Retrospectiva Final: A Noite Mais Densa – Mês 2

[Retrospectiva Final A Noite Mais Densa – Prelúdio Completo]
[Retrospectiva Final A Noite Mais Densa – Mês 1]

Mais uma vez reunimos uma série de artigos que batem com o segundo mês do evento A Noite Mais Densa no Brasil pela editora Panini Comics. Desta vez comentaremos brevemente as revistas Blackest Night 2 (A Noite Mais Densa 2), Green Lantern 44 (Lanterna Verde 24), Green Lantern Corps 39 (Lanterna Verde 24), Blackest Night: Titans 1 (Lanterna Verde 24), Blackest Night: Batman 1 (Universo DC 2) além de mais um conto das Tropas.

Estão prontos para mais um dia de jornada? Então vamos lá! Índice logo abaixo:

  • O Conto do Santo Andarilho
  • O Marciano está de volta!
  • A Tropa dos Lanternas Verdes entra no evento
  • Novos Titãs e o eterno sofrimento
  • Batman e Robin e Zumbis
  • A Noite Mais Densa nº 2

O Conto do Santo Andarilho – Blackest Night: Tales of the Corps #1

Esta minissérie semanal de três edições teve o objetivo de contar a origem ou pequenas histórias de alguns membros das diversas Tropas que ainda não conhecemos muito bem. Nesta edição vemos o Santo Andarilho, dos Lanternas Azuis, Mongul, da Tropa Sinestro e um pouco de Índigo, da Tribo índigo. A história de Mongul foi comentada na parte 1 do especial.

A transformação de Saint Walker é um tanto quanto religiosa. Seu mundo estava em perigo, e ele e sua família vão até uma montanha para encontrarem o Messias. No caminho, todos os seus familiares morrem, muito por causa de sua próprio negligência, apenas para que ele tenha uma reflexão de tudo que lhe aconteceu e perceber que, enfim, ele mesmo era o Messias. Seu sol se tornou azul, ele ganhou um anel e então superou a morte de sua família. No final da origem nós o vemos lutando contra o Lanterna Laranja.

O Marciano está de volta – Green Lantern #44

Devo dizer, assim como a edição #43, temos mais uma bela revista, com uma arte f#da de Doug Mahnke principalmente nas cenas de ação e violência. Aqui vemos o querido J’onn caçando o Lanterna Verde e o Flash da Era de Prata para que ambos voltem para a morte – lembrando que eles foram dois dos últimos heróis a ressuscitarem na DC Comics – e isso acaba sendo até um tanto poético: os três personagens são a segunda Trindade da editora, responsável por toda a criação da Era de Prata.

Outro detalhe interessante de se perceber aqui na narrativa é que dá pra perceber que os Lanternas Negros percebem o sentimento de suas presas naquele momento, fazendo referência aos espectros. Por exemplo: Hal, naquele momento, estava com força de vontade, então J’onn o vê todo verde. Barry estava com esperança e J’onn o vê todo azul. E foi descoberto, em Tales of the Corps, que a Tribo Índigo também faz isso. Qual seria a ligação deles e, principalmente, por que isso acontece? O autor promete explicar em breve.

Destaque também para a cena em que J’onn utiliza-se de seus poderes mentais para confundir Barry e fazê-lo atacar Hal achando que está pegando o Caçador. Fantástico.

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Geoff Johns consegue fazer uma ótima edição de ação, com acontecimentos mais movimentados para a saga que planejou durante todos esses anos e acaba mostrando um trabalho muito melhor aqui que o da própria primeira edição da série principal do evento. Provavelmente o respaldo que ele tem em todos esses anos escrevendo esta revista mensal tenha lhe ajudado nisso. Edição mais que recomendada!

A Tropa dos Lanternas Verdes entra no evento – Green Lantern Corps #39

Esta edição começa com Guy e Kyle se lembrando de como passaram o “Dia do Tributo” em que se comemora a memória de heróis da Terra que caíram, enquanto estão voltando para Oa. Kyle menciona a visita ao túmulo de Jade, além de revelar que Jennie Lynn-Hayden é o verdadeiro amor que a Safira Estrela revelou a ele. Os dois terrestres então se encontram com Soranik Natu e Iolande, outra Lanterna Verde mulher, e logo são bombardeados por aneis negros. Um deles pega Soranik e o outro derruba Guy com “um soco”.

