Universo Tangente: Superman e a Liga da Justiça

ÍNDICE DO ESPECIAL

SUPERMAN

De volta para mais um texto sobre duas revistas muito importantes do Universo Tangente: o título do Superman e o da Liga da Justiça. Vamos começar pelo primeiro que consegue o que se pensava ser impossível, que é fazer um Superman realmente novo e que muito pouco relembra a criação original, mas que também não fica nada abaixo quando se fala de poder e responsabilidade. E falando em responsabilidade, foi Mark Millar em pessoa que escrever esta edição – na época ele ainda não era a estrela que se tornou poucos anos depois. Ao seu lado estava Jackson “Butch” Guice, que deu um tratamento mais que especial para a narrativa.

Superman aqui se chama Harvey Dent – isso mesmo, o nome do Duas-Caras – e é um policial. Num acidente muito bizarro ele começa a desenvolver técnicas sobre-humanas cada vez mais amplas (bem ao estilo do Marvelman de Alan Moore, pra citar como exemplo) e sua mente se desenvolve a níveis que a própria ciência não consegue medir. Harvey Dent se torna quase que uma entidade, mas também realista. Diferente do “nosso” Superman que é quase utópico, Harvey sabe que não pode resolver tudo (mesmo que consiga), e que o principal a ser feito é estar com sua amada. E ele o faz.

Millar escolhe uma narrativa mais pessoal aqui, utilizando a esposa de Harvey como seu veículo comunicativo. Enquanto ela escreve suas memórias do marido desde que os poderes vieram à tona (e questionando se ele sempre teve aquilo e o acidente apenas puxou o “gatilho”) vamos acompanhando os belos quadros de Guice pelas páginas. É realmente uma boa revista, mesmo que seja longa pra se ler – apesar de poucas páginas, há muito texto nos quadros.

LIGA DA JUSTIÇA

Com roteiros do próprio criador do universo, Dan Jurgens, e desenhos de Darryl Banks, a aventura a seguir mostra como o maior grupo de heróis dos quadrinhos pode ter uma ótima e divertida releitura. Tudo começa com uma reunião de cúpula do governo americano que pretende decidir que fim dar aos super humanos que viraram deuses em meio às massas. A situação social torna-se um problema político a partir do momento que essa população dá crédito apenas à esses deuses que caminham entre eles. Com isso, o governo tornou-se uma entidade quase impotente perante às pessoas comuns.

Na esperança de conseguir mudar esta situação, a cúpula, formada pelo presidente dos EUA e alguns senadores e governadores, decide escalar um super grupo de assassinos, denominados Liga da Justiça da América, cujo único objetivo é “limpar a América de meta-humanos que assolam nosso país”. Os escalados foram o Questão, Alvo Humano, Johnny Double e Vigilante. Este quarteto, somado à grande ameaça do Ultra Humanóide, um mega robô com poderes quase infinitos, forma o exército armado da América contra os heróis.

Iniciando as ações físicas, o primeiro alvo torna-se o Eléktron original, que havia acabado de revelar ao público ser o culpado pela explosão dos mísseis atômicos de Cuba em 1960, trazendo abaixo a Ilha e uma parte do solo americano. No momento de sua chegada no tribunal, em meio à toda população e imprensa, ele é atacado pelo Questão e o herói morre com um tiro no rosto, como Kennedy há tantos anos atrás. A partir daí começa o efeito dominó contra os heróis: o Ultra Humanóide enfrenta todo o Sexteto Secreto e os outros membros da Liga partem ao ataque contra os heróis mais famosos do mundo.

Sendo assim, Batman, Superman, Mulher-Maravilha e Lanterna Verde são atacados. O interessante neste ponto é não conhecer 2 desses personagens, que são Superman e Mulher-Maravilha, ainda não apresentados ao leitor. Isso ocorrerá mais aiante, o que deixa um gancho bacana para quem se tornou fã da série Tangente. Partindo para a descrição de cada um eles, a história deixa a entender é que o Superman tem poderes quase tão grande quanto de um deus, podendo controlar mentes e elementos da natureza, deixando a Alvo Humano incapaz de atacá-lo. Em outro ponto a Mulher-Maravilha, aqui, vai muito além de ser uma amazona batalhadora – ela assemelha-se a uma grande guerreira, com um rosto de medusa e é muito poderosa.

Outro front interessante de notar foi a batalha do Questão contra a Lanterna Verde, em que o atirador é obrigado a confrontar-se com quem assassinou: a Lanterna traz o Eléktron de volta à vida para derrotar o vilão e auxiliar os heróis.

Ao término dessas batalhas, todos os 4 heróis atacados encontram-se de forma coincidente e prometem, juntos, combaterem todas as forças que estão contra eles e o povo, tomando pra si o nome de Liga da Justiça da América. Apesar de um final um pouco clichê, a história desenrola-se de forma interessante e divertida, sem grandes revelações bombásticas, mas com uma boa dose de entretenimento, além de deixar 2 bons ganchos para edições futuras.

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