Segunda semana do reboot e nossas opiniões

[o artigo abaixo contém spoilers]

Eu (Morcelli) e o Vlad ‘Focus’ nos unimos para discutir, bem breveente, as revistas da segunda semana do DC Relaunch. Particularmente não li todo o material, mas o Vlad leu tudo e deu pitaco em todas as revistas. Vamos dar uma olhadinha? Se você já leu qualquer uma delas lembre-se de opinar aí embaixo! :D

Batman & Robin #1:
Roteiro: Peter Tomasi
Arte e Capa: Patrick Gleason

Vlad ‘Focus’: Muito bom! A dinâmica entre Bruce e Damian está muito boa, os personagens estão muito bem caracterizados e a nova perspectiva do Batman a respeito de seus pais é bem promissora. Mas é uma história sobre os personagens, não é uma história empolgante como Action Comics.

Morcelli: Tomasi e Gleason fazem o que fizeram de melhor em sua passagem pela Tropa dos Lanternas Verdes: relacionar personagens e tratá-los bem como realmente merecem. O legado de Grant Morrison, que iniciou esta revista, continua muito bem vivo.

Suicide Squad #1:
Roteiro: Adam Glass
Arte: Marco Rudy
Capa: Ryan Benjamin

Vlad ‘Focus’: Chato. O argumento nem é ruim, só é lento demais, podia ser feito em 5 páginas ao invés de 20. E o pior, o pior de TODO o reboot foi a dieta da Amanda Waller! Como assim ela não é mais gorda?!?!

Morcelli: A revista é tão ruim que não deu pra chegar no final. Provavelente tão ruim quanto Arqueiro Verde foi, senão mais. Adam Glass não tem nenhum material muito bom e após esta decepção precisa realmente pensar em fazer outra coisa de sua vida.

Green Lantern #1:
Roteiro: Geoff Johns
Arte: Doug Mahnke
Capa: Ivan Reis e Joe Prado

Vlad ‘Focus’: É uma continuação direta da série pré-reboot, não apresenta personagens nem nada, simplesmente continua de onde parou. O número 1 é puro marketing. Não fede nem cheira, mas é interessante a nova situação de Hal Jordan e também de Sinestro. Obviamente isso não vai se manter por muito tempo, mas pode dar um arco legalzinho.

Morcelli: [opinião neste link]

Red Lanterns #1:
Roteiro: Peter Milligan
Arte e Capa: Ed Benes

Vlad ‘Focus’: Peter Milligan escrevendo os Lanternas Vermelhos pode ser muito bom, certo? Errado! A história é uma decepção só, uma tentativa fajuta de transformar o Atrócitus no Justiceiro da DC, o que por si só já é ridículo. Além disso, os personagens são rasos e as (poucas) lutas sem graça.

Morcelli: [opinião neste link]

Resurrection Man #1:
Roteiro: Dan Abnett & Andy Lanning
Arte: Fernando Dagnino
Capa: Ivan Reis e Joe Prado

Vlad ‘Focus’: Boa história, personagem interessante e premissa instigante. Não é grande coisa, mas cumpre seu papel. Eu que não conhecia o personagem direito não me senti perdido em nenhum momento.

Morcelli: Lanning e Abnett novamente no personagem que serviu para mostrar a qualidade de seu texto anos atrás, na primeira série mensal do Resurrection Man. E os dois, assim como seu protagonista Mitch Mitchell, continuam muito afiados! Leiam!

Demon Knights #1:
Roteiro: Paul Cornell
Arte: Diógenes Neves e Oclair Albert
Capa: Tony Daniel

Vlad ‘Focus’: Muito boa mesmo! A contextualização histórica/temporal está excelente. Adorei os personagens escolhidos pra série e como eles foram apresentados!

Morcelli: Uma das melhores até agora! Cornell retrata muito bem Camelot, Etrigan e cia. Além de nos colocar na ambientação de suas histórias de um jeito prático e de fácil compreensão logo nas primeiras páginas, o autor também respeita as características básicas de cada um de seus personagens, aproveitando-se disso para elevá-los a um nível atual e mais “cool”. Temos a chance de ver também um Vandal Savage ainda meio bruto e cru, mas muito divertido, e se relacionando diretamente com estes chamados “heróis” do passado. Ótimo material, com uma arte espetacular do brasileiro Diógenes Neves.

