive do Twitter, teve muitas opiniões interessante

Pedro Gatto Leme Podiam fazer um filme com o Superman, que ele perdia a Lois Lane e o detetive Ed Mort ( Paulo Betti) o ajudaria a encontrá-la. Ela ia estar nas terríveis garras do Lex Luthor (neste filme, carinhosamente, encenado pelo Peréio) e seus terríveis capangas Havaianos de Hollywood….

Felipe Morcelli Se a Lois Lane tiver bunda já tem potencial

Pedro Gatto Leme A Lois Lane tem que ser a Scarlett Johansson, pro Peréio ficar assediando ela…

Rafael Lam Uma boa arte pra montagem do Super Rodrigues! http://treesong.org/files/images/superman_clark_kent_sad_reflective_alex_ross_image_01.jpg

Felipe Morcelli Olhaí, Dico Didiraja, bota a cara do Nelson e um copo de uísque na mão do homem!

Dico Didiraja Hahaha. Dico Didiraja so vi agora a mensagem, abrindo photoshop

Bruno Nascimento Eu acho um bom filme, mas que peca em reverenciar demais as versões de Donner – lembro de ter tido a impressão de que o Kevin Spacey não estava interpretando Lex Luthor, mas sim Gene Hackman interpretando Lex Luthor. E o mesmo é até certo ponto verdade pro Brandon Routh…. E isso fode o rapaz, que apesar de ter interpretado bem, não tem a presença do Chris Reeve (Sejamos sinceros – QUEM tem?),

Essa reverência exagerada tb afeta o roteiro; a construção do personagem do Luthor acaba tioornando0se pro demais ingênua ao tentar emular o Luthor do Donner; os padrões daaudiência dos anos 70/80 não são os mesmos de hoje, e o personagem acabou parecendo meio infantiizado.

E claro, há o problema do Super-pirralho; a presença do Superman, o “conceito” dele, é maior do que o quê aparece em gibis do Superman. Isso é mais verdade pra ele do que para qq outro personagem. Uma franquia bem sucedido teria que, invariavelmente, contaminar todas as outras mídias com seus conceitos mais importantes. E um super-moleque é inviável, o que acaba com as possibilidades do filme se tornar franquia por si só.

Bruno Nascimento Enfim, eu acho que se o Singer tivessre feito com o Super-Homem o mesmo que fez com X-Men, poderíamos ter um filme que rivalizaria com o do Donner; a construção do personagem do Kal, em si, é muito bem feita, e Brandon Routh era bom “o suficiente” no papel. Infelizmente, respeito demais pela “inspiração” fodeu com a coisa.

Rafael Lam Mas os atores emularam os personagens do filme do Donner, porque Superman Returns é uma continuação direta de Superman II, o “Superkid” é fruto dessa cena até: http://thehumanscorch.files.wordpress.com/2011/03/superman-ii-lois-n-clark-sex.jpg

Bruno Nascimento Sim, e esse é o problema.

Vladimir Erthal Eu gosto bastante dessa pegada mais filosófica do filme, o problema é a segunda metade, quando ele tenta colocar mais ação. Acaba não combinando com o tom mais lento, mais filosófico, e fica uma coisa esquisita, não é nem filme de arte e nem blockbuster, é uma coisa sem estilo. A primeira metade eu gosto muito, mas por causa do resto ele não entra no meu Top 5.

2-) Debate no Twitter (ordem cronológica inversa, separando twitts do Multiverso e dos leitores)

@rodsvilaca Rodrigo S. Vilaça: Como a maioria absoluta dos leitores de quadrinhos são cristãos, eles espertamente adequaram o produto ao gosto do consumidor.

@rodsvilaca Rodrigo S. Vilaça: Jerome “Jerry” Siegel e Joseph “Joe” Shuster eram descendentes de judeus, e como tal, homenagearam o mito do messias-salvador.

@rodsvilaca Rodrigo S. Vilaça: Super Sayajin Nível 10 feelings!? Mas ficou muito legal aquilo, que seria o motivo da continuação: a formação de Nova Krypton.

@rodsvilaca Rodrigo S. Vilaça: Outros pontos válidos: o filho Jason sendo tão humano, sofrer a perda da “mulher” para um cara legal e o Lex muito mais cruel.

@rodsvilaca Rodrigo S. Vilaça: DOIS! Chorei muito, de verdade mesmo, vendo a Via Crucis do Superman nesse filme; pena que não correspondeu à realidade atual.

