SDCC: Todd McFarlane aposta contra DC Relaunch

Jonah Weiland do Comic Book Resources entrevistou o escritor, desenhista e empresário Todd McFarlane, um dos mais famosos e polêmicos profissionais do mercado de quadrinhos americanos. O canadense começou a ficar conhecido dentro da inústria em seus trabalhos com a Corporação Infinito na DC Comics, mas foi explodir mesmo com a reinvenção visual do Homem-Aranha na Marvel e, logo depois, com a fundação da Image Comics e a criação de seu personagem Spawn.

McFarlane, por ser um editor e um empresário no mercado de HQs, conversou um pouco com o CBR nesta San Diego Comic-Con, e comentou algumas coisas que talvez muitos fãs também pensem, mas ainda não tinha expressado de verdade. “Vou apostar que vai dar errado“, começou Todd. “E digo por que: é um erro logístico. São 52 títulos lançados de uma vez só e começando do número #1. Deve-se olhar para o histórico dos produtos para se lançar algo assim e a DC não fez isso. Não há credibilidade em nenhum tíulo que comece do número 1. Uma coisa é Batman, Superman etc, a outra são outros títulos novos“, explicou.

Ele aponta ainda que, ao nserir todas as novas revistas no mercado, pode haver uma segregação já na divulgação deles: “como a editora vai garantir que o 47º título, por exemplo, vai receber a mesma atenção de um Batman? Como autor, como posso esperar que a editora faça isso por mim? É uma oportunidade perdida.“, falou indignado. “Eles estão ganhando a atenção da mídia agora, ótimo, mas não vai haver follow-up para os meses seguintes. Deveriam ter relançado tudo sim, mas aos poucos, para garantirem a confiança dos leitores, terem um acompanhamento forte da mídia e saber melhor o que será aceito e o que não deve durar muito. Seria um passo muito mais certeiro“.

McFarlane continua: “se sou um revendedor, todo mês preciso ter um orçamento gigante – o que é difícil de acontecer – para trazer todas as 52 edições, sendo que muitas tenho que fazer sair de todo jeito mesmo que estejam em ‘fase de testes’. Tenho que fazer tudo esgotar, mas não tem a menor possibilidade do consumidor querer tudo“, explicou.

Será que McFarlane está certo? O que você acha, leitor? Comente aí embaixo!

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