Resenha: Batgirl chega ao Brasil

Batman: Renasce pode ser considerado um micro evento. Passado-se totalmente dentro do universo do Homem-Morcego e sem nenhuma relação entre as revistas (facilitando para o leitor que quer acompanhar apenas alguns títulos e não o pacote todo), este micro evento trouxe uma verdadeira chuva de novos títulos e felizmente podemos falar bem de quase todos eles. A Panini Comics trouxe este pacotão ao Brasil neste último mês de julho com as revistas Batman e A Sombra do Batman, a primeira uma mensal com 3 edições americanas e a segunda uma antologia de todas as outras revistas mais importantes deste bat-verso. Já falamos de Batman and Robin de Grant Morrison aqui e a escolhida de hoje é a Batgirl.

Antes de mais nada tenho que dizer que Lee Garbett não está entre meus desenhistas favoritos. Quando ele trabalhou com Morrison (clique aqui para saber mais) conseguiu expor mais de sua criatividade devido a demanda do texto do escocês, mas mesmo assim ainda é falho, com um traço estranho e proporções escabrosas. Mas isso não prejudica o texto direto, moderno e bem fechadinho de Bryan Q. Miller, que mostrou-se alguém preparado para lidar com a nova geração de leitores de super-heróis. E é exatamente disso que Batgirl precisa!

Na época em que esta revista sairia lá fora a DC Comics fez um grande hype sobre qual poderia ser a identidade desta nova Batgirl. Acabou sendo revelado logo no início da primeira edição, foco deste texto, que era a recém voltada Stephanie Brown, e mesmo que as opiniões acabam divergindo bastante a respeito da escolha e do fato dela utilizar o uniforme de Cassandra Cain inicialmente, o texto nos convence da seleção e isso basta para se divertir com o resto da revista.

Miller aprofunda-se bem no momento atual de Steph, na escolha dela de tornar-se uma heroína novamente mesmo depois de ter passado por tudo que passou e consegue trabalhar bem as intervenções dela em Gotham City e a aceitação da nova dupla dinâmica a respeito do trabalho dela. Toda a relação com sua mãe, a faculdade e suas escolhas são bem iniciadas e nos garantem uma continuidade consistente e natural pelas próximas edições. Pra completar tudo isso ele ainda nos traz Barbara Gordon, a Batgirl que levou um tiro do Coringa e ficou numa cadeira de rodas até hoje numa discussão moral a respeito do que Steph fez, o que nos levará ao mês que vem.

Quanto ao editorial, devo dizer que fiquei com a pulga atrás da orelha com A Sombra do Batman por não apreciar a forma como a Panini dividiu as mensais em sua “revolução”. Entretanto, a antologia mostrou-se bem agradável e vale a conferida.

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