[HQView] Lanterna Verde nº 33 da Panini Comics

Estamos de volta para resenhar mais Lanterna Verde para nossos leitores. Em Lanterna Verde nº 33, a Panini Comics mantém o bom trabalho com linha das histórias esmeralda, dando seguimento natural às histórias que começaram ou se encerraram com A Noite Mais Densa. Nesta edição temos a continuação dos trabalhos de Tony Bedard nos roteiros de Green Lantern Corps; há também a porradaria comendo solta entre Lobo e Atrócitus, cortesia de Geoff Johns. A revista ainda traz uma grata surpresa na maravilhosa Brave and the Bold.

Green Lantern #55
Título: Os Novos Guardiões – Capítulo 3
Roteiro: Geoff Johns
Arte: Doug Mahnke
Arte-Final: Christian Alamy, Doug Mahnke, Tom Nguyen, Keith Champagne
Cores: Randy Mayor, Gabe Eltaeb
Capa: Doug Mahnke

Título: Contos da Tropa dos Lanternas Vermelhos – Dex-Starr
Roteiro: Geoff Johns
Arte: Shawn David
Cores: Jamie Grant

Johns e Mahnke constroem juntos uma das histórias com visual mais bacana e roteiro mais gratuito dos últimos anos na revista do Lanterna Verde. Resumidamente Johns colocou Lobo para lutar contra o time de Hal Jordan e acaba derrotado por Atrócitus. Toda a história se desenvolve sobre esta luta, mais nada.

Ao final descobrimos que os dois lutaram apenas para que Atrócitus pudesse ganhar a confiança dos outros. Tudo não passou de um plano da dupla de monstros em favor do monstro vermelho. Em troca Lobo ficou com um anel vermelho.

Todas estas páginas de nada valem a graça do rápido conto do gatinho Dex-Starr ao final, história muito mais divertida e conceitualmente interessante que todas as páginas anteriores de porradaria à toa. O pequeno conto mostra aos leitores como este carismático personagem surgiu de uma forma bem rápida e dinâmica.

Nota: 5/10

Green Lantern Corps #49
Título: A Revolta dos Lanternas Alfa – Parte 2
Roteiro: Tony Bedard
Arte: Ardian Syaf
Arte-Final: Vicente Ciufentes
Cores: Randy Mayor, Gabe Eltaeb, Carrie Strachan
Capa: Ardian Syaf

Bedard mantém o bom nível de sua estreia com a segunda parte do arco que propõe para a Tropa dos Lanternas Verdes. Como vimos anteriormente o Superman Ciborgue está planejando algo sinistro contra a Tropa esmeralda e pra isso vem transformando alguns dos mais valorosos soldados de Oa em alfas para seu bel prazer – e para um objetivo muito maior que descobriremos mais adiante na história.

O autor tem sorte de ter um nome que vem crescendo mais e mais na DC com desenhos, que éArdian Syaf. A dupla junta tem contado histórias com excelente visual e narrativa, possibilitando que personagens sejam altamente desenvolvidos e o visual ainda deixe qualquer fã de uma boa ação espacial de boca aberta. Bedard trabalha muito bem os casais (sejam eles casais reais mesmo ou apenas companheiros de Tropa), tais como John Stewart e Boodika (que perseguem a ameaça num ardil dos Alfas apenas para que John seja capturado) e Kyke Rayner e Soranik Natu, tornando seus conflitos e escolhas algo bastante palpável para os leitores.

Por fim, o Superman Ciborgue consegue capturar John Stewart para absorver sua energia esmeralda por completo e ampliar ainda mais seu poder, além de transformar o herói num Alfa para servir seus propósitos. Resta aos nossos heróis salvarem o amigo na próxima edição.

Nota: 8/10

The Brave and the Bold #33
Roteiro: Joseph Michael Straczynski (JMS)
Arte: Cliff Chiang
Cores: Trish Mulvihill
Capa: Jesus Saiz

Brave and the Bold #33, diferente das outras edições desta revista, tem uma localização cronológica bem definida pelo escritor J. Michael Straczynski, apoiada pelo traço sucinto e muito bacana de Cliff Chiang, que faz um trabalho mais que competente nesta edição. Na história, a Mulher-Maravilha resolve um rápido ataque terrorista a um cruzeiro em alto mar e é chamada por Zatanna para terem uma noite de diversão nas boates de Gotham City. Páginas antes vemos que Z. acorda bruscamente de seu sono horas antes e tem um sonho que sabe se tratar de um presságio.

Toda a narrativa é muito leve, simples e divertida, mas com algumas sacadas que apenas uma raposa velha como JMS seria capaz de inserir. Com pequenas falas ele nos mostra fatos das personagens que estavam lá o tempo ou, no caso de Diana, fatos que serão explorados por ele em próximas histórias (lembrando que o escritor está assumindo a revista da Mulher-Maravilha aqui no Brasil). Para travar o homem bomba do navio a Princesa Amazona retira toda roupa dele num piscar de olhos e, num rápido diálogo, percebemos que Diana literalmente gosta da coisa!

Zatanna: Você tem alguns movimentos que são sua assinatura, MM.

Mulher-Maravilha: Eu nunca tive problemas pra tirar a roupa de alguém.

Joe Straza aos poucos vai nos dando a entender que sabe o que está fazendo, em especial depois de toda a diversão das garotas, que nada mais é do que uma retratação fiel de uma balada com suas amigas, tenha certeza disso – vale lembrar que, para participar da farra, dupla convoca Barbara Gordon, ainda em seus dias de Batgirl, e ela acaba aceitando por saber que passa tempo demais fantasiada de Morcega ou enfiada numa biblioteca.

Mais tarde, depois de toda diversão, elas estão comendo num restaurante e Diana começa a falar sobre Oráculos da cultura grega. O texto é bem curto, mas deixa claro que Straczynski está preparado para lider com esta personagem, pois fala destes conhecimentos mitológicos com velocidade e propriedade – mais importante que isso, as falas de Diana garantem o futuro de Babs de forma inesperada e chocante!

Z. aconselha Babs a marcar um jantar com o pai, com quem ela não convive normalmente há meses devido a rotina que leva, e ela marca este momento especial no dia depois de pegar o táxi ir pra casa descansar da farra. No momento seguinte Z. e MM. lamentam muito o que está acontecendo e então descobrimos a verdade: a feiticeira teve uma visão do futuro da ruiva, visão esta que foi compartilhada por Diana, e elas sabem que não podem fazer nada a respeito, pois assim como na cultura grega não saber de tudo só prova que não se pode alterar o futuro, ou ele será piorado.

Babs janta com o pai. Ele relembra seus primeiros dias de encontro com o Batman. A porta bate, sua filha atende. Um homem de rosto branco e cabelo verde está do outro lado e atira. A Batgirl morre. Oráculo nasce!

Infelizmente esta resenha não consegue passar os momentos divertidos, tristes e emocionantes que a revista tem, mas ela serve para mostrar uma coisa a nossos leitores: nas revistas mais inesperadas acabam-se encontrando algumas das melhores histórias.

Nota: 9/10

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com
Secured By miniOrange