Superboy #1:
Roteiro: Scott Lobdell
Arte: R.B. Silva
Capa: Eric Calete

Vlad ‘Focus’: Longe de ser a bosta que eu imaginava, em se tratando de Scott Lobdell, a história até que é interessante. Legal como ele coloca um Superboy clonado a partir do Superman para viver em uma realidade virtual e começam a surgir memórias de Smallville, então os cientistas começam a se perguntar o motivo disso. E é interessante também a nova encarnação de Rose Wilson.

Morcelli: Provavelmente minha maior decepção foi a arte de R.B. Silva. Depois de ver o trabalho tão bom que ele fez no especial Superman’s Pal Jimmy Olsen meses atrás, ficou claro que ou ele teve pouquíssimo tempo pra fazer Superboy ou não estava nada inspirado. Todo o traço é corrido demais e fica esquisito (ou mesmo ruim) em vários momentos. Uma pena. Em compensação o trabalho de Lobdell não decepciona. Mesmo que esteja muito aquém do que Jeff Lemire fez com o personagem meses atrás, ainda é um texto interessante e cheio de mistérios para o futuro.

Deathstroke #1:
Roteiro: Kyle Higgins
Arte: Joe Bennett
Capa: Simon Bisley

Vlad ‘Focus’: Muito bom! Isso sim é um mercenário de respeito! Gostei muito da dinâmica da revista e da caracterização do Slade. A história tem um personagem forte, bem definido, tem ação na medida certa e empolga bastante. Pra mim, uma das boas surpresas do reboot.

Morcelli: A edição de estreia foi um verdadeiro chute nas bolas. Higgins ainda é novato nos quadrinhos e já começou mostrando muito respeito aos fãs e qualidade no seu texto. O Exterminador é retratado como há anos não se via, garatindo ação e violência em doses que nem a DC está acostumada, fazendo o “risco” de mudar tanto o estilo de suas histórias ganhar resultados muito positivos. Destaque para o plot-twist no final que vai explodir sua cabeça – literalmente!

Batwoman #1:
Roteiro e Arte: J.H. Williams III
Co-Roteirista: William H. Blackman

Vlad ‘Focus’: Não dá mais pra elogiar o J. H. Williams III, o cara é sensacional, e aqui ele aproveita que também é o roteirista pra dar um espaço enorme pra sua arte, o que é fantástico. Suas (muitas) páginas duplas são um desbunde visual! O roteiro é bom também, mas não tem reboot, continua de onde tinha parado, apesar de relembrar as situações pra quem está começando agora. Edição muito boa.

Legion Lost #1:
Roteiro: Fabian Nicieza
Arte e Capa: Pete Woods

Vlad ‘Focus’: Premissa interessante, mas ainda não mostrou a que veio. A primeira edição apenas mostra o motivo deles estarem presos no nosso presente. Uma falha grave da história é não apresentar os personagens direito, eu terminei de ler sem saber quem eram alguns daqueles legionários, e outros eu só soube porque já os conhecia.

Grifter #1:
Roteiro: Nathan Edmondson
Arte e Capa: Cafu

Vlad ‘Focus’: Uma montanha-russa: ação direta, não linear (com idas e vindas no tempo) e te prende até o fim. O problema é que quando acaba você fica meio perdido, sem saber direito o que aconteceu.

Frankenstein – Agent of S.H.A.D.E. #1:
Roteiro: Jeff Lemire
Arte: Alberto Ponticelli
Capa: J.G. Gones

Vlad ‘Focus’: Bem divertido, mas nada além disso. Legal a nova versão do Pai Tempo, a inserção do Ray Palmer como cientista da S.H.A.D.E. (e contato do governo) e os novos colegas-monstros do Frank: um lobisomen, um vampiro, uma múmia e uma mulher-peixe.

Mr. Terrific #1:
Roteiro: Eric Wallace
Arte: Gianluca Gugliotta
Capa: J.G. Jones

Vlad ‘Focus’: História cansativa demais, arrastada demais. Apesar disso, tem coisas interessantes, como o reposicionamento do personagem no novo UDC, dessa vez sem a SJA, e a participação da Karen Starr, que não é a Poderosa, apenas uma milionária que usa um vestido com um decote gigante.

Morcelli: Boa introdução do personagem. Pode ter ficado aquém do que os fãs mais hardcore da Sociedade da Justiça esperavam, mas anda assim o Senhor Incrível foi colocado de um jeito bacana e seu drama pesosal foi todo mostrado no começo para que as próximas edições tenham coisas relacionadas ao seu presente e ao mistério de “seu filho que não nasceu e veio do futuro”. Fica a esperança de que Karen Starr tenha mais participação e se torne uma heroína eventualmente.

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