(Resenha) Flashpoint é diversão garantida

[o artigo abaixo contém spoilers]

Flashpoint chegou ao seu terceiro mês nesta última quarta-feira. Geoff Johns e Andy Kubert estão comandando um evento que não é uma realidade alternativa, apesar de ter esta cara, e serve de funil para o que está vindo: a nova DC Comics. Desde 2009 Johns não lançava um material realmente de alta qualidade, tendo sido várias vezes criticado em seu próprio fórum e aqui no site.

Nosso amigo e colaborador Bruno Nascimento, o famoso Brunão, levantou uma possibilidade um tanto curiosa sobre Johns quando gravamos o Comicpod sobre o Reboot – lançado ontem aqui no Multiverso DC. Johns teria passado um bom tempo escrevendo coisas mais fracas pois já sabia dos planos da DC para o Reboot, e guardou sua melhores ideias para usar na hora certa. De fato, Flashpoint parece comprovar a teoria, pois na terceira edição, o autor mostra ainda mais evolução, mais empolgação e mais energia. Flashpoint é tão orgânica que parece ter sido feita sob medida para quem gosta de histórias bem contadas.

Há uma certa conveniência em vários eventos, feitos para facilitar o destino narrativo de Johns. Não havia motivo para Barry Allen sobreviver ao executar o experimento que poderia trazer seus poderes de Força de Aceleração para este universo. Ele consegue de verdade e o Batman (Thomas Wayne) se convence de que está lidando com um herói de verdade, e não um charlatão. Logo em seguida, Barry afirma que na caverna há material suficiente para fazer seu uniforme vermelho. Pura conveniência narrativa, mas acaba sendo feito com bom gosto e diverte.

Após tantas promessas a respeito do Ciborgue (ou Cyborg) Johns finalmente começa a cumpri-las, mostrando um soldado ativo em nome do governo e que tem a clássica visão além do horizonte patriótico: é necessário tomar atitudes que o presidente não aprovaria para fazer o que realmente se precisa. O trio Flash, Batman e Cyborg é o que libetra o poderoso (e coitado) Superman, como comentamos num outro artigo aqui.

Este trio será a chave para a resolução desta série. Eles lutam contra um vilão que mudou todo o universo (Flash Reverso), mas não numa briga pessoal de Allen, e sim num contexto muito maior que envolverá o altruísmo destes personagens. Era isso que queríamos ver, e é isso que Johns está fazendo com a fantástica arte de Kubert.

Pra finalizar vale citar um extra bem legal: a participação rápida da Resistência, liderada por Lois Lane. Foi aí que descobrimos a integração do Bandoleiro (Grifter) na história, mostrando total união dos universos Wildstorm e DC. Pode ter sido sim uma decisão de última hora, como bem apontou o MdM, mas talvez não chegue a tanto. Até porque, querendo ou não, o personagem cabe aqui. E os personagens místicos vistos no mesmo quadro (tais como o curioso Canterbury Cricket) devem ser utilizados após o reboot em Demon Knight, de Paul Cornell.

Flashpoint, por enquanto, é recomendadíssima. Para qualquer um!

WP Twitter Auto Publish Powered By : XYZScripts.com