@GuilhermeTom GuilhermeCunha: Depende da HQ. As histórias do Denny O’Neal por exeplo eram bastante carregadas na parte do misticismo.

@lucaslofer Lucas Lourenço: @multiversodc Sim, mas, sei lá… Cena desnecessária, que não foi desenvolvida depois sob este seu argumento, q considero relevante.

@EmanuelCR Emanuel, o Mano: A Lois Lane do filme assisti Fox News. :P

@lucaslofer Lucas Lourenço: perguntei isso pq o filme prestou pra mim até essa cena. Não gostei nem um pco de o moleque ser assassino, mesmo em autodefesa

@lucaslofer Lucas Lourenço: e o q vc acha de o Super nunca ter matado ninguém na vida e o filho dele, em sua primeira manifestação de poder, ter matado?

@GuilhermeTom GuilhermeCunha: Posso estar viajando, mas eu sempre vi mais de Cristo no Batman, pelo menos nos 2 últimos filmes…

@felipeumoreira Felipe Moreira: Não dá pra aguentar Superman enfrentando um assaltante de bancos.

@viniaragaocosta Vini Costa: O Superman é um arquétipo de Jesus Cristo: enviado pelo pai para se sacrificar, morrer e ressucitar pelos que veio salvar.

@AndreRoedel André Roedel: o duro é aguentar uma Lois Lane sem carisma e a péssima atuação do Brandon Routh…

@felipeumoreira Felipe Moreira: Batman sobreviveria num filme mais contido, no caso do Superman a escala da cenas de ação tem q ser de outra magnitude.

@fabiocavinato Fábio Cavinato: eu acho filme ok. a cena dele segurando o avião no começo já vale todo o resto.

@luiscarlosos Luís Carlos Sousa: Mas acredito q no Superman é maior porque diferente de alguns heróis, ele não “enganou” a morte. Ele a viu de frente e voltou

@mauriciotdantas Maurício Dantas: o melhor Luthor é do BYRNE!!!

@luiscarlosos Luís Carlos Sousa: @multiversodc Isso mesmo! Ele se sacrifica, enfrenta a morte e “ressuscita”. Uma magnífica cena para o deus dos heróis.

@felipeumoreira Felipe Moreira: Uma coisa meio “Batman o Cavaleiros da Trevas” em escala planetária.

@felipeumoreira Felipe Moreira: Acho que funciona sim, Superman no auge dos poderes enfrentando umas escala crescente de ameaças.

@luiscarlosos Luís Carlos Sousa: Acho q o q me frustrou n’O Retorno foi ver muito CG, negando todo o treino e preparação q o Routh teve pros voos

@dcurio Daniel Cúrio: Aliás, seria interessante uma série de artigos sobre os melhores filmes de personagens DC.

@gatesix Carlos EJT Vázquez: A melhor parte do filme é qnd o filho do Superman aparece usando um pijama do Aquaman!

@JohnRedRP John L. Red: Seguindo a linha de pensamento Singer, como o Super sendo a superação, essa parte é quando ele vence o seu ”problema”.

@luiscarlosos Luís Carlos Sousa: Tem um significado maior de superação aí. É o lance messiânico q vcs falaram mais cedo: “ele passou 7 dias nos infernos”…

@felipeumoreira Felipe Moreira: Eu queria o Superman do grandes astros e o Luthor da liga da justiça do Morrison.

@luiscarlosos Luís Carlos Sousa: Não acho q tenha sido um ou outro, mas um misto dos dois. Esse foi o Lex do Returns. Foi a cara de seu ator.

@fabricio999999 Fabricio B. da Guia: eu ouvi criticas desse filme,falando que ele foi homenageou demais os 2 primeiros filmes do Christopher Reeves

@EricoSoares Erico Soares: Eu também gosto de Superman Returns. Ele peca pelo ritmo lento, mas é um baita filme. As pessoas reclamam demais as vezes!

@viniaragaocosta Vini Costa: Também gosto muito. Só porque o cara é superpoderoso não precisa resolver tudo na porrada. Quem não gostou, vá ver o do Hulk!

@dcurio Daniel Cúrio: Eu tb acho muito bom. Coloco quase no mesmo nível que Batman Begins, um dos meus favoritos.

@vortexcultural Vortex Cultural: @Ivokleber Eu prefiro Motoqueiro Fantasma.

@Lord_Anderson Lord Anderson: SEU MARVETE RT @multiversodc Podem me xingar, mas ainda acho Superman Returns um dos mais FODAS de supe heróis já feitos! #supermanreturns

@felipeumoreira Felipe Moreira: Acho Luthor muito excêntrico e Superman muito divino.