É então que vamos para Daxam, onde vemos todos com poderes de Superman devido ao sacrifício-de-conversão-solar de Sodam Yat. Arisia está tentando ajudá-los a se construírem após terem sobrevivido ao grande ataque de Sinestro. Os xenofóbicos daxamitas ainda custam a aceitar…

Mongul oficialmente renomeia a tropa amarela de Tropa Mongul após escravizar o planeta Korugar. De volta à Oa, ninguém na Tropa consegue fazer nada para impedir os aneis negros, que vão em direção à Cripta da Tropa dos Lanternas Verdes. Dentre os recém voltados estão Katma Tui, Jack Chance e Tomar-Re.

Um Lanterna Negro vê a raiva em Guy, e a força de vontade em Kyle e Kilowog, quando todos os lanternas verdes caídos se tornam lanternas negros. Finalmente, Jade reaparece também!

Novos Titãs e o eterno sofrimento – Blackest Night: Titans #1

blackest-night-titans-1Blackest Night: Titans é o tie-in ligado ao evento principal que focará apenas nos Novos Titãs, que, como todos sabem, são os heróis que mais sofrem na DC. Mesmo que o leitor que pegue esta revista sem gostar das das histórias da equipe jovem ou mesmo não esteja interessado em se aprofundar tanto no evento arquitetado por Geoff Johns e Ivan Reis, a leitura dela é tão interessante que vale uma olhada. Pode-se dizer que BN: Titans foi o melhor tie-in do evento até agora, sem nenhum exagero.

A história foca-se mais em Rapina e Columba que, como foi visto na segunda edição da saga principal, Don Hall (o Columba original) não voltou como Lanterna Negro – ao contrario de seu antigo parceiro – porque ele morreu em paz. Esta dica servirá muito para o desenrolar de todo o roteiro do evento, e isso novamente fica claro nesta edição, mas vamos entender melhor este contexto antes de continuar as especulações.

Rapina e Columba hoje são duas irmãs, Holly e Dawn, que representam a iconografia dos pássaros, ou seja, a primeira é a guerra e a segunda é a paz. Com isso, a história começa mostrando uma recapitulação dos fatos que trouxeram traição e morte para a equipe em tantos anos, o que se mostrou ser uma homenagem de Donna Troy ao dia dos Titãs. Neste meio tempo, vão chegando os primeiros Lanternas Negros: Terra, Lilith e, por fim, o Rapina original, Hank.

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O drama dos personagens é bem tratado aqui pelo escritor J.T. Krul, que conseguiu contar uma história consistente e gerou muito interesse pela continuação dela. Princialmente porque todo o roteiro desta primeira edição caminha para um grande clímax no final, com o aparecimento de Terra para Gar, Lilith espreitando a Torre Titã na espera de um grande ataque aos heróis, a volta do filho e do marido falecidos de Donna e, por fim, o encontro de gerações de Rapina e Columba contra o Rapina Lanterna Negro!

A batalha é muito interessante, não só pela ação, mas fazer o leitor perceber que pessoas muito ligadas à paz parecem não ter influência e nem serem capazes de morrer ao enfrentar um membro desta tropa, e é isso que acontece na última luta. Como se sabe, os Lanternas Negros percebem qual o sentimento da vítima naquele momento (que é um dos 7 espectros conhecidos como as Tropas), e o sentimento de Columba é indetectável, como se desse algum tipo de “interferência no radar” destes Lanternas. De qualquer forma, infelizmente, perdemos mais uma heroína do UDC: Holly é morta pelo Rapina, perdendo seu coração. Portanto, podemos esperar que, a partir de agora, haverá duas Rapinas Lanternas Negros, contra apenas uma Columba viva.

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Para fechar, a arte de Ed Benes funciona muito bem aqui. Apesar de ter um estilo plastificado e com rostos muito iguais, o que é um fruto da Image dos anos 1990, suas cenas e painéis são bem interessantes, tanto nos momentos de drama como de ação, dando boa vida a estes personagens e a história. Leitura mais que recomendada!

