Retrospectiva Final: A Noite Mais Densa – Mês 6

[Retrospectiva Final A Noite Mais Densa – Prelúdio Completo]
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A Noite Mais Densa está chegando ao fim. Hoje relembramos o sexto e ante-penúltimo mês de evento, com muitas coisas começando a esquentar de verdade! Todo o evento, neste mês, se resume a três revistas: A Noite Mais Densa, Universo DC, Liga da Justiça e Lanterna Verde. Mais um grande acerto editorial da Panini que fez sair muito material relevante para a história principal em apenas duas revistas – diferente do mercado americano que, não tendo o esquema de mixes, publicou dezenas de revistas por mês.

SUPER… MORTE? – Adventure Comics #5:

A história começa com o Superboy Primordial sendo atacado pelos Lanternas Negros de todas as pessoas que ele matou. Ficando puto da vida o emozinho vai aos escritórios da DC e ataca Dan DiDio, destruindo “Ambush Bug #6″ por engano. A briga perde a noção e muitos escritórios da DC são transformados em escombros, finalmente culminando no encontro com o editor Eddie Berganza que acaba sendo salvo pelo zumbi de Alexander Luthor, que leva Superboy para lutar no porão. O garoto decide então usar um anel negro para se igualar a Lexie e enfrentá-lo de igual pra igual – ele consegue derrotar o inimigo e acabar com o todo o porão da editora.

MARAVILHOSA MORTA-VIVA – Blackest Night: Wonder Woman #1

blackest-night-wonder-woman-2-capa-varianteNesta semana tivemos contato com mais um tie-in do evento Blackest Night (A Noite Mais Densa, no Brasil), desta vez protagonizado pela amazona Mulher-Maravilha, com textos de Greg Rucka e arte de Nicola Scott. A participação da princesa na história foi cercada de polêmicas e teorias, levando muitos a crerem que ela morreria e se tornaria uma das mais fortes zumbis da saga. Entretanto, como pudermos ver Blackest Night #5, ela se tornou uma zumbi viva – o que ainda não retira as teorias da morte dela da jogada, já que as solicitações das próximas duas edições de Blackest Night: Wonder Woman ainda têm muito mistério.

De qualquer forma, vamos falar deste primeiro capítulo aqui no Multiverso DC e o que ele nos deixa para os próximos. O plot principal é um tanto óbvio: o corpo de Maxwell Lord está de volta como um zumbi querendo dar o troco na amazona, já que ela o matou em Crise Infinita. Para fazer sua vingança valer, ele deixa um rastro de corpos e, claro, usa seus poderes mentais para controlar algumas pessoas. A heroína consegue enfrentá-lo, mas não matá-lo, e isso faz com que novos aneis negros cheguem e tomem os soldados que estão ali naquele cemitério de heróis de guerra, fazendo aparecer uma verdadeira horda de zumbis atrás de Diana e dois guardas que estavam com ela. Entretanto ela surpreende, utilizando os poderes máximos de seu laço mágico e queimando todos com tanta luz que eles se transformam em cinzas. Ou quase: Max Lord ainda ficou “vivo” e pretende voltar em breve para assombrá-la!

A história aqui mostra muito mais um grande resumo de acontecimentos passados do que, propriamente, acontecimentos presentes e possibilidades futuras para esta minissérie. A narrativa é boa, mas nada reveladora, se parecendo muito com um grande resumo de coisas anteriores, o que comprova, mais uma vez, que boa partes destes tie-ins não têm nenhuma razão de existirem, podendo serem pequenos especiais de 48 páginas. Com isso o destaque da revista acaba indo para Nicola Scott que consegue nos colocar dentro de um aspecto sombrio e macabro, além de desenhar corpos e expressões com muita perfeição e limpeza no traço.

RETORNO TRIUNFAL – Green Lantern Corps #43

green-lantern-corps-43-capaEmocionante. Essa é a palavra mais simples para definir como foi Green Lantern Corps #43, escrita magistralmente por Peter Tomasi e desenhada pelo não menos talentoso Patrick Gleason. Quem acompanha o título no Brasil atualmente, publicado mensalmente em Dimensão DC: Lanterna Verde, vem vendo um escritor ainda não tão à vontade com o título assim como ele está no que vem sendo publicado lá fora. Nosso amigo Brunão sempre defende Tomasi e GL: Crops aqui e isso não é à toa. Deixando o lado fanboy tomar conta um pouquinho, podemos dizer: essa foi a melhor edição de Lanternas Verdes do ano – fácil!

