Retrospectiva Final: A Noite Mais Densa – Mês 5

[Retrospectiva Final A Noite Mais Densa – Prelúdio Completo]
[Retrospectiva Final A Noite Mais Densa – Mês 1] [Retrospectiva Final A Noite Mais Densa – Mês 2]
[Retrospectiva Final A Noite Mais Densa – Mês 3] [Retrospectiva Final A Noite Mais Densa – Mês 4]

Ultrapassamos a metade do evento A Noite Mais Densa na sequência de lançamentos nacionais. Este quinto mês refere-se a novembro do ano passado por aqui e reúne mais história conforme o evento se expande pelo Universo DC.

TRIBO ÍNDIGO SURGE – Green Lantern Corps #42

Preparem-se para terem seus corações partidos nesta edição, pessoal. Quando vimos nossos heróis pela última vez eles estavam numa confusão terrível com os mortos enterrados em Oa voltando como Lanternas Negros e aqueles bebês assustadores juntando-se à festinha. Felizmente a
tribo Índigo apareceu para melhorar um pouco as coisas.

Esse pessoal do espectro Índigo usam seus bastões para canalizar a energia verde dos Lanternas Verdes para unirem-se à sua própria luz e acabar com os zumbis e é aí que as coisas ficam estranhas pois cada um destes monstros para de lutar repentinamente com seus anéis recebendo uma mensagem de que a energia chegou 100%. Soranik Natu e Kyle Rayner conseguem ter um rápido momento a sós até perceberem os estranhos abandonos de seus adversários. Com isso os lanternas verdes e a tribo índigo unem-se num grande construto para retirarem a Bateria Central dali.

Kyle e Guy tentam medidas desesperadas, jogando o lanterna vermelha Vice dentro de um poço de zumbis e deixando-o se virar com eles. Infelizmente um lanterna alfa gigantesco, Chaselon, decide que ele é um fugitivo e vaporiza-o. Alguns dos lanternas negros reconhecem uma pequena bateria de energia dentro do lanterna alfa, indicando que seus objetivos agora são devorar qualquer bateria que puderem encontrar e feriram Chaselon gravemente, pegando esta bateria dele. Salaak deixa Kyle ciente de toda a situação e o fato de que a bateria, uma vez liberada, vai explodir numa grande energia verde de uma só vez.

Kyle pega a bateria e faz com que os lanternas negros cheguem perto dele o mais seguro possível até que possa jogar neles um grande domo de energia que, bem, tia a vida dele também. “Eu te amo, Soranik. E você também Guy. Você foi como um irmão pra…” e com isso a bateria explode, acabando com todos aqueles zumbis, mas tirando a vida do herói também.

Guy Gardner acaba tão enfurecido que se torna um Lanterna Vermelho e as coisas pretende mudar bastante nos próximos números.

SUPERZOMBIE – Blackest Night: Superman #3:

Da última vez que falamos desta minissérie Krypto estava abatido, a Supergirl tinha que enfrentar seu pai zumbi e Matha estava prestes a incendiar a invasão em sua fazenda… isso sem falar que Conner havia se virado contra o próprio Superman. Já no começo da edição vemos o super cão acordar e voar para a ação antes de vermos a Supergirl, cheia de raiva e força de vontade, acabar com seu pai zumbi.

De volta à Terra, em Smallville, Superman tenta desesperadamente fazer com que Conner saia do controle do Pirata Psíquico Lanterna Negro. Martha percebe a conexão do anel com a morta Lois Lane da Terra-2, ordenando que Krypto dê um jeito nisso… e ele dá, arrancando a mão do zumbi, fazendo-o perder esta conexão. E agora, vamos ao “deus ex-machina” – convenientemente os kryptonianos têm uma arma que pode afastar a energia negra dos lanternas, Ela cria um domo em volta de Novo Krypton, mas eles precisam dar um jeito de livrarem de Zor-El e Alura faz isso.

De volta à Smallville, Clark consegue fazer com que Conner enxergue a saída daquela dominação e o jovem herói parte para pegar o Pirata Psíquico. Um detalhe interessante é que todos os sentimentos do espectro de emoção tomam o rapaz quando ele vê como sair do controle do Pirata. Tirando a máscara de Medusa dele o herói usa para consertar a bagunça que virou a cidade. Em Novo Krypton Alura e Supergirl jogam o pai da jovem no espaço e fecham o planeta.

