Underground Files #8 – Planetary

“Somos arqueólogos do impossível em busca da história secreta do século XX”.

Comicmen Assembled! Continuando com a ressurreição de velhas colunas, hoje retomamos os Underground Files, onde são apresentadas HQs que apesar de conhecidas geralmente não estão no circuito convecional de quadrinhos. E para comemorar esse retorno apresentarei, para quem não conhece (você, seu FREAK-ET-do cacete), Planetary  de Warren Ellis.

Criada pelo escritor Warren Ellis e o desenhista John Cassaday , Planetary teve sua estréia em Gen¹³ nº 33 . A primeira edição saiu em abril de 99. Foi planejada originalmente para ser uma série bimestral de 24 edições, porém Ellis adoeceu e Cassaday não pôde seguir sozinho, colocando a série em um intervalo de quase um ano em 2003. Após sua retomada especula-se que  série se estenderá para 27 edições.

O Planetary é uma organização conhecida como os “Arqueólogos do Impossível”, correndo atrás da história secreta do mundo. Fundada pelo misterioso Quarto Homem, cuja a identidade ainda é um mistério, a equipe principal é formada por Jakita Wagner, que possui super-força, super-velocidade e é praticamente invulnerável, além de ser a brutal-sex da série; O Baterista, com poderes de se comunicar com qualquer tipo de mecanismo elétrico, mas em contrapartida é meio alienado à presença humana; e Elijah Snow, que possui controle sobre o frio, envelhece muito lentamente e, como novato, funciona como uma espécie de personagem principal e tem sua dose de passado misterioso.

Apesar de todos os fãs odiarem a comparação, pode-se dizer que Planetary é uma espécie de Arquivo X com uma pegada no estilo do selo Vertigo. A equipe viaja ao redor do mundo investigando fenômenos estranhos: monstros, relíquias incomuns, outros superseres e segredos são mantidos ocultos do resto do mundo. Seu propósito é em parte

movido pela curiosidade e em parte pela utilidade de novos conhecimentos adquiridos em prol da humanidade. Existem, entretanto, grupos que se opõem à seus propósitos, e a organização tem uma história substancial que é revelada gradualmente durante a série. Nas últimas edições o enredo torna-se cada vez mais relacionado ao “Os Quatro”, cujos objetivos são exatamente opostos aos da equipe Planetary.

Entre as curiosidades da série, vemos as homenagens a vários personagens conhecidos, como Hulk no nº 0 e muitos outros, como Superman, Capitão Marvel, Quarteto Fantástico, Tarzan, Sherlock Holmes, Frankenstein, Arthur C. Clark, Issac Asimov, Robert Wise, Filmes B de ficção cientifica dos anos 50, Marilyn Monroe, Cinema de Hong Kong, Kung Fu, Cavaleiro Solitário, Doc Savage, Fu Manchu, só para citar alguns. Uma das melhores histórias (Planetary nº7) faz uma grande homenagem a John Constantine e aos personagens de Alan Moore. A equipe do Planetary já teve crossovers com Batman (sendo esta umas das histórias mais elogiadas do título), Liga da Justiça e The Autorithy.

Cada número de Planetary traz em geral uma história fechada (ou seja, que não continua no próximo número). Planetary já ganhou inúmeros prêmios pela crítica especializada, como Eisner Awards, Harvey Awards e Yellow Kid, entre outros. John Cassady já ganhou duas vezes como melhor desenhista o Eisner Awards, principalmente por causa de Planetary. A série também foi indicada várias vezes nas categorias melhor série, melhor história fechada, melhor personagem (Elijah Snow), melhor colorista (Laura Depuy), melhores capas (John Cassady), e, claro, melhor escritor (Warren Ellis).

Concluindo, é uma ótima leitura com uma temática mais adulta, focada no roteiro e no desenvolvimento dos personagens. São histórias curtas mostrando o potencial de Ellis como escritor, te segurando até o fim de cada história e geralmente te surpreendendo ao final de cada capítulo. Recomendo a todos, mas principalmente para quem gosta das histórias da Vertigo.

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