[HQview] Batman – 70 Anos #3

Na terceira edição do especial em comemoração aos 70 anos do Batman, a Panini traz duas das melhores histórias do Morcego da série Túnel do Tempo: Gotham City 1889 e Pulp Fiction. Vamos à sinopse:

O Homem-Morcego sempre foi um dos personagens preferidos pelos autores para figurar na série Elsewords — sempre uma oportunidade de vermos os maiores ícones da DC Comics reinterpretados por grandes criadores. Em Gotham 1889, Brian Augustyn (roteiros) e Mike Mignola (arte) inauguram o selo Túnel do Tempo, nome dado ao Elseworlds por aqui, mostrando uma Gotham City no final do século 19, assombrada por um novo criminoso com um modus operandi muito similar ao de Jack, o Estripador. Já Batman: Pulp Fiction, do consagrado Howard Chaykin e Dan Brereton, leva o leitor ao cerne da década de 1960, um tempo de convulsões e revoluções sociais, onde o otimismo mascara uma terrível realidade: Gotham City está apodrecendo por dentro, graças a sua polícia corrupta. Resta aos dois maiores heróis da cidade, Batgirl e Robin, tentar consertar a situação. Isso mesmo, Batgirl! Dois momentos históricos (mesmo!) para continuar a celebração dos 70 anos de um dos maiores heróis do mundo.

Formato americano (17 x 26)
180 páginas
Papel Pisa Brite
R$ 22,90
Distribuição setorizada
Capa cartão
(Batman: Gotham by Gaslight; Batman: Thrillkiller; Batman: Thrillkiller ’62)

Gotham City 1889

Roteiro: Brian Augustyn
Desenhos: Mike Mignola

Publicada originalmente no aniversário de 100 anos dos crimes de Jack, o Estripador, Gotham City 1889 é uma história policial onde o famoso assassino resolve sair de Londres para poder continuar matando mulheres em Gotham. O inspetor James Gordon e a polícia de Gotham tenta fazer o que a polícia de Londres não conseguiu: prender o Estripador. Mas eles são auxiliados por uma estranha criatura noturna que se parece com um morcego humano.

Brian Augustyn é um grande roteirista, já foi editor da DC, parceiro de Mark Waid por muito tempo na revista do Flash e roteirista de vários outros títulos. Sua narrativa aqui consegue ter aquele estilo de histórias policiais clássicas, como Sherlock Holmes. A arte de Mike Mignola (o criador do Hellboy) se encaixa perfeitamente com esse estilo, criando uma Gotham City do século XIX como a própria Londres das histórias dessa época, porém mais sombria.

E a história também é muito boa. Ela instiga o leitor a descobrir quem é o assassino, dando algumas pistas no caminho. Mas não é um mistério muito difícil, até porque são apenas 50 páginas e não é possível apresentar muitos personagens nesse curto espaço de tempo. A origem do Batman ficou muito bem encaixada também, e está intimamente ligada à trama da história.


Pulp Fiction

Roteiro: Howard Chaykin
Arte: Dan Brereton

A segunda história, Pulp Fiction, é de 1997, mas se passa em 1961, uma época de transição entre o macarthismo dos anos 50 e a revolução sexual dos anos 60. Na Gotham City dessa época, Bruce Wayne é o primeiro-investigador do departamento de polícia, chefiado por James Gordon. Seus pais foram assassinados por ex-policiais quando ele tinha apenas 10 anos de idade, suas posses (incluindo a mansão Wayne) foram confiscadas para cobrir a grande dívida que pesava sobre a sua família em virtude da depressão dos anos 30 e ele foi enviado pra um orfanato. Bruce cresceu com um poderoso senso de justiça, e é agora um dos poucos policiais limpos da decadente Gotham. Mas ele não é o único disposto a limpar a cidade. Uma dupla de vigilantes mascarados conhecidos como Batgirl e Robin tem tornado mais difícil a vida dos tiras corruptos que tentam extorquir os comerciantes de Gotham.

Essa história também é muito boa, principalmente por inverter completamente os fatos que todos conhecemos, o que a torna realmente imprevisível. Bruce Wayne não é o Batman, ele não mora na mansão Wayne (que foi comprada por Bárbara Gordon), os pais de Dick Grayson não foram assassinados (ele fugiu do circo pra ficar com Bárbara), o Coringa não é um criminoso insano, ou seja, nada do que você sabe sobre o Batman vai te ajudar aqui. Ao mesmo tempo é muito legal relacionar esses fatos com o que conhecemos do universo tradicional.

A história é dividida em quatro partes. Porém, originalmente ela foi lançada em 3 partes no início de 1997, sendo que a terceira fecha bem a história, deixando poucas pontas soltas. No ano seguinte foi lançado um especial aproveitando essas pontas, que sinceramente era melhor que não tivesse existido. Não que seja ruim, mas a qualidade desta quarta parte é muito inferior às 3 primeiras. A sensação é de que a mesma fórmula foi requentada, mas acrescentando demasiadamente novos rostos do universo tradicional, tantos que eles acabam sendo subaproveitados.

Olhando principalmente para as 3 primeiras partes, o roteiro de Howard Chaykin é incrivelmente dinâmico e muito bem construído. A arte de Dan Brereton é como uma pintura pop, cheia de altos contrastes e muito colorida, dando o tom perfeito que a história exige. A edição da Panini possui capa cartonada, papel pisa brite e todas as capas originais.


Nota: 9,0 (9,0 + 9,0)

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