Retrospectiva Novo Krypton: Entrevista com trio de escritores

superman-novo-kryptonEm uma entrevista ao site da Wizard, o trio responsável por uma das maiores histórias do Superman falou sobre suas idéias, novidades e o que podemos esperar da grande saga do Escoteiro, que já está em andamento aqui no Brasil.

Primeiro, gostaria de saber qual de vocês é responsável pela morte do Papai Kent.
JAMES ROBINSON:
Foi Geoff.
GATES: Totalmente Geoff.
JOHNS: (Risos)

Por que destruir os leitores emocionalmente desta forma?
GJ:
A idéia é que aquele seria o melhor e pior dia para o Superman – ele perdeu seu pai e ganhou uma grande parte de seu planeta natal de volta. Ele fica muito conflitoso a respeito de como se sentir e reagir a tudo isso. Colocamos o Superman numa posição emocional nunca vista antes.

Como esta morte afeta os relacionamentos dele com Kara e Lois?
JR:
Com Lois acredito que a morte possa deixá-los ainda mais próximos um do outro. Por outro lado, pode acontecer um distanciamento entre eles, já que Superman agora quer conhecer seu povo e sua cultura, algo que pode soar alienígena demais pra ela.

SG: A respeito da Supergirl, ela compartilha a felicidade do retorno de Kandor com ele. A experiência da perda do pai ela também sentiu, ao abandonar seu planeta e perder contato com seus pais até então. Vai haver muitos pontos emocionais que ambos vão dividir.

Vemos que a Supergirl adotar uma identidade secreta, assim como Atlas. O que a identidade secreta significa pra vocês e por que usá-las?
GJ:
Com eles é diferente de gente como Hal Jordan e Bruce, pois eles não são humanos. Acredito que a identidade secreta é o que dá a chance de poder explorar os muitos aspectos destes personagens.

JR: Acredito que personagens de quadrinhos que não têm identidade secreta são chatos. É um aspecto dramático de todo o mito do super-herói. Se eles abandonam suas identidades secretas para sempre, tendem a ser personagens de importância menor.

GJ: Lembro-me de quando Wally West não tinha identidade secreta e quando o víamos sem máscara ele só estava comendo em algum lugar. Parte da identidade secreta é colocar o personagem numa situação ou num mundo diferente. O Planeta Diário é onde vemos muito humor, situações comuns e Clark Kent se mascarando como um humano para ser normal ali.

SG: E essa é a idéia com a Supergirl. Ela já está nessa há tanto tempo, que chegou a hora de experimentar a vida humana normalmente com uma identidade secreta.

Vemos Lana Lang aconselhando Supergirl também.
SG:
Ela vai meio que ser a tiazona de Kara.

JR: Além disso, Sterling está trabalhando em uma galeria de vilões para a Supergirl, o que a deixará como uma parte ainda mais importante e intrínseca no Universo DC.

SG: Acho importante o quanto os vilões podem definir um herói, principalmente pela qualidade deles. Portanto acho justo ela ter seus próprios vilões para combater.

Qual é a relação entre Lana e Supergirl?
SG:
Me baseei bastante no seriado Gilmore Girls (podem rir, eu sei), aquela relação de mão e filha. Coube muito bem na idéia que tivemos para Lana e Kara.

Qual era o ambiente de trabalho durante o planejamento de “New Krypton”?
JR:
Muito excitante, as idéias não paravam de pipocar. Geoff foi o arquiteto original da coisa, emendando brechas deixadas por “Brainiac“, seguindo para a cidade engarrafada e finalmente “New Krypton“.

Muita discussão ou brigas durante o processo?
GJ:
Sempre existem debates, é normal. Eu achei que a idéia era interessante de ser explorada. Com a cidade de Kandor, primeiramente pensei de deveriam haver 12.000 kryptonianos. Foi então que James chegou e achou que deveria ser muito mais, já que a cidade é bem grande. Ficamos com 100.000 então. Mas desses, queríamos que alguns fossem realmente importantes para nossa história, foi daí que vieram os pais de Kara.

O que vocês podem falar sobre Zor-El e Alura?
GJ:
Eles são os líderes de Kandor agora. Zor-El é o coração e Alura a mente desta liderança.

SG: Tudo que a Supergirl queria na Terra era poder ter coisas que tinha em Krypton. Quando ela encontra seus pais novamente, é o momento mais feliz da vida dela.

Como o arco funciona tematicamente de revista para revista?
GJ:
Há um plot principal que envolve todos os títulos, mas cada um também abordará o que já foi iniciado neles. Por exemplo, eu continuarei a partir da queda de Brainiac.

JR: E haverá um vilão misterioso que estará nas 3 revistas.

GJ: Cada título poderá funcionar de forma individual para não deixar buracos para trás. Eu continuo de onde parei com Brainiac, a morte do Papai Kent e Kandor. James continuará seu plot e assim por diante.

JR: Além disso, em Superman, daremos mais do dia-a-dia de Metrópolis e como a cidade está reagindo com tudo que está acontecendo. Queremos dar uma definição a ela, como Gotham possui.

GJ: A Liga da Justiça dará as caras. Afinal, há 100.000 Supermen aí fora. Será que a Terra é mesmo o lugar mais seguro do universo?

Existe mais kryptonianos que mereçam destaque?
GJ:
Os principais são Zor-El e Alura. E os novos Asa Noturna e Águia Flamejante.
JR: Isso é um mistério.
GJ: E uma nova Superwoman. Queríamos muito pegar personagens que fossem reconhecidos rapidamente, para não usar um monte de nomes kryptonianos sem nexo.

Antes da Crise nas Infinitas Terras, Águia Flamejante e Asa Noturna eram Superman e Jimmy Olsen. Obviamente, esse não é o caso. Vocês podem falar a respeito disso?
Todos:
Não exatmente. (Risos)

Ok. Aproveitando o gancho, James, você está transformando Jimmy Olsen num grande personagem. Qual a história dele?
JR:
Jimmy é aquele está encaixando as peças do quebra-cabeça. Com o especial dele pude explorar um pouco mais de sua personalidade.

A Superwoman, Kristen Wells. Algo a respeito dela?
SG: Nada.

Tão secreto assim?
SG:
(Risos)
GJ: Bem, acredito que vê-la no uniforme e saber que existe uma Superwoman é suficiente.
JR: É um mistério muito excitante e divertido. Infelizmente não podemos revelar nada agora, mas garanto que valerá a espera.

O que você pode dizer sobre o Guardião?
JR:
No especial eu dou a ele uma personalidade. Acredito que as pessoas nunca souberam como tratá-lo.

James, você levou Geoff para dentro da Sociedade da Justiça e Geoff levou Strling Gates para a Tropa Sinestro. Com isso vocês parecem várias gerações de escritores juntos. Isso é estranho para vocês?
JR:
Estranho como de repente me sinto como o velho Jay Garrick.
GATES e JOHNS
: (Risos)
GJ: Sou Barry Allen, então sou o mais legal.
SG: Sou o Kid Flash. Tenho que usar amarelo.

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