Flash e Universo Tangente

O aspecto sci-fi do Universo Tangente se faz presente em quase todas as revistas deste selo. Tentando mostrar uma Terra mais avançada, mas não sem perigos, o conceito idealizado por Dan Jurgens foi tomando proporções cada vez maiores e mais pessoas foram envolvidas. Todd Dezago, na época, já trabalhava com a revista Impulso, estrelada pelo velocista jovem mais divertido que a DC já teve. Portanto, nada mais certo que unir sci-fi, velocismo e Dezago: temos a Flash do Universo Tangente. Sim, “A” Flash.

Gary Frank, que na época ainda estava longe de ser a estrela que é hoje e não tinha um traço tão bem definido como agora, foi escalado para fazer este trabalho ao lado de Dezago e tudo começa com a história do casal Celeste Nelson e Terrance Kelly. Como pode-se perceber eles acabaram não casando e sua filha, Lia. Como não podia deixar de ser, Lia foi concebida por eles durante uma viagem espacial ao planeta Júpiter – a primeira da Terra pra lá – a qual durou alguns anos e gerou uma paixão entre Celeste e Terrance.

Numa origem que nos remete ao Quarteto Fantástico, Lia possui poderes que surgiram de estranhas emanações cósmicas que tomaram conta de seus pais e se infiltraram em seus genes. Devido a uma estranha combinação de fatores, sendo o principal a radiação, Lia acaba sendo feita de luz. Mas as semelhanças com o Quarteto param por aqui. Com o tempo ela doi desenvolvendo as habilidades de voar, teletransportar e até alterar sua própria aparência, além de criar hologramas sólidos de luz. Com todas essas habilidades, ela ainda é uma garota muito carismática e, mesmo não tendo saído ainda de adolescência, já contribuiu para o desenvolvimento do primeiro filme holográfico do mundo – o qual ela mesma produziu e protagonizou – isso pode ser entendido como uma grande metáfora à própria significância do Flash para o mundo dos quadrinhos, já que ele foi uma das chaves para evolução desta forma de entretenimento.

A mãe de Lia fez de tudo para que ela se tornasse uma pessoa famosa e de sucesso na mídia, enquanto seu pai, empregado da corporação Asa Noturna, virou um grande vilão, que faz de tudo para capturá-la em favor de seu emprego. Utilizando-se do bom humor, o escritor sempre coloca este vilão em situações engraçadas para entrar pelo cano, no melhor estilo dos desenhos antigos da Warner.

Criação
Dan Jurgens queria que a Flash fosse a primeira criança terráquea nascida em outro planeta – e que, com isso, ela passasse a ser perseguida pela organização Asa Noturna. Sendo assim, a história começou a tomar forma: o pai de Lia seria da organização e os auxiliaria a perseguir e capturar sua própria filha. A simplicidade dessa história e o carisma da adolescente Lia Nelson são o que fazem deste um título tão rico quanto a Lanterna Verde, ficando ao lado dessa como os títulos mais divertidos e interessantes do Universo Tangente.

ÍNDICE DO ESPECIAL

O que é o Universo Tangente

Eléktron e o Universo Tangente

A Lanterna Verde do Universo Tangente

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