[HQView] Superman nº 103 da Panini Comics

Esta é a primeira resenha do novo colaborador JP Nakashima. A partir de agora ele colaborará constantemente com o Multiverso DC com resenhas dos lançamentos Panini.

Sinopse: Superman é capturado por Brainiac e Lex Luthor, e sua última esperança de sobrevivência reside em Mon-El ter aprendido tudo que lhe foi ensinado sobre heroísmo. No Iraque, a Sociedade da Justiça e a Mulher-Maravilha se unem para tentar derrubar o falso Rao, mas nem mesmo o poder conjunto desses heróis pode ser capaz de derrubar um deus! No futuro e no presente, a Legião dos Super-Heróis tenta impedir que a realidade seja apagada!

Por JP Nakashima

Novo Krypton está enfim caminhando para o seu final. Brainiac atacou Novo Krypton; Superman foi capturado; Mon-El se dirige à nave do inimigo; a Legião, acompanhada de Superboy e Supergirl, pretende defender o planeta e salvar as cidades engarrafadas pelo coluano; Zod continua tentando salvar seu povo com seus métodos ambíguos.

Dando prosseguimento ao trabalho começado no blog com a HQView da edição 102, a Última Batalha de Novo Krypton continua.

Ficha Técnica
Superman nº 103
Panini Comics
Junho de 2011
84 páginas
R$ 6,90

Superman #698
Título: Destino
Roteiro: James Robinson
Arte: Javier Piña e Bernard Chang
Cores: Blond
Capa: Julian López, BIT e Santiago Arcas

James Robonson continua o arco mantendo um bom ritmo, mostrando-nos a situação de Superman e Mon-El na nave de Brainiac. Enquanto o primeiro está nas mãos da clássica dupla Luthor/Brainiac, lutando pra escapar, o daxamita parte para dar assistência ao amigo e salvar uma das cidades engarrafadas que pede ajuda telepaticamente para ele.

Mais uma vez, o roteirista exagera em alguns diálogos, além de usar o já ultrapassadíssimo recurso dos balões de pensamento de forma não muito feliz com Mon-El (recurso que ele também insiste em usar na sua LJA, de forma pior). O exagero já está mais controlado do que na primeira parte do arco (a página com Superman se libertando dos robôs de Brainiac e gritando é exagerada, mas no contexto da história funciona bem), certa concisão ainda viria bem a calhar.

Apesar disso, a história flui bem e o curto confronto entre Superman, Luthor e Brainiac deixa na boca um gosto por algo mais do que foi mostrado, gosto alimentado ainda mais pela fuga de Lex. A equipe de arte é bastante competente, com destaque pros bonitos quadros de Mon-El lutando contra várias raças alienígenas que guardam a nave do inimigo. É um capítulo divertido que pede por mais.

Nota 7 / 10

Adventure Comics #9 (1)
Título: Homônimo
Roteiro: James Robinson
Arte: Travis Moore e Júlio Ferreira
Cores: Pete Pantazis
Capa: Joe Quinones

Uma história centrada em Brainiac 5, da Legião dos Superheróis. As consequências da luta contra o primeiro Brainiac chegam ao século 31 e o universo está sendo destruído devido a uma grande alteração no curso do tempo: a morte do Superman pelas mãos do seu terrível inimigo coluano. Em vista desses fatos, o descendente do vilão e mente da Legião decide ir ao passado para impedir o fim do universo.

Finalmente Robinson não peca em excessos e nos entrega uma curta porém efetiva história. É um capítulo bastante simples e direto, que apresenta aos leitores o passado de Brainy e suas motivações para entrar no conflito. Assim, o que vemos é uma caracterização distante do legionário arrogante mostrado normalmente, que dá lugar a um personagem inseguro devido à identidade do inimigo em questão de forma verossímil.

Travis Moore, apesar de não comprometer a história, perde quando comparado aos outros desenhistas até agora apresentados.

Nota 7 / 10

Adventure Comics #9 (2)
Título: Unificar
Roteiro: Sterling Gates
Arte: Eduardo Pansica e Eber Ferreira
Cores: Pete Pantazis
Capa: Joe Quinones

O pequeno grupo de legionários que está no século 21 (juntos de Superboy e Supergirl) tenta alcançar a nave de Brainiac, tendo de lutar contra o exército de robôs adversários e ao mesmo tempo, tendo de lidar com o preconceito do povo kryptoniano.

Sterling Gates revisita um conceito que acompanha Novo Krypton desde o começo e que quando bem explorado é sempre divertido: a divisão da sociedade de Krypton em castas.

Apesar da curta duração da história (que divide as 20 páginas da revista original com a história anterior), o escritor apresenta uma possível solução para a desunião dos kryptonianos e ainda forma um ‘’exército’’ para acompanhar a Legião em sua missão.

Devo dizer que a solução não me agradou. Ao, com a ajuda de Tellos, ‘’retirar o preconceito da mente dos kryptonianos’’, Supergirl acabou cometendo um dos grandes pecados do Universo DC desde a Crise de Identidade, alterando a mente de pessoas. Entendo que é uma situação de guerra, que Supergirl é uma heroína imatura e que o que foi retirado foi preconceito, mas mesmo assim, não me soou nada correto. Mancada de Gates aqui. De qualquer forma, abstraindo esse fato, a história não faz mais do que segurar o ritmo e pouco acrescentar pro andamento da trama.

Eduardo Pansica me lembrou aqui, em alguns momentos (como na primeira página dupla e no quadro com Superman e Mon-El), semelhanças com Brian Hitch, artista que eu muito aprecio. É um capítulo bem desenhado.

No geral, a continuação da Última Batalha de Novo Krypton tem bom ritmo, mas a história ainda não explodiu de fato. Assim, fica a expectativa pelas próximas edições.

[PS: A bela capa variante dessa edição de Adventure Comics foi feita pelo nosso compatriota Rafael Albuquerque com Dave McCaig, e é tão ou mais bonita que a de Joe Quinones. Dá vontade de ver ele desenhando uma revista relacionada ao Superman.]

Nota 6 / 10

Action Comics #888
Título: A verdade sobre o poder (parte 2)
Roteiro: Greg Rucka e Eric Trautmann
Arte: Pere Pérez
Cores: Javier Mena
Capa: Yildiray Cinar

Tem algo de errado nessa história. Sério. Greg Rucka é um grande roteirista e já mostrou isso inclusive trabalhando com o universo do Super antes. Os elementos apresentados aqui tinham um belo potencial. Os personagens são interessantes e o que Rucka vinha escrevendo culminava nesse arco. E mesmo com as coisas relativamente bem direcionadas, a execução das idéias falha de forma amarga.

Chris foi trancado na Zona Fantasma novamente e agora a luta contra o gigante Rao continua com a ajuda da Sociedade da Justiça (que inclusiva mencionam a grande semelhança dessa situação com a do arco de Gog, publicado há pouco tempo), que também têm de impedir um incidente internacional nuclear envolvendo o gigante.

Como citei no primeiro parágrafo, a execução das ideias é falha e o ritmo é morno, não empolgando. A arte de Pere Pérez continua com grande dinamismo e torna as coisas um pouco mais agradáveis.

E apesar de tudo, o gancho final é bastante interessante, o que dá esperanças pra uma conclusão um pouco melhor do que o que vêm sendo feito até aqui.

Nota 5 / 10

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