[HQView] DC + Aventura nº 3 da Panini Comics

Texto escrito por Phelipe Peregrino, do blog http://privilegiodosbufoes.blogspot.com/, especializado em Neil Gaiman

Talvez, há alguns meses – antes do reboot – ninguém aceitaria a ideia de que, para trazer o Superman de volta ao público e torná-lo “mais atual” seria necessário, justamente, aproximá-lo ao que ele era em sua concepção original. O Superman “campeão dos oprimidos” idealizado por Siegel e Shuster parecia uma realidade distante da nossa e do herói perfeitamente lapidado construído ao longo das décadas. Mas aí veio o reboot. E veio o Morrison.

A palavra chave do título DC + Aventura é timing. Até agora, a Panini tem sido muito feliz em suas escolhas e o timing em que elas estão sendo feitas. Foi assim com a DC + Aventura #2 (com histórias do Lanterna, aproveitando-se do interesse gerado pelo filme) e, agora, DC + Aventura #3 se apoia no buzz gerado pelo novo de novo da DC e do Morrison.

Sinopse: Na mais nova edição de DC + Aventura, somos surpreendidos por um conto que narra o inusitado encontro do Homem de Aço com alguém que, na verdade, se assemelha ao Superman dos anos 1930… ou seja, ele não voa, mas é capaz de saltar grandes edifícios, correr mais que uma locomotiva e assim por diante. De quebra, a origem resumida do herói, tal como foi concebido por seus criadores, Jerry Siegel e Joe Shuster.

Adventures of Superman #612
Título: A Cada do Autor

Roteiro: Joe Casey
Arte: Derec Aucoin

Cores: Tanya & Rich Horie
28 páginas.

R$ 1,99.

Quando a justiça e seus conceitos começam a se tornar “questionáveis”, um campeão de capa vermelha e com um “S” no peito surge para ajudar aqueles que realmente precisam. Só um detalhe: não é o Superman com o qual estamos acostumados. O herói em questão é uma manifestação do subconsciente de um jornalista e escritor que trabalha em sua mais recente obra, um livro chamado “Herói dos Oprimidos”.

De modo geral, a trama é bem simples e se desenrola de maneira que pode ser definida como “infantil”. De algum modo as coisas, simplesmente, se resolvem e se revelam. Mas a questão é que fica evidente que Joe Casey estava preocupado em outro aspecto da trama. O “Herói dos Oprimidos” se manifesta naqueles momentos onde a justiça falhou em sua essência. Uma mulher sendo surrada pelo companheiro, abuso de poder policial ou aquela velha conhecida de nós, brasileiros: a impunidade.

Pode não ser a mais brilhante das histórias, mas ela tem um acerto interessante: ela deixa claro a diferença entre o Superman com que nós nos acostumamos e o Superman de Jerry Siegel e Joe Shuster: Enquanto um está preocupado em ser um ícone e um exemplo para o mundo, o outro está preocupado com as pessoas e só as pessoas.

Nota: 6/10

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