Batman e Robin e Zumbis – Blackest Night: Batman #1:

Batman e Robin seguem pistas do que aconteceu com o túmulo de Bruce Wayne e decidem mover os corpos de Thomas e Martha. Então vemos o Desafiador tentando vencer a reaparição de seu corpo como Lanterna Negro, o que ele não consegue, mas tem uma grande ideia do que está acontecendo. Vendo que não consegue vencer aquilo, ele parte para alguém que sabe que pode te ajudar: o Batman.

Sobre Gotham acaba acontecendo de um avião de carga ser aberto e inimigos do Batman e de Asa Noturna estão lá. Aparentemente é parte de um programa do governo para deixar a maior quantidade possível de vilões mortos dentro do Hall da Justiça. Infelizmente vários aneis negros os atingem, trazendo de volta Magpie, Kgbesta, o Ventríloquo original e o Arrasa-Quarteirão.

Enquanto isso, no Batmóvel, Dick tenta engajar Damian numa conversação normal, mas o moleque não está nem aí. Neste momento o Desafiador chega e entra no corpo do Batman. Naturalmente o espírito fica assustado ao perceber que não é Bruce, e sim Dick, e Damian fica duas vezes mais assustado. Então o espírito entra em Damian para conversar com Dick. E então eles veem mais aneis negros chegarem, desta vez pegando os pais de Dick Grayson e Tim Drake.

Sabendo da complexidade da coisa, o Batman se lembra de que Red Robin está na Europa e clama por sua ajuda.

A Noite Mais Densa nº 2

Essa edição era muito aguardada, não só por continuar o evento em si, mas também por ser a primeira que realmente mostraria a história de verdade, já que a edição anterior teve uma série de flashbacks que prejudicaram muito a narrativa. Portanto, agora é a hora da verdade: a história começou de acordo, e tem muita ação, do jeito que o povo gosta.

Aqui temos a primeira visão do Aquaman zumbi – aliás, a primeira visão do verdadeiro Aquaman fazendo algo de útil e tantos anos que nem saberia contar – tentando não apenas recuperar seu trono como Rei de Atlântida mas também querendo, de todas as formas, que todos os vivos de seu reino aceitam o “convite” para participar do seu novo reinado do outro lado da vida (literalmente). Cada momento dele nesta revista serviu para redimir todas as cagadas que muitos escritores fizeram com o personagem em quase 70 anos de vida que ele tem – o que só mostra que Johns ainda faria uma excelente série Aquaman: Rebirth. E, para quem acha que bucha nunca é demais, Garth/Tempest/Aqualad acaba sendo morto pelos zumbis de Tula e Delfim (que ficaram assustadores) e apenas Mera sobra, fazendo com que ela fuja rapidamente de lá. Destaque também para a cena em que Arthur convoca os tubarões para assassinarem os soldados de Atlântida. Sensacional.

Em outro ponto da narrativa vemos que Eléktron deve sofrer muito agora que seu melhor amigo, Carter Hall, também virou Lanterna Negro.

No terceiro ambiente narrativo, também muito interessante, vemos Hal Jordan caindo, após a batalha de Green Lantern #44, sobre o bat-sinal em cima do prédio da polícia de Gotham. O Comissário Gordon e Bárbara prontamente o ajudam e ele pede um carro da polícia emprestado. O plano? Incinerar o zumbi de J’onn J’onzz com a ajuda do Flash. Eles não só não conseguiram por fim ao Caçador (afinal, ele é um zumbi) como também se depararam com a nova Liga da Justiça Zumbi, formada por ele como líder, o casal Gavião (mortos na edição anterior), o Nuclear e o casal Dibny.

O ponto mais alto da edição não é nenhum momento específico em si, mas sim a arte de Ivan Reis, acompanhada das cores do igualmente talentoso Alex Sinclair. As páginas são um verdadeiro vislumbre e me fizeram babar do início ao fim. Se o roteiro não lhe agradar (apesar ter ótimos momentos e ser muito melhor que a primeira edição), só a arte vale a aquisição da revista. Muitas páginas dariam excelentes posters na parede do quarto =D

A conclusão é de que todos os envolvidos merecem parabéns, por agora. A segunda edição finalmente mostrou a que essa saga veio de verdade, e conseguiu mostrar muita ação sem ser gratuita.

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