Crise Final: Resista – Resenha da edição one-shot

Resista é um tie-in ligado à Crise Final que não faz parte do checklist de leitura oficial, mas acrescenta muito ao contexto geral da história por mostrar uma resistência mais ativa que a dos personagens mostrados até então na série principal. A revista se foca na organização Xeque-Mate que, devido aos ataques de Darkseid, está totalmente isolada do resto do mundo na Antártida, e quem a escreve é o reformulador deste fantástico grupo de contra-espionagem, Greg Rucka, com o novato Eric Trautman a tira-colo.

Como já pudemos ver em edições anteriores do evento, Rucka está bem conectado e alinhado com tudo que está acontecendo, mesmo porque muitos de seus conceitos inseridos no Universo DC desde a Crise Infinita foram usados e continuam na ativa, como é o caso dos OMACs, por exemplo. Aqui, o escritor faz uso de seus próprios elementos para mostrar o aspecto de resistência do ponto de vista tecnológico. Mas vamos por partes.

Logo no início da história vemos Gelo, tomada pela Antivida, se aproximando da Fogo e convertendo-a. A partir daí, o caos invase as instalações do Xeque-Mate fazendo com que muitos oficiais sejam convertidos também. Snapper Carr é um dos poucos que não foi tomado e, trabalhando em conjunto com o Sr. Incrível e com o Pensador (construto de inteligência artificial usado para estratégias e intermédio entre toda a base de dados da organização) ele começa a buscar formas de ativar uma resistência. Sua primeira parada é a Torre de Vigilância (vale lembrar que ele tem poderes de teletransporte), onde dá de caras com a Pássaro Flamejante convertida, mas a Mulher-Leopardo o ajuda a derrubá-la. Com os hormônios pipocando, os dois acabam transando ali mesmo (uma sacanagem não mostrarem isso na revista, bwa-uahuaha) mas logo são atacados pelo Gorila Grodd, o que os faz escapar com o os poderes de Carr. Porém ele foi contaminado com um metavírus e seus poderes acabam sendo usados pela última vez.

De volta à base, Michael se lembra de que há uma série de OMACs aprisionados para evitarem provocar a destruição mundial e todos entram num consenso de que, na situação em que o mundo está, é inevitável que se faça uso deles e o Rei Branco inicia a comunicação com todos. A barganha? Eles fazem o que o Xeque-Mate precisa, e são libertados, contanto que não provoquem mal à humanidade, seguindo o protocolo padrão e inicial de um OMAC: proteger aqueles que não podem fazê-lo por si mesmos.

Com um exército de mais de 11 milhões de pessoas espalhadas pelo mundo, o que restou do Xeque-Mate parte para atacar quem foi tomado pela antivida sem piedade. Destaque principal para o momento em que os OMACs são acionados através do mundo e se rebelam contra os Justificadores – uma ótima sacada dos narradores. Outro detalhe muito bacana é que as saídas encontradas não são gratuitas: quem leu Xeque-Mate até o fim viu muitos destes elementos nas histórias e está bem familiarizado com os nomes de protocolos e planos de contingência que são usados aqui, fechando de forma excelente e coerente os pontos da extinta série mensal. Mais que isso, a comunicação de Michael com os OMACs em formas de balões tecnológicos é uma alegoria muito divertida da forma como ele consegue se manter com elas.

Para quem gosta destes personagens e/ou histórias com bastante ação, a revista é muito contemplativa, pois mesmo sendo diferente das outras revistas (ela realmente não precisa de uma resenha “filosófica”, por não trazer nenhum destes aspectos consigo na narrativa) é uma leitura muito recomendada, por mostrar uma outra ótica dos acontecimentos e pelo aspecto de ação com espionagem que ela traz.

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