Resenha: Batgirl continua bem – mas pode melhorar

[resenha da edição #1 – a sombra de batman nº 1]

É compreensível que muitas pessoas tenham dificuldade de aceitar que Stephanie Brown seja, hoje, a Batgirl oficial do Universo DC após todo o carisma e desenvolvimento que Cassandra Cain ganhou por anos, mas acabou deixada de lado pelo ex-editor-chefe e atual publisher da DC Comics, Dan DiDio. Ela foi Robin, foi escrachada, acabou morta de forma cruel, ressuscitou quase que inexplicavelmente e agora é Batgirl. No entanto, até os fãs mais xiitas devem admitir que ela tem muito potencial, assim como o texto de Bryan Q. Miller – só precisa melhorar mais um pouquinho na execução das ideias.

O que este escritor vem trazendo de sua experiência em roteiros para Smallville é a capacidade de fazer textos para um público mais jovem que quer uma certa pitada de drama e ação, o que cai muito bem para esta heroína que está em seus primeiros dias na faculdade e tendo, claro, dificuldades em fazer algumas amizades como todo super-herói que se preze. A arte de Lee Garbett está um pouco mais funcional e mais definida aqui, dando um aspecto visual bem mais agradável. Portanto, o que está faltando para que o título decole de verdade?

Imaginem que Miller relaciona muito bem a atual situação da Oráculo (que vem mantendo suas atividades dentro da Batcaverna e é uma ex-Batgirl) com Steph, os conselhos dados e o caso incutido nesta edição para ter uma curva dramática – garotos da faculdade usando drogas alucinógenas – são incrementos muito bons para o texto, entretanto Bryan parece estar escrevendo com a mão pesada e não consegue dar o ritmo necessário a estes elementos todos.

Na próxima edição as coisas devem esquentar um pouco mais pois o fabricante destas drogas é o Espantalho.

A Batgirl original foi Betty Kane, criada por Bob Kane e Sheldon Moldoff em 1961, nas páginas de Batman #139. Porém, a mais famosa personagem a assumir o manto de Batgirl foi Barbara Gordon, filha do Comissário James Gordon, da polícia de Gotham City. Depois de um ataque do Coringa, ela ficou paraplégica, adotando então a identidade de Oráculo, ajudando a comunidade heróica com seus dons com computadores. Ela também fundou e coordenou a equipe Aves de Rapina.

Stephanie Brown é filha do Mestre das Pistas e foi criada em 1992 por Chuck Dixon e Tom Lyle não só como uma anti-heroína, mas também como um par romântico para Tim Drake (Robin). Permaneceu anos com a identidade de Salteadora, passou por muitas dificuldades e chegou a virar mãe ainda bem jovem. Tornou-se Robin pouco antes de Jogos de Guerra, quando acabou supostamente morta pelo Máscara Negra. Obviamente ela não esteve viva e escondida, mas voltou e é a atual Batgirl no Universo DC.

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