Tudo começa com o esforço de Soranik Natu utilizando o máximo de seus poderes para não deixar os aneis negros tomarem Kyle e transformarem-no num zumbi da tropa negra, enquanto Guy Gardner, ensandecido e descontrolado aceita a raiva dentro de si e o anel de um lanterna vermelho falecido ali o toma, transformando-o numa verdadeira arma de guerra contra todos os zumbis à vista. Muita gente torceu o nariz para a transformação de Guy num Lanterna Vermelho, mas lendo a revista, a emoção dele pela perda de Kyle é tão palpável que, de verdade, dá vontade de entrar dentro da revista e ajudá-lo na caça às bruxas que seu ódio instaurou. Vendo, de um lado, a batalha de Soranik para defende ro corpo de Kyle dos aneis negros e tentando ressuscitá-lo – afinal, ele teve uma parada cardíaca – e do outro Guy no que pode ser considerado o melhor momento de toda sua carreira, nos faz acreditar que Tomasi se preparou durante todo este tempo para escrever ESTA história.

Como dissemos acima, Kyle não estava realmente morto. Ele teve uma parada cardíaca e, como o desejo dos aneis negros são os mortos ou sem coração (já que ele sempre é retirado das vítimas pelos membros desta tropa) . Bsicamente, o que Tomasi fez foi enxergar os elementos mais crus e naturais do surgimento desses dolis heróis e os utilizou no momento mais certo possível. Vejam:

  • Guy sempre teve uma força de vontade gigantesca, mais alta que a de todos os outros lanternas da Terra (menos apenas que Kyle, talvez) mas também sempre possuiu um temperamento descontrolado e raivoso, vivendo enfurecido e em contradições próprias durante muito tempo – ou seja, sua transformação no fim, é natural;
  • Kyle sempre simbolizou renascimento. Quando tudo foi por terra e os lanternas foram dizimados por um possesso Hal Jordan, ele foi o que trouxe a bênção da luz verde de volta ao universo e agiu, durante anos, como o único e verdadeiro Lanterna Verde carregando sozinho esse manto.

Aproveitando-se disso, o autor vai ao contrário de tudo que já aconteceu normalmente nos quadrinhos e traz Kyle de volta à vida de forma triunfal! Num momento emocionante, uma Safira Estrela é chamada com urgência para onde o corpo dele está com Soranik – a médica lanterna verde o ama loucamente, e a morte fez quebrar o laço desse amor, com isso, é função natural de uma Safira Estrela fazer com esse laço se uma novamente. Com isso, a Safira utilizou todo seu poder e os corações de Soranik e Kyle para transformá-los num só, unidos pelo sentimento de cada um, e Kyle volta com tudo para recuperar seu amigo Guy do acontecido e enfrentar com toda sua força a horda de lanternas negros que ainda os perseguem.

Toda a história das cores e das várias tropas é ligada às emoções, como bem sabemos. Aproveitando-se dos elementos que citamos acima e das ideias que o espectro emocional imposto por Goeff Johns na mitologia dos lanternas, Tomasi une tudo num shake e faz uma história que é sobre emoções e nos deixa emocionados, sem exagero nenhum.

MAIS TITÃS, MAIS ZUMBIS – Teen Titans #78:

A reunião super especial da família do Exterminador continua nesta edição. Ele, Devastadora (Rose) e Jericó foram assombrados por mães mortas, irmãos mortos, assistentes mortos e tios mortos. Aparentemente o objetivo destas edições dos Titãs não é colocá-los para lutar contra zumbis, mas sim para promover o Exterminador, que terá um grupo com sua liderança muito em breve. Nem precisamos contar o que acontece com os zumbis, não é mesmo? :D

BIZARRO (NÃO) VIRA ZUMBI – Superman/Batman #67:

Começamos direto na ação com a luta de Bizarro e Solomon Grundy – e por “luta” vocês podem entender Grundy descendo o cacete em Bizarro. Frankenstein arranca o braço do zumbi com a Espada de Miguel, apenas para vê-lo crescer de volta. Ignorando o que foi feito recentemente nas revistas do Batman com o personagem, Francine Langstrom tenta arrumar uma cura para Kirk novamente. Grundy engana Bizarro para que ele o ajude. Kirk, agora humano, tenta tomar a cura, mas acaba rolando uma sequência meio “médico e monstro” ao invés disso, quando, repentinamente, uma bala ricocheteia de Bizarro e vai direto pra Francini, fazendo Kirk virar Morcego de novo.

