Segurança no Reboot garante um outubro “gordo”

Parece que, no fim das contas, tudo gira torno da convicção com que determinada coisa é feita. Sejamos honestos: houve um número razoável de coisas abaixo da média ou simplesmente ruins neste primeiro mês de DC Relaunch (ou Reboot, como preferirem). No entanto, a movimentação em torno deste evento e os bons títulos que asseguraram a certeza do iniciativa foram responsáveis pelo esgotamento absoluto de todas as revistas lançadas em setembro, fazendo com todas ganhassem, pelo menos, segundas impressões (algumas ganharam até quatro impressões).

Ontem foi confirmado, em vários veículos (principalmente no Bleeding Cool), que as comic-shops americanas estão decididas a aumentar a quantidade de unidades solicitadas de cada título, por um único e simples motivo: está tudo vendendo. E vendendo bem. O Newsarama havia levantado, na semana passada, que isso talvez fosse uma grande ilusão, pois esgotar na Diamond (a distribuidora nacional) não significa esgotar nas prateleiras. Mas as comic-shops confirmaram: as revistas estão se esgotando, sim, nas prateleiras. E muito.

Independentemente da motivação que estes lojistas estão tendo para aumentar (consideravelmente) suas quantidade solicitadas (curiosidade, especulação, certeza das vendas etc), o fato é que eles o farão. Numa medida que foge completamente do padrão das últimas décadas de mercado editorial americano – geralmente as lojas pedem cerca de 50% a menos no segundo número de um título – os esforços giram em torno do aumento deste número. É o completo oposto de qualquer expectativa de venda dos últimos anos.

É claro que as facilidades comercial da DC para com seus parceiros ajudam neste caso. A retornabilidade a baixíssimo custo e os descontos absurdos dados para grandes lotes são um motivo racional muito importante para as compras das lojas na distribudora. No entanto o principal fator chama-se “segurança’. A editora garantiu que a iniciativa era a medida mais certa a se tomar, fez barulho na mídia, conversou com lojistas até na Europa e provou, por A+B, que o DC Relaunch era necessário. O necessário se fez certeza, e a certeza se fez sucesso.

A DC precisa manter esta certeza pelos próximos meses, pois é com ela que o sucesso se tornará duradouro. Ninguém aqui, por mais pessimista que seja, quer ver a editora se afundar, ao contrário: todos querem o sucesso, pois ele trará concorrência, que por consequência trará qualidade e assim por diante. Será que com as recentes confusões de Dan DiDio e a insatisfação que impera nos corredores da editora quanto a ele superarão a vontade de fazer um bom trabalho? Obviamente a torcida espera que não.

Se uma coisa dessas acontecer, a melhor iniciativa comercial em décadas de quadrinhos vai por água abaixo, e com ela uma considerável quantidade de fãs, novos e antigos. E não vai haver “Crise” que resolva.

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