Novamente na cidadezinha do Superman, Conner usa a Máscara da Medusa para projetar todo o espectro de emoções em Kal-L, desativando seu anel e mandando-o para o limbo. Por enquanto a família Kent está livre de zumbis.

LANTERNAS E SAFIRAS – Green Lantern #47

A revista começa rápida, com Lanternas Verdes e Vermelhos em batalha com os Negros em Ysmault. Atrócitus prova ser um porradeiro de primeira contra os “undeads”. Enquanto isso, em Korugar, Hal, Sinestro, Carol Ferris e Índigo-1 se deparam com a ressuscitada família Sur e não demora muito para que eles virem apenas sombra de zumbi. No setor 1313, John Stewart continua em sua perigosa missão.

Em Odym os Lanternas Azuis continuam a sofrer com os construtos de Larfleeze. A “Tropa Colorida” (já que não tem outro nome) chega e o Lanterna da avareza não fica nada contente. Porém, seus construtos desaparecem e os zumbis de suas vítimas (representados por seus construtos) se erguem para atazaná-lo. É aí que a edição acaba, dando a dica de possíveis “Novos Guardiões”, certamente formados por esta tropa colorida liderada por Hal Jordan.

O FLASH FICA NEGRO – Blackest Night: Flash #1

Ao que parece ninguém precisa ler Flash: Rebirth até o fim, não é mesmo? O final dela, aparentemente, tem Barry Allen quase matando o Flash Reverso, mas acaba não fazendo-o. A Galeria de Vilões sabe sobre os Lanternas Negros e estão juntando um grupo para sobrepujá-los.

Quando o Flash estava correndo e falando para os heróis como usarem a luz para derrotar estes seres o Flash Reverso voltou como um Lanterna Negro. Nada como uma boa viagem no tempo! Eles lutam e então o herói foge e descobre que seu amigo Solovar virou um zumbi também – é aí que os anéis atingem 100% de sua carga, fazendo com que o velocista corra para Coast City. A galeria, após tomarem algumas decisões, enfim começam a lutar contra os zumbis. Basicamente a edição se resume a acontecimentos entre outras edições de Blackest Night.

SUPERBOY “MORRE” – Adventure Comics #4:

Uma revista que se passa dentro e fora do universo dos quadrinhos, já que tudo começa com o Superboy-Primordial lendo a própria revista em “nosso” mundo. Seja como for, o que vemos são as memórias de Alexander Luthor serem baixadas para um novo zumbi que ascende bem quando descobrimos que este tie-in se passa antes de alguns eventos da saga, já que seu anel de poder está apenas com 57% de energia e então ele se transporta para outro mundo.

No século XXXI vemos uma brincadeira com a Legião dos Super-Heróis lendo a série Legião de 3 Mundos em formato digital e, como sabemos que isto ainda não existe oficialmente na DC, é claro que os heróis baixaram a revista ilegalmente :D. Um alarme toca indicando que o tempo foi alterada e voltamos ao presente. O jovem Clark Kent não entende muito de HQs e parte para pegar a primeira edição de “Adventure…” que ver na frente na comic-shop. Seus pais têm muito medo dele, já que sabem de tudo que ele fez nos outros mundos. Não encontrado a revista que quer o rapaz entra na internet e visita o site Newsarama (NT: Se fosse o Multiverso DC ele estaria muito mais bem informado :D) e procura por dicas sobre seu próprio destino.

Seu velho amigo Alex, agora em forma de Lanterna Negro, aparece, noticiando que o computador é um “conduíte para a fúria das pessoas desta Terra” e que ele é alguém muito odiado. Brincadeiras à parte, a luta entre os dois começa, com Alexander Luthor forçando-o a mudar para sua persona “Prime”. A luta continua, com Luthor informando que trouxe uma penca de pessoas que foram mortas pelo Superboy e anuncia que “O SUPERBOY MORRE NA PRÓXIMA EDIÇÃO”.

BIZARRO ZOMBIE – Superman/Batman #66:

A revista que fez parte do evento mas passou despercebida por muita gente mostra Bizarro e Morcego-Humano no meio desta saga de zumbis. Quem cuida dela por inteiro é Scott Kolins, nome mais que conhecido dos fãs da DC e que também escreveu e desenhou a minissérie de Solomon Grundy, que acabou com ele se tornando um Lanterna Negro. Já que com o zumbi mais famoso dos quadrinhos deu certo, Kolins escreve agora sobre dois dos os outros montros que a editora tem em sua grande caixa de personagem, sem contar as participações de Frankenstein e da S.O.M.B.R.A.