Grundy vai atrás da noiva do Frankenstein, apenas para conseguir atrair o herói e arrancar seu coração (se Grant Morrison estivesse morto ele virava zumbi e pegava o roteirista pelo pescoço). A atitude faz Bizarro perseguir Grundy, pegando-o e levando-o até o sol. Mas… surpresa! Frank não morreu! Ele tem dois corações!

CAPITÃO FRIO FOGE – Blackest Night: Flash #2:

Claramente as revistas escritas por Johns são as mais importantes para o evento mas, colocando isto de lado, Scott Kolins é um dos desenhistas mais incríveis que a DC carrega consigo. Basicamente o que vemos é a Galeria de Vilões morta contra a Galeria de Vilões viva. Vemos também o Lanterna Azul Barry Allen, Saint Walker, Wally West e Bart possuído. A coisa toda do “Tudo vai ficar bem” é um tipo de hino para os lanternas azuis que representam a esperança, e é dita por Barry o tempo todo. Os vilões acabam se unindo para roubarem um banco e prendem Barry num bumerangue gigante de ossos – ah, a Era de Prata…

LIGA DA JUSTIÇA DETROIT – Justice League of America #39

jla-39A segunda edição da prometida longa passagem do escritor James Robinson pela Liga da Justiça saiu nesta última quarta-feira nos EUA e vamos comentar um pouco sobre o que acontece nela neste artigo. Obviamente, como quase todos os títulos mensais da editora que estão saindo desde então, ela também é um tie-in do evento A Noite Mais Densa.

Como era de se esperar, esta continua exatamente de onde anterior parou, mas quebra a narrativa para mostrar os pensamentos de Vibro sendo baixados para dentro do anel negro que construiu seu corpo – sim, Vibro está de volta para aterrorizar a nova Liga da Justiça que, propositalmente, está com membros que partilharam da equipe na época de Detroid com ele (mais detalhes aqui). E então, Robinson quebra sua narrativa em três partes, fazendo com que a feiticeira Zatanna lide com o zumbi de seu pai Zatara, tentando desfazer os feitiços dele a todo instante não só para se defender como também para defender seus amigos – aliás, esta parte podia ter sido muito melhor, se os diálogos entre os dois não tivessem sido tão furados. Enquanto isso, a Dra. Luz se separa também para perseguir alguém que já sabemos quem é (se você não sabe, é só olhar a capa, hehe). Os outros heróis devem lidar com a outra horda de zumbis que chegou mesmo sem seus poderes funcionando corretamente e, principalmente, sem uma liderança bem colocada para a equipe.

Apesar de às vezes todos os personagens parecerem o Peter Parker e a Tia May ou a Mary Jane, a arte de Mark Bagley é muito funcional pelos cenários que cria, dando um ar de terror bem bacana como outros desenhistas não têm conseguido passar em determinados tie-ins. As cenas obscuras dentro do abandonado Hall da Justiça são muito bacanas e têm mais cara de filme de terror que propriamente um palácio de reunião dos maiores heróis da DC, o que é um grande trunfo do artista.

O que é legal nesta edição é ver a Liga realmente aterrorizada com os zumbis, e os bons ambientes que Bagley cria com sua arte, além do Dr. Luz psicopata devorando a namorada do Nuclear que foi transformada em sal em Blackest Night #3 ser uma coisa totalmente zumbi, muito bem colocado. Já a parte ruim fica por conta de alguns diálogos muito mal colocados, especialmente no que diz respeito ao próprio Vibro, que ficou extremamente canastrão e com umas frases em espanhol tão mal aplicadas que deixa qualquer leitor latino com pavor – e não é dos zumbis!

Enfim, parece que Robinson ainda está se adaptando ao seu novo trabalho com algumas dificuldades, mas conhece bem o seu caminho. Só nos resta esperar que a editora não o force a participar demais de tie-ins da Blackest Night e lhe dê a liberdade que ele precisa.

PRINCEVA CONTRA RAINHA – Blackest Night: Wonder Woman #2

As minissérie ligadas à Noite mais Densa seguem o modelo clássico de narrativa de três partes: o começo, o meio e o fim, sendo cada uma publicada em uma edição. Assim é com Blackest Night Wonder Woman, que chegou à sua segunda edição nesta última quarta-feira e que iremos comentar brevemente neste artigo.

