Batman: Elegia para um Herói Parte Final

[Leiam a Parte 1]

Esse é o fim. De verdade. Passamos meses falando de tudo que aconteceu ao Homem-Morcego em seus fatos mais recentes da vida e agora é hora de terminarmos tudo junto ao autor e aos nossos leitores. Com vocês, um página a página de Batman #683, publicado aqui em Batman nº 85 deste mês, com a segunda parte de Elegia para um Herói e capa de Alex Ross.

1-Lee Garbett desenha um pega nervoso entre Bruce e Talia aqui – que se assemelha a páginas desenhadas por Neal Adams anos atrás.

2-3-Perceba que nestas páginas sempre há alguma forma de contato carnal – na luta, no sexo ou seja como for.

Imagem de Batman 244 por O’Neil/Adams. Bruce enfrentou a besta dentuça em Batman #251, pela mesma dupla criativa.

A besta ali é o Anthony Lupus, criado por Len Wein e mais conhecido como Dr. Milo. No desenho dos anos 1990 ele chega a aparecer num roteiro feito pelo próprio Wein.

Imagem de Batman #255.

Bruce e Talia na história Filho do Demônio de Mike Barr.

4-Perceberam que, a partir daqui, em várias páginas veremos Batman caindo. Novamente somos levados ao tema da queda e quebra da mente incorruptível dele.

6-Para quem não sabe, a Mulher-Gato operava sob o nome falso de Elva Barr em suas primeiras aparições.

7-E lá estão Mokkari e Símio, sempre colocando os planos malucos de Darkseid em ação desde Jimmy Olsen #135, por Jack Kirby, sobre os quais já falamos bastante em nossas resenhas filosóficas de Crise Final. Percebam também os diálogos de Alfred sobre o cachorro.

8-Exatamente, Batman cai no poço por ter ido investigar a queda de Ace, o “batcão” lá dentro.

10-O Pistoleiro e Batman brigando em Detective Comics #474.

Jason Todd roubando as calotas do Batmóvel.

12-Morrison reimagina a morte do segundo Robin com um humor negro bem na veia de A Piada Mortal. Compare a piada daquela história com a que está nesta página.

13-Batman enterra o corpo de Jason Todd enquanto ele se perdoa com o próprio leitor. E Mokkari diz: “É isso que queremos! Energia emocional crua! Mais dor, motivação!”. Todo mundo sabe que nada se torna grandioso ou nobre até que alguém morra para isso.

15-Este primeiro parágrafo vem de Um Lugar para Morrer (Batman #442). É Tim Drake mostrando ao Batman que pode ser o próximo Robin. Ah sim, e bem no começo de nossa retrospectiva de Batman com Morrison já falamos sobre a tal “morte” de Alfred.

A fuga do Chapeleiro Louco e outros capangas aconteceu durante a invasão de Bane na Queda do Morcego, sobre a qual já falamos por aqui também.

16-De fato Bruce Lee se recuperou de um ferimento gravíssimo na espinha, o qual médicos viviam dizendo que o deixariam fora das artes marciais por toda sua vida. E ali abaixo vemos Batman recuperado tentando tomar seu manto de volta de Azrael.

17-Nesta página vemos momentos de Terra de Ninguém (a qual ainda ganhará um especial em nosso site, junto com Terremoto). Ali embaixo está Silêncio – ok, esse é um defeito de Morrison, ele gosta muito desta saga de Jeph Loeb e Jim Lee. Não que ela seja totalmente ruim, mas… é Loeb!

Uma bela homenagem à Crise de Identidade nº 6, do grande Brad Meltzer e Rags Morales.

19-A pistola de Mokkari escapa do laboratório (caraca, essa frase pegou muito mal) com o Batman e então encontra seu caminho até Darkseid – mesmo que ainda não saibamos disso!

“No reino de puro pensamento puro o Tumor reina com supremacia!” (na página anterior). Este “tumor” simboliza todo o conteúdo das histórias, ou melhor, o seu propósito. Se ele morrer, tudo morre junto com ele.

Finalmente, considere suas últimas falas: “Por quê? Eu fiz o que me mandaram. … meu corpo… morrendo…”. Esta é a grande tragédia desta história, não é mesmo? Às vezes, entretanto, parece que Morrison está indo muito além de passear pelo quadrinho: ele passeia pela mente dos leitores. Com isso, às vezes suas histórias podem parecer “tóxicas” como o Tumor – e então, quando a coisa fica viajada demais à ponto de se tornar tóxica para o leitor, ele a mata.

20-“Deixe o cinto! Deixe tudo!”. Como veremos em veremos em breve, é neste cinto que está a bala que matou Órion em Crise Final.

21-“E essas mentiras doentias”. Esta é solução do que vimos no segundo capítulo de Descanse em Paz, em que o prefeito mostra várias provas sobre as bizarrices da família Wayne ao Comissário Gordon. Fica claro que não passavam de mais mentiras plantadas pelo Dr. Hurt.

Queime no inferno!”. Pois é, o Dr. Hurt é o tinhoso, como já cansamos de dizer por aqui. Ah sim, e ele tem uma profecia que meio que veremos ser cumprida em Crise Final nº 6. Estes quatro paineis com Bruce sem o manto se passam exatamente após o que aconteceu ao final de Descanse em Paz. Ou seja, agora ele está resolvendo os casos na Sala de Justiça na atual Crise.

Começou com o assassinato de um deus” – exatamente, o começo da Crise Final. Está resolvido o problema do lugar cronológico destas duas séries.

22-E lá está a bala. “Eu me tornarei um Morcego”. Como nas grandes histórias e contos, o Batman de Morrison termina como começou.

E assim fechamos este grande especial dedicado a nosso escritor e nosso herói favorito no Multiverso DC. Gostaríamos de agradecer de coração todos os leitores que chegaram até aqui e, claro, a todos os fãs dos EUA que escreveram muitos desses materiais em seus blogs que serviram de fonte para todas estas pesquisas.

Voltaremos no meio do ano que vem com Morrison e o Batman mensal novamente com a chegada de Batman and Robin no Brasil. Até lá!

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