A esposa do Morcego-Humano apenas quer curar seu marido e o Bizarro acaba ferrando as coisas enquanto tenta fazer amigos. Para piorar mais um pouco Grundy aparece para fazer a terra tremer e a esposa do Morcego aproveita para lhe oferecer algo que pode ser a cura definitiva para sua condição. No entanto, nos céus, Grundy prepara-se para arrancar o coração quadrado de Bizarro quando a edição acaba, afinal, todo tie-in de A Noite Mais Densa precisa durar, pelo menos, duas edições pra vender.

A NOITE MAIS DENSA Nº 5

green-lantern-vol-4-48-capaNesta última quarta-feira chegou a esperada quinta edição de Blackest Night, o mega evento da DC Comics que acontece desde julho lá fora. A Noite mais Densa, como é chamada no Brasil, acaba de entrar em sua segunda fase e, somada à revista Green Lantern #48, podemos dizer que finalmente a história criou algum movimento, apesar de ainda ser rodeada por erros primordiais que não poderiam estar presentes a esta altura do campeonato. Enfim, vamos comentar as duas edições mais detalhadamente abaixo para entendermos o que aconteceu.

A primeira coisa que precisa ser dita é que Geoff Johns é uma pessoa muito apaixonada pelo que faz, e isso funciona tanto a favor como contra ele em diversos momentos, principalmente quando ele se deixa levar pela empolgação. Isso acontece principalmente na edição GL #48, em que ele cria toda a “Tropa de Babacas” formada por Hal Jordan, Sinestro, Saint Walker, Atrocitus, Carol Ferris (Safira Estrela), Larfleeze (Agente Laranja) e Índigo, ou seja, um membro de cada tropa do espectro emocional, que se reúnem sob a tutela dos Guardiões Ganthet e Sayd, que representam agora a Tropa Azul. Emocionalmente é lógica a formação desta tropa, apesar da escolha de Hal Jordan e Carol ainda ser muito errada de Johns, que só faz com que eles sejam um casal que não deu certo de pessoas cabeças-duras e que não aceitam os tons de cinza do mundo.

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Enfim, eles se reúnem seguindo os acontecimentos de Blackest Night #4, portanto, é de extrema importância que ela seja lida. Larfleeze está sofrendo os ataques dos Lanternas Negros que matou e viraram seus construtos, e logo Atrocitus também chega para pegá-lo, mas ambos montam uma bizarra aliança. Mais tarde, chegam os outros membros que eliminam todos os zumbis, e armam barganhas com o Agente Laranja para que ele também se una a eles. A troca? Ele terá direito a um guardião só pra si após a Guerra da Luz, que será Sayd.

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Já Atrocitus, que sempre quis eliminar Sinestro e Jordan, topa a aliança por reconhecer a dor que possui perante ao espectro da esperança do Lanterna Azul, chegando até a se imaginar no futuro como um membro desta tropa, e assume que deve se unir a eles também. Com a trupe formada, vamos para Blackest Night #5, só fazendo um adendo muito necessário: Johns consegue sempre estar rodeado de artistas fantásticos, e Doug Mahnke faz, mais uma vez, uma trabalho que só é digno de elogios, estando no auge de sua carreira. Ótima escolha de artista para a revista.

Na revista principal do evento, as coisas realmente acontecem. Cada membro desta nova “tropa” faz seu juramente e carrega seus aneis para enfrentarem o Lanterna Negro que se levantou: Nekron. O grande símbolo da morte marca sua presença com seu arauto Mão Negra enquanto são atacados, sem sucesso, pelo Flash. Logo depois os outros Flashes (já com os novos uniformes) chegam para ajudá-lo e o grande vilão começa a dar dicas de que pode ser o responsável por todas as mortes que aconteceram na DC até hoje, explicando o motivo de certas ressurreições – veremos o motivo dessa desconfiança mais abaixo.

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Enquanto isso, Mera e Eléktron defendem-se dos Lanternas Negros e são carregados, por culpa da [Corrigido pelos leitores] Jean Loring zumbi, para dentro de um anel negro após serem encolhidos, o que é bem interessante, pois pudemos ter mais contato com o misterioso universo que habita o interior de cada um desses aneis. Destaque também para a força de Mera nas lutas, mostrando que os personagens de terceiro plano têm importância tão grande quanto os de primeiro plano. Mais uma vez somos obrigados a dizer que a esposa de Aquaman vem tendo uma caracterização muito boa na série.