Já de início vale ressaltar que o grande destaque, enfim, fica para a arte de Nicola Scott que faz um trabalho mais que maravilhoso neste tie-in, mostrando ser uma excelente desenhista para todos os aspectos de uma história: expressões, anatomia, ação, drama, fantasia. Ela consegue mandar bem em cada um desses elementos narrativos tornando o visual da revista muito rico e bonito, ao mesmo tempo totalmente limpo, devido à fineza de seu traço. Destaque, mais uma vez, para Mera, que além de estar bem escrita aqui também é muito palpável em suas emoções devido à bela arte feita. Enfim, vamos comentar o roteiro.

Greg Rucka teve uma longa passagem pela Mulher-Maravilha anos atrás, na época da Crise Infinita, e foi muito elogiado pelo seu trabalho com ela, tendo escrito algumas das histórias mais importantes que a princesa amazona já teve até hoje. Para a minissérie é claro que a DC o escolheu, não só por estar familiarizado com ela mas também pelo aspecto comercial: Rucka é garantia de que a mini iria vender razoavelmente bem. Mas e o conteúdo? A primeira edição, como já resenhamos aqui, foi bem introdutória e, apesar de não ser uma super história, não ofende a inteligência do leitor e vale uma olhadinha. Nesta segunda edição, a coisa já não cola tão bem assim, infelizmente – ainda não ofende a inteligência do leitor, mas poderia ter sido melhor aparada.

O grande problema não é a narrativa pois nisso Rucka se dá muito bem mostrando o aspecto dramático da transformação de Diana num zumbi vivo e o conflito que se dá em seu espírito ao ser tomado por uma energia muito maior que ela. O drama do ataque à Mera também é bem caracterizado, nos fazendo entender a dificuldade dela de controlar suas ações e instintos – isso na história é muito bom. Os acontecimentos que fazem a qualidade do livro cair bastante são os “acessos imaginários de zumbi” que Diana tem:

  • ela recebe ajuda da Moça-Maravilha, Cassie, mas Donna chega a arranca o coração da loura;
  • Diana não suporta o que acontece e destrói Donna;
  • a mãe de Diana aparece, e acaba morta pela própria filha

Pesado, não é mesmo? Mas então, surge o Batman, que a beija, impedindo que mais loucuras aconteçam. Ah sim, o Batman é Bruce Wayne. É aí que aparece Afrodite, a deusa do amor, que explica à Diana que aquilo foi um mundo criado por ela mesma para que a princesa pudesse explorar tudo que havia de ruim dentro de si ao ser dominada pelo anel negro e expelir esses sentimentos maléficos para se libertar e assumir o que sempre foi: um símbolo do amot. O que realmente não cai bem é a forma como isso foi feito, no velho estilo “foi apenas um sonho e agora que acordei está tudo bem”. Rucka poderia ter sido um pouco mais razoável ou criativo nesse sentido. E então vemos a transformação dela em uma Zamarona com o anel violeta.

Enfim, qual o saldo final da minissérie até agora? Ainda é positivo. Por um princípio básico: Rucka sabe escrever Diana Prince. Apesar da desculpa esfarrapada, ela também pode ser relevada, pois se tratando de uma personagem de origens místicas e mitológicas, mundos irreais são parte de sua própria história, e sob esse aspecto a ideia do mundo paralelo criado por Afrodite nem é tão boba assim se pensarmos desta forma. O que realmente cairia bem seria uma edição única, em tamanho especial, para narrar toda essa história sem precisar de momentos gratuitos. Aí sim teríamos um excelente tie-in da Mulher-Maravilha ligado ao evento.

PS: A frase da edição foi “Uma rainha não recebe ordens de uma princesa!”, de Mera. Quando é que a DC vai se ligar que o Aquaman precisa de uma nova revista? =)

A NOITE MAIS DENSA Nº 6

Uma coisa precisa ser dita sobre Geoff Johns: ele sabe construiu uma narrativa e sabe a hora de colocar ação e de colocar conversas. O homem não chegaria onde chegou se fosse um escritor ruim, mas de fato ele tem muitas qualidade. Agora vamos falar de Blackest Night #6, uma edição em que o autor não mostra todas essas qualidades, ou talvez esteja tão empolgado por, antes de mais nada ser um fanboy, que simplesmente se perde em meio à sua própria criação.