@rafael_lam Rafael Lam: Mas é mesmo. Tá no Top 5 fácil.

@tom_rocha Tom Rocha: vc fala como FÃnático, óbvio. Dark Knights sim é um filmaço….o Superman Returns é um desperdício de dinheiro…

@Ivokleber Ivo Kleber: O Change diz que X-Men 3 foi o melhor filme da vida dele RT @multiversodc Acho Superman Returns um dos mais FODAS de super heróis já feitos

@felipeumoreira Felipe Moreira: Acho um excelente filmes, mas tem um conceitos que não me agradam.

@AntonioFla1978 Antônio Flávio
@multiversodc Concordo com vosmecê! #SupermanReturns foi um colírio na arte e um suprasumo nos roteiros! #DC

@multiversodc: Concordo // RT: @GuilhermeTom: Depende da HQ. As histórias do Denny O’Neal por exeplo eram bastante carregadas na parte do misticismo.

@multiversodc: Sim, @lucasloder, acredito que o Bryan Singer pensou desta forma, mas não sei se todo mundo aceitou muito bem não

@multiversodc: Huahuahauhauahaua // RT: @EmanuelCR: A Lois Lane do filme assisti Fox News. :P

@multiversodc: Desesperado por defender a si mesmo e a própria mãe, e sem um alicerce moral correto, o moleque fez o que achou certo na hora

@multiversodc: Acredito que isso acontece pq o moleque não teve a criação perfeita dos papais Kent – na verdade foi criado por uma repórter complicada

@multiversodc: O @lucaslofer fez uma pergunta interessantíssima sobre o filho do Super ter assassinado um malandro no navio em Superman Returns

@multiversodc: O maior pecado do filme, sem dúvida, foi a Lois Lane. Como me colocam uma mulher nada esclarecida e sem bunda? :P

@multiversodc: @GuilhermeTom Mais ou menos. Mas isso também é a visão do Christopher Nolan pra ele, não exatamente o que ele é nas HQs…

@multiversodc: Os que comentaram as semelhanças do Super com Cristo: lembrem-se da fala do Marlon Brando no trailer > youtube.com/watch?v=ZSsYSq…

@multiversodc: Fato // RT: @luiscarlosos: Mas acredito q no Superman é maior: diferente de alguns heróis, ele não “enganou” a morte. Viu de frente e voltou

@multiversodc: Exato! RT: @luiscarlosos: Isso mesmo! Ele se sacrifica, enfrenta a morte e “ressuscita”. Uma magnífica cena para o deus dos heróis.

@multiversodc: Na vdd isso é parte do mito de qualquer herói RT: @felipeumoreira: Uma coisa meio “Batman o Cavaleiros da Trevas” em escala planetária.

@multiversodc: Sobre o momento da montanha de kryptonita: mais do que superação, é a jornada do herói – quando ele cai para se reerguer mais forte

@multiversodc: Não funcionaria, só em animação // RT: @felipeumoreira: Eu queria o Superman do grandes astros e o Luthor da liga da justiça do Morrison.

@multiversodc: Aliás, mta gente comentando aqui, tá massa! Aliás, verei o filme novamente essa semana e farei uma resenha batuta pra vocês no site =)

@multiversodc: Mas o momento em que ele levanta a montanha do kryptonita, é um absurdo de foda, simbolicamente e visualmente

@multiversodc: De fato Superman Returns trouxe muita carga do clássico: o Lex Luthor podia ser mais Rosembaum e menos Gene Hackman

@multiversodc: Se o Superman ainda está vivo na cultura pop é porque sua simbologia messiânica ainda tem muito valor. E isso é explícito no filme

@multiversodc: Quando o Superman voa com a Lois e diz “do alto eu ouço as preces deles pedindo por ajuda” é a definição + perfeita que já vi do personagem

@multiversodc: Portanto, vou dar minha opinião rapidamente: gosto do filme por tratar o Superman como ele seria no mundo real: uma divindade

@multiversodc: Interessante que em menos de 5 minutos já deram todo o tipo de opinião aqui nos mentions. Há quem ame e quem odeie

@multiversodc: HAHAHAHAHAHAHA PUTA QUE PARIU! // RT: @Ivokleber: O Change diz que X-Men 3 foi o melhor filme da vida dele

@multiversodc: Podem me xingar, mas ainda acho Superman Returns um dos mais FODAS de supe heróis já feitos! #supermanreturns

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