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Curiosamente, quando os heróis da Liga da Justiça chegam para ajudar os Flashes contra o exército de Nekron e Mão Negra, vemos Gelo e Fogo, que estavam sumidas havia algum tempo. Não duvido que isso tenha sido um pedido ou mesmo uma sugestão do desenhista Ivan Reis, e muito bem colocada – uma pena que elas aparecem muito rapidamente. De qualquer forma, a LJA não se intimida pela presença excessiva dos zumbis de Coast City e vai se defendendo com todas as forças, enquanto a recém chegada tropa de Hal Jordan e Sinestro usa a combinação de forças para destruírem os zumbis presentes e Kid Flash dá uma informação que nós já tínhamos percebido: a de que a luz branca da paz acaba com os zumbis sem nem deixar vestígios deles, e essa luz está presente na Columba. Os lanternas conseguem eliminar o guardião traíra que tinha passado para “o lado negro” (literalmente) mas são surpreendidos por um outro arauto que distribui aneis para os serviços de Nekron…

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A DC tinha prometido diversas vezes não utilizar o Batman zumbi, mas foi inevitável – comercialmente, não tem como existir uma saga da editora sem seu personagem mais popular. Os motivos da aparição dele têm lógica: ele está conectado a todos os personagens da DC de alguma forma e, com isso, Nekron pode utilizá-lo para cumprir seu principal objetivo, que não é trazer os mortos à tona, mas sim, pegar de volta para si os que morreram e ressuscitaram, e é o que acontece. O Batman é usado como novo criador de aneis, e literalmente os vomita para os ressuscitados: Homem-Animal, Mulher-Maravilha, Superman, Arqueiro Verde, Kid Flash, Superboy, Gelo e Donna Troya (que já havia sido infectada na minissérie Blackest Night: Titans). Com isso, a DC consegue transformar em zumbis seus principais personagens sem matá-los e o Batman retorna à tumba após cumprir seu objetivo. Isso também implica na teoria de que Nekron tem tudo a ver com a morte e ressurreição no universo da editora, o que pode significar que, quando ele morrer, todo mundo que morreu vai voltar vivinho da silva. Safado, mas esperto. Isso também quebra a nossa teoria de que a Mulher-Maravilha morreria – ou não, já que a minissérie dela, que começa semana que vem, ainda promete um bocado de coisas macabras para a vida da heroína.A história acaba com dois aneis perseguindo Hal Jordan e Barry Allen. Não ficou claro se Wally também se tornou um zumbi.

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O clima de humor de Larfleeze diverte, sendo que ele é uma bizarra “homenagem” ao nosso querido Tio Patinhas (que é até citado na história) vinda de Johns, e cabe aqui. O que incomoda é como ele força as pessoas a engolirem seus personagens favoritos como se eles também tivessem que ser nossas escolhas para grandes símbolos do heroísmo, e é isso que não funciona na história de nenhuma maneira. Wally West só conseguiu aparecer agora, e os outros heróis, não importam o quanto eles sejam poderosos, são pegos pelos Lanternas Negros como se fossem nada, sobrando para Hal e Barry “salvarem o dia”. Potencial muito desperdiçado aqui.

Por outro lado, como dissemos mais acima, os personagens de terceiro plano conseguem tomar o primeiro com muito cuidado e respeito às suas principais características, nos fazendo pensar, mais uma vez, que Geoff Johns deveria trabalhar mais com eles em séries próprias ao invés de utilizá-los apenas em alguns momentos de grandes sagas.

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Enfim, o saldo de Blackest Night finalmente é positivo, fazendo valer a leitura. Mas vale lembrar que ela ainda não apaga todos os erros cometidos nas excessivas edições anteriores do evento até agora. Tomara que o ritmo se mantenha, ou este ficará apenas marcada como um momento de salvação.

Pra fechar, é claro, nota 10 para a arte de Ivan Reis, que vem conseguindo o que nenhum desenhista da DC Comics estava fazendo até então: completar uma saga sozinho e no prazo. Isso aconteceu com Crise Infinita, com 52, em Contagem Regressiva e na Crise Final, mas em Blackest Night a editora mostra que aprendeu com seus erros anteriores.

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