O que é legal de se ver aqui pode ser resumido a três tópicos bem breves:

  • Não dá pra evitar: Mera está sendo muito bem mostrada. Quando diabos a DC vai fazer algo com ela e Aquaman? Ou será que ela é tão legal que o Aquaman se torna desnecessário? =D. Aqui ela engaja numa batalha contra a Mulher-maravilha zumbi, que vai continuar em Blackest Night Wonder Woman #2, resenhada ontem aqui no site.
  • Lifeline. Finalmente temos a explicação das mortes e ressurreições na DC com uma fala de Bart Allen que certamente passou despercebida de muita gente. Ele diz a Barry: “Você foi a primeira linha da vida que Nekron criou”, ou seja, a morte do herói em Crise nas Infinitas Terras teria sido um feito dele, o primeiro de muitos que iriam resultar nesse evento – e agora os heróis irão eliminá-lo e, com isso, limpar essas linhas impostas por ele funcionando como a desculpa para ressuscitar muita gente!
  • O conceito criado por Grant Morrison em Crise Final em que os Flashses são mais rápidos que a própria morte foi utilizado aqui novamente, de uma forma que Barry pudesse correr carregando Hal tempo suficiente para avançar no futuro e não deixar que a “morte” (os aneis negros) os pegassem.

Fora estes três aspectos, a revista tem velocidade, o que é muito bom e é também uma melhora muito grande das outras edições para cá, mas somando tudo isso com outros feitos que vêm a seguir e colocando-os numa balança, a empolgação não vale tanto o esforço. Vemos que Ganthet simplesmente pode se auto-converter num Lanterna Verde extremamente poderoso, o suficiente para fazer com que todos os aneis dos outros espectros se dupliquem por 24 horas e escolham símbolos de suas emoções, que acabam sendo: Lex Luthor (avareza), Espantalho (medo), Mulher-Maravilha (amor), Eléktron (compaixão), Mera (raiva) e Flash (Barry, esperança). As escolham foram óbvias e meio bobas em uma série de sentidos, mas até passa com algum esforço. O que não passa em definitivo é: Ganthet pode se auto-declarar um Lanterna de ordem altamente superior? Por que não fez isso antes em momentos de crise? Os outros guardiões são passáveis, já que eles estão todos capturados e, praticamente, derrotados.

Agora, o que é mais curioso, e bem caído também, é que no fim das contas Nekron e Mão Negra simplesmente não aparecem nas histórias, fora alguns momentos muito específicos. Como podemos crer na qualidade desses vilões se eles nem dão as caras? Deixar tudo isso para o final é um erro e tanto da parte do autor, e espera-se uma solução para isso já na próxima edição, ou a coisa vai ficar preta mesmo (com o perdão do trocadilho).

No fim das contas, a revista não é ruim. Ela diverte em vários sentidos, mas peca em muitos outros. E por já ser a sexta de uma minissérie de oito, ela não é uma grande decepção por muito pouco. Um desperdício de um grande talento.

ELÉKTRON CONTRA GAVIÃO – The Atom and Hawkman #46:

Este é um dos títulos mais clássicos e, curiosamente, esquecidos da DC. A história é sobre o Eléktron e como ele aprende a lidar com os poderes da Tribo Índigo. Basicamente o que vemos é meio que um treinamento dele que ocorre dentro do anel da Índigo-1, no qual ele passa pelos mais sérios desafios emocionais para provar que merece o anel que carrega a energia da compaixão.

Sua determinação permite que Índigo-1 (NOK!) o coloque no chamado à toda sua Tribo e a edição acaba com ele pedindo a ela para descobrir como ressuscitar o Gavião Negro e Moça-Gavião (ou Mulher-Gavião, dependendo da tradução que você escolher).

MAIS LIGA DA JUSTIÇA – Justice League of America #40:

Vibro e Gládio. James Robinson trouxe essa dupla de zumbis da antiga Liga da Justiça de Detroit para assustar os atuais membros da equipe. Basicamente tudo continua de onde a última edição parou. Zatanna e o zumbi de seu pai, Zatara não são vistos por várias páginas, deixando bastante espaço para o Dr. Luz zumbi tenha bastante tempo para tentar dar um pega bizarro na Dra. Luz.

No esquema da saga nada demais acontece. Como se sabe, o verdadeiro reboot da equipe com Robinson e Mark Bagley só acontece na edição seguinte. Portanto, lanternas negros derrotados, o Tornado Vermelho está totalmente inoperante, O Homem-Borracha continua na mesma, Zatanna eventualmente vai pra sua revista mensal, Cigana, Vixen e a Dra. Luz ficam de lado. De novo!

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